O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Roma neste domingo, 12 de outubro de 2025, para uma agenda de menos de 24 horas que inclui audiência com o papa Leão XIV e participação na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A programação não prevê encontro com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, apesar da passagem do mandatário brasileiro pela capital do país europeu.
Encontro com o pontífice abre a segunda-feira
De acordo com o Palácio do Planalto, Lula será recebido no Vaticano por volta das 8h locais desta segunda-feira (03h no horário de Brasília). A reunião com Leão XIV é o primeiro compromisso oficial do dia. Não foram divulgados detalhes sobre os temas a serem discutidos, mas a expectativa do governo brasileiro é destacar programas sociais e iniciativas de combate à fome conduzidas no país.
Lula viajou acompanhado pela primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja; pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; e pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Toda a comitiva deve retornar ao Brasil ainda na noite de segunda-feira.
Fórum da FAO marca os 80 anos da agência
Após a audiência no Vaticano, o presidente segue para a sede da FAO, também em Roma, onde fará discurso de abertura do Fórum Mundial da Alimentação. O evento celebra os 80 anos da agência das Nações Unidas e reúne chefes de Estado, especialistas e representantes do setor privado para discutir segurança alimentar, mudanças climáticas e redução da pobreza rural.
Segundo a agenda divulgada, Lula participará ainda de mesas-redondas sobre agricultura familiar e políticas de distribuição de renda. As discussões devem ocorrer ao longo de todo o dia, encerrando-se antes do retorno da delegação ao Brasil.
Ausência de encontro com Giorgia Meloni
A passagem de Lula pela Itália não inclui reunião com a primeira-ministra Giorgia Meloni, líder conservadora que assumiu o governo em 2022. O Planalto não apresentou justificativa formal para a ausência do encontro, limitando-se a informar que a agenda se concentra nas atividades no Vaticano e na FAO. A falta de diálogo presencial contrasta com a visita anterior de Lula a Roma, em 2023, quando houve encontro protocolar no Palazzo Chigi.


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Em recentes declarações públicas, Meloni reforçou a necessidade de cooperação internacional no combate à imigração irregular e na defesa de valores ocidentais, pontos que costumam divergir das pautas defendidas pelo presidente brasileiro em fóruns multilaterais. Embora ambos os governos mantenham relações diplomáticas estáveis, a escolha de não agendar uma reunião bilateral sinaliza distanciamento político.
Comitiva enxuta e retorno imediato
O formato relâmpago da viagem foi definido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A comitiva conta apenas com ministros diretamente relacionados aos temas em debate na FAO, sem a presença de representantes da área econômica ou de infraestrutura. O objetivo declarado é reforçar compromissos do governo brasileiro no combate à insegurança alimentar em escala global.
A agenda curtíssima também reduz custos logísticos e evita prolongar a ausência do chefe do Executivo em Brasília. Ainda assim, a decisão de priorizar o encontro com o pontífice e as discussões na FAO, deixando de lado um diálogo com o governo italiano, chamou a atenção de observadores internacionais.

Imagem: Isabella de Paula
Contexto político e repercussão
A ausência de Meloni na programação de Lula ocorre em meio a divergências ideológicas entre os dois líderes. Enquanto a primeira-ministra italiana reforça pautas conservadoras e medidas de austeridade, o presidente brasileiro defende aumento de gastos sociais e alinhamento a blocos progressistas. Até o momento, não há confirmação de contatos telefônicos ou virtuais entre ambos durante esta passagem de Lula por Roma.
No Parlamento italiano, parlamentares de partidos de direita mencionaram a decisão brasileira como sinal de “prioridades alinhadas a interesses multilaterais e não ao relacionamento bilateral”. Já diplomatas brasileiros afirmam que a visita segue protocolo ordinário dedicado à FAO e ao Vaticano, sem tempo hábil para agendas complementares.
Próximos passos
Concluída a participação no Fórum Mundial da Alimentação, Lula e comitiva embarcam de volta ao Brasil ainda na segunda-feira. A previsão é de chegada a Brasília na madrugada de terça, 14 de outubro. O presidente deverá retomar compromissos internos já na manhã do mesmo dia, com reuniões no Palácio do Planalto voltadas a programas sociais e à preparação do Orçamento de 2026.
Para os analistas de relações exteriores, a curta visita reforça a prioridade do governo brasileiro em fóruns multilaterais de combate à fome, mas evidencia distanciamento político em relação ao atual governo italiano. Não há, por ora, anúncios de viagens recíprocas entre Brasília e Roma ou convites formais para próximas cúpulas bilaterais.
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Em resumo, Lula passa menos de um dia em Roma focado no encontro com o papa e no fórum da FAO, sem previsão de diálogo com Giorgia Meloni. Acompanhe as atualizações e compartilhe este conteúdo para manter seus contatos informados.
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