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Lula defende que fome é “escolha política” em artigo divulgado na Europa

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a fome resulta de “escolhas políticas” em artigo publicado simultaneamente em nove jornais estrangeiros na segunda-feira, 13 de outubro de 2025. O texto foi divulgado enquanto o chefe do Executivo brasileiro cumpria agenda oficial em Roma, onde participa do Fórum Mundial da Alimentação, organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Crítica à concentração de renda e ao aumento dos gastos militares

No material assinado, Lula declara que a fome não é um fenômeno natural, mas consequência de políticas adotadas por governos e por um “sistema econômico” que, segundo ele, ignora a desigualdade social. O presidente cita estimativa de 673 milhões de pessoas sem acesso regular a alimentos adequados e compara esse número ao patrimônio de “três mil bilionários” que concentrariam 14,6 % do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

O artigo também menciona que, em 2024, as nações mais ricas promoveram o maior aumento de gastos militares desde o fim da Guerra Fria, totalizando US$ 2,7 trilhões. Para Lula, o volume destinado à defesa contrasta com o descumprimento do compromisso — assumido por alguns desses países — de aplicar 0,7 % do próprio PIB em programas de desenvolvimento voltados aos mais pobres.

De acordo com o presidente, essa discrepância demonstra que “o combate à fome é uma questão de prioridade” e, portanto, de escolha. Lula sustenta que recursos existentes poderiam ser direcionados a políticas públicas capazes de reduzir a insegurança alimentar global.

Propostas de reforma e taxação dos “super-ricos”

Como saída para o problema, o líder petista sugere mudanças nos mecanismos de governança internacional. Segundo ele, é necessário “fortalecer o multilateralismo” e abrir novos fluxos de investimento para promover desenvolvimento sustentável em países de renda baixa e média. Ele também afirma que os Estados precisam de autonomia para implementar programas internos contra a pobreza.

Outro ponto defendido é a cobrança de impostos adicionais sobre grandes fortunas. Lula escreve que uma “taxação dos super-ricos” está “em vias de ser aprovada” no Congresso Nacional, em referência à reforma tributária em tramitação em Brasília. O presidente sustenta que ajustes no sistema fiscal podem gerar receita para financiar ações sociais sem sobrecarregar a classe média.

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O conteúdo não detalha como a tributação diferenciada seria aplicada nem especifica eventual impacto na economia brasileira. Entretanto, o Palácio do Planalto considera o tema central para a consolidação da pauta econômica da atual gestão.

Veículos que divulgaram o texto

Conforme a Secretaria de Comunicação da Presidência, o artigo foi reproduzido por jornais de circulação nacional na Itália, Portugal, Reino Unido, França, Argentina e outros países europeus. A estratégia de publicar o texto no exterior busca reforçar a imagem do Brasil como liderança no debate sobre segurança alimentar.

A iniciativa ocorre em meio ao Fórum Mundial da Alimentação, evento no qual Lula pretende reiterar cobrança por financiamento internacional a programas agrícolas de pequena escala. O governo considera que tais projetos podem reduzir a dependência de importação de alimentos e gerar emprego no campo.

Contexto político interno

A defesa da taxação sobre o topo da pirâmide ocorre enquanto o Executivo negocia, com o Congresso, pontos sensíveis da reforma tributária. Líderes governistas afirmam que a votação pode ocorrer ainda este ano, mas há resistência de segmentos empresariais e de parte da oposição, que teme aumento de carga para o setor produtivo.

Além disso, integrantes da base aliada veem na pauta social instrumento para fortalecer a imagem internacional do governo, enquanto críticos apontam desequilíbrio entre o discurso no exterior e a execução de políticas internas, que dependem de aprovação legislativa e equilíbrio fiscal.

No ambiente global, a proposta de taxar grandes fortunas ganhou espaço em fóruns multilaterais, mas ainda enfrenta divergências entre países desenvolvidos. Para Lula, avançar nessa discussão é essencial para demonstrar que, mais do que palavras, existem caminhos práticos para combater a fome.

Em síntese, o presidente brasileiro atribui a persistência da insegurança alimentar a decisões governamentais e econômicas, contrasta gastos militares com a insuficiência de recursos para o desenvolvimento e apresenta a reforma tributária como resposta possível. O discurso reforça a estratégia do Palácio do Planalto de posicionar o Brasil como voz ativa na agenda social global, ao mesmo tempo em que pressiona o Congresso a aprovar mudanças fiscais consideradas prioritárias pelo Executivo.

Para acompanhar outras reportagens sobre o cenário político nacional, acesse nossa editoria de Política.

Este conteúdo resumiu o posicionamento do presidente no debate internacional sobre fome e desigualdade. Continue informado e compartilhe a matéria para ampliar a discussão sobre políticas públicas efetivas.

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