O governo federal confirmou que enviará um novo pacote de alimentos, medicamentos e itens de primeira necessidade à Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, durante o encerramento do Fórum Mundial da Alimentação, organizado pela FAO, em Roma (Itália).
Diretriz do Palácio do Planalto
Segundo Janja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envio imediato da ajuda, embora não tenha sido divulgado o volume exato dos suprimentos nem a data de embarque. A iniciativa chega em meio à tentativa de reconstrução de Gaza após dois anos de conflitos que deixaram milhares de mortos e deslocados. De acordo com a primeira-dama, “milhões de palestinos retornam para as ruínas de suas casas” e necessitam de apoio que vá além da solidariedade simbólica.
O governo brasileiro já havia coordenado ações semelhantes em ocasiões anteriores, enviando cargas de remédios e mantimentos ao território palestino. Agora, o Palácio do Planalto reforça que a prioridade é contribuir para que o cessar-fogo acordado seja respeitado e, paralelamente, garantir condições mínimas de sobrevivência à população civil.
Fome como arma e cenário climático
No discurso em Roma, Janja destacou que a insegurança alimentar não se restringe ao Oriente Médio. Ela apontou as mudanças climáticas, sobretudo secas prolongadas e enchentes, como fatores que agravam a falta de alimentos em diversas regiões. Conflitos armados, deslocamentos forçados e instabilidade geopolítica completam o quadro de risco.
A primeira-dama citou Palestina e Sudão como exemplos de locais onde “a fome é usada como arma de subjugação”. Segundo ela, a desnutrição severa já provocou a morte de centenas de milhares de pessoas, principalmente crianças. Janja classificou essas tragédias como motivo de “imensa vergonha” para a comunidade internacional.
Corte de recursos e cobrança aos países desenvolvidos
No mesmo pronunciamento, a representante do governo petista reclamou que as nações mais ricas não estariam cumprindo as promessas de financiamento a fundos multilaterais. Ela alertou que os cortes recentes em programas de ajuda humanitária e de desenvolvimento aprofundam o cenário de crise e atrasam a solução para regiões conflagradas.


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Na avaliação da primeira-dama, a lentidão na liberação de verba internacional prejudica medidas emergenciais de combate à fome. Além disso, a redução de aportes financeiros compromete projetos estruturais, como a modernização agrícola e a distribuição de insumos em áreas vulneráveis.
Responsabilidade brasileira e logística
Embora o valor destinado à operação não tenha sido detalhado, o Itamaraty deverá coordenar o transporte dos suprimentos junto às Forças Armadas, repetindo o formato de missões anteriores. A expectativa é enviar kits que combinem gêneros alimentícios não perecíveis, medicamentos de uso imediato e material de higiene.

Imagem: Internet
O Brasil também articula, nos fóruns internacionais, resoluções que reforcem o cessar-fogo e facilitem corredores humanitários em Gaza. A diplomacia brasileira defende que a assistência chegue sem entraves até a população civil, evitando desvios ou retenções em postos de controle.
Números do fluxo diário
Desde a trégua parcial firmada recentemente, estimativas apontam que cerca de 560 toneladas de alimentos entram em Gaza por dia, volume ainda considerado insuficiente para atender a totalidade dos moradores. A nova remessa brasileira deve incrementar esse fluxo e reduzir a pressão sobre agências humanitárias que operam na região.
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Com o envio de mais um carregamento a Gaza, o Palácio do Planalto mira reforçar a assistência direta à população palestina, ao mesmo tempo em que pressiona países desenvolvidos a honrarem compromissos financeiros com fundos humanitários. Siga acompanhando nossos informes e compartilhe esta notícia para manter outros leitores bem-informados.
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