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Lula impõe fiscalização direta sobre internet e ignora decisão do Congresso

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto e medida provisória que transferem para o Executivo a fiscalização de conteúdos digitais voltados a crianças e adolescentes, contrariando a lei aprovada pelo Congresso que cria o chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).

Decreto amplia poder da ANPD e cria 218 novos cargos

A lei do ECA Digital, sancionada em 16 de novembro de 2025, determinava que a supervisão das plataformas fosse exercida por uma autoridade administrativa autônoma, a ser instituída por lei posterior. No mesmo dia, porém, Lula publicou decreto designando a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), subordinada ao Ministério da Justiça, para executar a atribuição.

Em complemento, a Medida Provisória nº — também de 16 de novembro — transformou a ANPD em agência reguladora, criando 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados e 18 funções de confiança. A MP produz efeitos imediatos, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

Para analisar o texto, foi instalada Comissão Mista presidida pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), vice-líder do governo. Após a reunião de instalação em 4 de novembro, o colegiado não voltou a se reunir nem marcou novas sessões, o que retarda qualquer tentativa de alteração ou rejeição da medida.

Parlamentares apontam violação à separação de Poderes

Integrantes da oposição acusam o Planalto de atropelar a vontade legislativa. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), membro da comissão, afirma que a ANPD não pode assumir a tarefa sem que nova lei a autorize: “Nenhum decreto suplanta decisão do Congresso”. Segundo ele, o tema repete a estratégia vista no início do governo, quando Lula editou decreto para alterar pontos do Marco do Saneamento.

O receio de interferência política foi justamente o motivo para se exigir uma entidade independente. Durante a tramitação, o relator na Câmara, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), incluiu dispositivo que proíbe vigilância massiva e condiciona a criação da autoridade a lei específica. No Senado, o relator Flávio Arns (Podemos-PR) endossou a autonomia, destacando que o órgão deveria ser “de Estado, e não de governo”.

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Além da crítica parlamentar, juristas também questionam a constitucionalidade do decreto. O professor de Direito Constitucional Aécio Flávio Palmeira Fernandes sustenta que o ato infralegal viola o princípio da legalidade ao atribuir nova competência a órgão já existente sem previsão legal. Para ele, urgência ou economia de recursos não justificam o descumprimento do texto aprovado pelo Legislativo.

Conflito com a Anatel gera mal-estar interno

O projeto original atribuía à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a tarefa de encaminhar bloqueios de plataformas, mediante decisão judicial. Lula vetou esses artigos e, no decreto, transferiu a atividade também para a ANPD. A decisão gerou desconforto entre servidores da Anatel. A presidente da Feninfra, Vivien Suruagy, classificou a mudança como “golpe” que retira da agência competência que já se encaixa em suas atribuições.

No parecer aprovado no Senado, Flávio Arns havia descartado qualquer vício de iniciativa ao estender novas funções à Anatel, argumentando que a agência já exerce atividades compatíveis. O governo, contudo, alegou que haveria “vício de origem” e que a ANPD possui maior expertise em dados pessoais, ponto central do ECA Digital.

Próximos passos e possível revogação

Para ter validade definitiva, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso até março de 2026. Caso contrário, perde eficácia e os cargos criados deixam de existir. O mesmo prazo vale para a comissão analisar eventuais emendas que restabeleçam o modelo de autoridade independente. A oposição articula a derrubada do trecho que converte a ANPD em agência reguladora, enquanto governistas defendem a manutenção alegando economia de recursos e aproveitamento de estrutura já instalada.

Enquanto o impasse permanece, empresas de tecnologia aguardam definições para implementar as exigências do ECA Digital, como filtros de conteúdo, verificação de idade e ferramentas de supervisão parental. Sem clareza sobre quem fiscalizará o cumprimento, a adequação às regras pode atrasar.

Para acompanhar desdobramentos sobre a relação entre Executivo e Legislativo, veja também a cobertura em Política.

Em resumo, o governo utilizou decreto e medida provisória para centralizar a fiscalização de conteúdos digitais na ANPD, movimento que desconsidera a exigência legal de criar órgão independente. O Congresso terá até início de 2026 para decidir se mantém ou reverte a mudança. Continue acompanhando nossas atualizações e fique informado sobre as próximas votações.

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