O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou neste sábado (18), em São Bernardo do Campo (SP), durante um aulão preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Diante de estudantes e educadores, Lula declarou que pretende “formar uma doutrina latino-americana” voltada à educação e defendeu a meta de tornar o continente “independente e respeitado” no cenário internacional.
Compromissos financeiros anunciados
No encontro, o chefe do Executivo informou a liberação de R$ 108 milhões para a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). Segundo ele, a verba será usada no custeio de turmas que funcionam como apoio gratuito a candidatos de baixa renda. Um novo edital está previsto para dezembro, com expectativa de contemplar até 500 cursinhos em 2026.
Os recursos mencionados chegam em momento de debate sobre limites orçamentários e prioridades de gastos federais. A destinação atende a reivindicações de movimentos estudantis alinhados ao governo e reforça a estratégia de Lula de retomar políticas voltadas ao ensino superior.
“Doutrina latino-americana” como bandeira política
Lula afirmou que deseja criar um projeto educacional conjunto entre países do continente. O presidente não detalhou cronograma ou etapas, mas declarou que professores e estudantes latino-americanos precisam compartilhar “uma mesma identidade”. Para ele, a iniciativa seria caminho para fortalecer a autonomia regional diante de nações mais influentes.
Em tom firme, Lula disse esperar “nunca mais ouvir um presidente de outro país falar grosso com o Brasil”. A declaração ocorreu em referência a episódios recentes de tensão diplomática e reforça a linha de política externa do governo, que busca alianças sul-americanas em contraposição a pressões de potências ocidentais.
Convocação de jovens contra “impunidade”
Sem citar diretamente projetos que tramitam no Congresso, Lula pediu que os jovens se posicionem contra leis “que garantam impunidade”. Ele afirmou que parte da classe política tenta se proteger de punições e que a participação popular é fundamental para barrar essas investidas.


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“Se a classe política quiser aprovar lei que garanta impunidade de ladrão, entrem na política”, disse. O comentário foi interpretado como referência ao chamado “PL da Anistia”, pauta defendida por setores do Legislativo para rever punições aplicadas em anos anteriores.
Narrativa pessoal e insistência na militância
Ao relembrar a própria trajetória, Lula contou que saiu da pobreza em Pernambuco para chegar à Presidência, resumindo a mensagem de que ninguém deve “desistir” ou se sentir excluído do debate público. O presidente completará 80 anos em 2025 e usou a idade para reforçar que se sente apto a governar: “Vocês não sabem o que faz um homem de 80, eu sei o que faz um garoto de 15 ou 20”.

Imagem: Ricardo Stuckert
O discurso também atacou setores definidos por Lula como “elite brasileira”, acusados de limitar investimentos sociais. A audiência reagiu com aplausos, evidenciando apoio de organizações estudantis alinhadas ao Palácio do Planalto.
Repercussão e contexto
As falas sobre independência latino-americana repetem posicionamento defendido por Lula desde o início do terceiro mandato, marcado pela reaproximação com regimes de esquerda no continente. A promessa de ampliar recursos para cursinhos reflete a prioridade dada à educação, área que recebeu críticas devido ao desempenho do ensino básico nos últimos anos.
Especialistas acompanham os efeitos fiscais de novos desembolsos. O governo argumenta que a política educacional pode aumentar a produtividade futura, enquanto opositores apontam risco de expansão de gastos sem metas claras de resultado.
Para quem acompanha os desdobramentos na capital federal, vale conferir outras pautas em Política, onde atualizamos votações e projetos que influenciam educação e orçamento.
Em resumo, Lula reforçou uma agenda de integração continental, anunciou R$ 108 milhões para cursinhos populares e convocou a juventude a atuar contra iniciativas que classifica como promotoras de impunidade. Acompanhe as próximas discussões no Congresso e compartilhe este conteúdo para manter o debate público ativo.
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