Em entrevista concedida em 8 de novembro de 2025, o pastor Silas Malafaia reforçou críticas ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e às políticas de segurança pública adotadas pela esquerda. Para ele, a crise na área da segurança no Rio de Janeiro expõe, mais uma vez, a incapacidade do campo progressista de enfrentar o crime organizado.
Segurança pública e operação nas favelas
Questionado sobre a recente operação policial nas comunidades da Penha e Maré, no Rio de Janeiro, Malafaia defendeu o uso da força pelo Estado. Segundo o pastor, criminosos armados de fuzis, granadas e drones explosivos foram enfrentados pela polícia em cenário de “narcoterrorismo”. Ele recordou que, em países desenvolvidos, “quem puxa arma contra polícia, morre” e afirmou que a população das favelas apoia a ação, pois sofre há anos sob domínio de facções.
Malafaia criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que classificaram a operação como “matança”. Para o pastor, o governo tenta suavizar o problema e ignora o direito dos cidadãos à segurança. Ele acrescentou que o STF ultrapassa suas atribuições ao questionar a legalidade de ações policiais, quando deveria limitar-se ao controle de constitucionalidade.
Acusações contra a esquerda e impacto eleitoral
No entendimento do líder religioso, o debate sobre segurança deve dominar a campanha de 2026. Ele sustenta que a esquerda “nunca conseguiu combater o crime” e “ensinaram bandido a se organizar nos presídios” durante o período militar. Esse histórico, afirma, explicaria a “aliança tácita” entre setores progressistas e facções criminosas.
Durante a entrevista, Malafaia destacou o crescimento do governador fluminense Cláudio Castro nas redes sociais após a operação, ganhando mais de 1,5 milhão de seguidores. Para ele, o fato demonstra que o eleitor deseja respostas firmes à violência, e não discursos ideológicos.
Críticas ao projeto anti-facção e à atuação federal
O pastor considerou “vergonhoso” o projeto anti-facção apresentado pelo governo federal, que mantém visitas íntimas a líderes de organizações criminosas e, na visão dele, facilita a troca de informações que fortalece o crime. Ele reforçou que o Executivo se recusa a classificar grupos como PCC ou Comando Vermelho como organizações terroristas, evitando assim a intervenção federal direta no combate ao narcotráfico.


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Malafaia também atacou a imprensa que, segundo ele, “recebe bilhões em publicidade estatal” e não denuncia o que considera falhas graves do governo. Para o pastor, existe um “conluio” entre setores da mídia tradicional e o Planalto, o que comprometeria a prestação de contas ao cidadão.
Perseguição política e reação conservadora
Relatando ter o passaporte, o celular e cadernos teológicos apreendidos em operações judiciais, Malafaia classificou a situação como “perseguição” por suas posições públicas. Ele argumenta que mesmo não sendo candidato a nenhum cargo, sofre tentativas de silenciamento, o que, em sua leitura, reflete o avanço de “abusos de poder” pelo Judiciário.
Apesar do cenário descrito como “horroroso”, o pastor diz confiar na “justiça divina” e no despertar popular. Ele teme, entretanto, o risco de revolta social caso não haja mudança no comportamento das instituições.

Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom
Relação de Lula com o eleitor evangélico
Com cerca de 30% da população brasileira se identificando como evangélica, Lula tenta reaproximar-se desse segmento. Malafaia avalia que o esforço não prosperará. Ele recorda que o presidente assinou carta contrária ao aborto na campanha de 2022, mas, posteriormente, retirou o Brasil do pacto internacional pró-vida. “Não vai enganar de novo”, garantiu.
Sobre a possível indicação do advogado Jorge Messias ao STF, Malafaia reconhece o fato de o jurista ser evangélico, mas define-o como “esquerdista distante dos princípios cristãos”. De acordo com o pastor, o governo usa essa informação para tentar mostrar abertura aos evangélicos, porém a comunidade saberia diferenciar convicção religiosa de alinhamento ideológico.
Cenário político em Santa Catarina
O entrevistado mencionou a perspectiva de Carlos Bolsonaro disputar vaga ao Senado por Santa Catarina em 2026. Embora amigo da família Bolsonaro, Malafaia disse não estar convencido de que a estratégia seja a mais adequada, especialmente diante da popularidade regional da deputada estadual Ana Campagnolo. Ele defendeu avaliação cuidadosa para evitar dispersão de votos conservadores.
Com suas declarações, Silas Malafaia aposta que segurança pública, autonomia dos estados nas operações contra o crime e limitações ao STF ganharão protagonismo no ciclo eleitoral que se aproxima. Para o pastor, caberá ao eleitor decidir se mantém a atual condução do país ou exige mudanças profundas no combate ao narcotráfico e na relação entre Poderes.
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Resumo: Silas Malafaia reforçou críticas ao governo Lula, apontou falhas no projeto anti-facção e previu que segurança pública será o eixo central das eleições de 2026. Continue acompanhando nossas atualizações e participe do debate nos comentários.
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