Uma pesquisa do instituto Quaest, divulgada em 3 de novembro de 2025, apontou que a maioria dos brasileiros, inclusive moradores de comunidades do Rio de Janeiro, apoia a recente megaoperação policial realizada no estado. O levantamento mostrou resistência concentrada em segmentos identificados com partidos e movimentos de esquerda, enquanto a percepção favorável ao emprego da força predominou na população em geral.
Pesquisa reflete aprovação popular à ação
De acordo com os números divulgados, o apoio à operação supera significativamente a desaprovação. O resultado contraria a narrativa de que moradores de favelas seriam, em sua maioria, contrários à presença das forças de segurança. Segundo a Quaest, a concordância entre pessoas que vivem em áreas vulneráveis se mostrou maior do que entre entrevistados de bairros de classe média alta.
Nas redes sociais, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida afirmou que considera “difícil de compreender” a resistência de setores progressistas diante da realidade dos fuzis, granadas e crimes praticados pelo narcotráfico. Para ele, a operação representa o anseio de famílias que não suportam mais viver sob ameaça diária.
STF entra no centro do debate
A repercussão da operação chegou ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes publicou texto nas redes sociais reiterando que a Corte “não proibiu operações policiais” ao julgar a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. Segundo o magistrado, o tribunal apenas impôs parâmetros para preservar vidas.
No mesmo pronunciamento, Mendes defendeu equilíbrio entre o enfrentamento às facções e a redução da letalidade policial. Para ele, o país necessita de um protocolo rígido de prevenção e responsabilização por abusos, sob fiscalização dos órgãos de controle. O ministro frisou a importância da inteligência investigativa e da atuação técnica dos agentes de segurança.
A postura de Gilmar Mendes contrastou com manifestação anterior do ministro Edson Fachin. Após a operação, Fachin classificou o episódio como “tragédia” e expressou solidariedade às “vítimas”, sem distinguir policiais e criminosos. A declaração gerou críticas de especialistas em segurança pública que ressaltam o alto poder bélico das facções e o risco constante enfrentado pelos agentes.


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Detalhes da ação policial
Conduzida pela Polícia Militar e pela Polícia Civil do Rio, a operação ocorreu após meses de planejamento. O objetivo principal foi enfraquecer o Comando Vermelho, facção que atua em vários estados. Relatórios preliminares indicam a neutralização de lideranças foragidas e a apreensão de armamento de uso restrito.
Autoridades estaduais informaram que a ação foi baseada em informações de inteligência e contou com apoio de setores federais. Até o momento, não há confirmação oficial de vítimas civis. Para o governo fluminense, o saldo positivo reforça a necessidade de intervenções pontuais em áreas dominadas pelo crime organizado.
Reações políticas e redes sociais
Diante do apoio popular medido pela Quaest, nomes ligados ao governo federal adotaram tom cauteloso. Em reuniões internas, a orientação foi evitar improvisos e declarações que pudessem fortalecer a crítica de conivência com o tráfico. Parlamentares da base governista demandaram, porém, maior rigor na apuração de eventuais excessos.

Imagem: Fellipe Sampaio
Na esfera cultural, artistas e influenciadores identificados com causas progressistas condenaram a operação. Já líderes comunitários relataram satisfação ao ver a presença do Estado em regiões há anos submetidas ao controle armado. O contraste evidenciou o distanciamento entre parte da elite intelectual e as demandas de quem vive diretamente a insegurança.
Próximos passos na segurança pública
Especialistas apontam que o debate sobre políticas de segurança tende a concentrar-se em dois eixos: reforço à inteligência policial e atualização de protocolos de uso da força. Desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio defendem a rápida conclusão dos inquéritos para dar transparência aos resultados da operação e evitar acusações de abuso.
Entidades de direitos humanos pedem a divulgação integral das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. Por sua vez, associações de policiais argumentam que a exibição irrestrita de imagens pode comprometer estratégias de combate ao crime.
Para acompanhar outras notícias sobre decisões do Supremo e seus impactos na segurança pública, acesse nossa seção dedicada em Política.
Em resumo, a megaoperação no Rio de Janeiro evidenciou amplo respaldo popular, reacendeu o debate sobre os limites da força policial e colocou o STF sob vigilância da opinião pública. Continue conosco e receba atualizações sobre segurança, política e os desdobramentos dessa atuação.
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