Mensagens extraídas do celular do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal mostram o deputado federal Eduardo Bolsonaro criticando o correligionário Nikolas Ferreira por, supostamente, evitar vincular a própria imagem à do ex-chefe do Executivo. O conteúdo foi encaminhado nesta quarta-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e compõe o relatório que indiciou pai e filho por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
PF inclui críticas internas em apuração sobre “trama golpista”
De acordo com a Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro encaminhou ao pai links de publicações na rede X (antigo Twitter) que questionavam a postura de Nikolas Ferreira. As postagens, feitas por apoiadores, registravam a ausência de divulgação do deputado mineiro sobre a manifestação convocada por Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em fevereiro, e outras mobilizações de rua em defesa do ex-presidente.
Em um dos registros, datado de 17 de julho, um usuário ironiza: “Divulgar a manifestação na Paulista, zero. Jair Bolsonaro está em BH, já já veremos na prática a arte de colar no Bozo para depois descolar do Bozo”. O texto foi repassado por Eduardo ao ex-presidente, que acompanhava de perto a repercussão das convocações.
A PF pontua que, dias após o compartilhamento, o próprio Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Nikolas. “É triste ver a que ponto o Nikolas chegou”, escreveu o parlamentar em rede social, reagindo a suposta interação do colega com uma influenciadora identificada como antibolsonarista.
Divergências expõem disputas de influência na direita
Nikolas Ferreira, nome de maior alcance digital entre os novos deputados conservadores, vinha sendo cobrado por militantes por, segundo eles, demonstrar “apoio insuficiente” ao ex-presidente. Com mais de cinco milhões de seguidores, o mineiro foi apontado como reticente na divulgação de atos favoráveis a Jair Bolsonaro, atitude que gerou desconfiança entre influenciadores alinhados ao ex-mandatário.
Desde que vieram à tona os indiciamentos de Jair e Eduardo, Nikolas manteve distância pública do caso. Nas redes, concentrou ataques ao que classificou como “vazamento seletivo” de mensagens e direcionou solidariedade ao pastor Silas Malafaia, alvo de buscas na mesma investigação, sem citar diretamente nem o ex-presidente nem o filho.
“As únicas coisas que não vazam no Brasil são o celular do Adélio, a filmagem do aeroporto de Roma e as gravações de 08/01”, escreveu o deputado, antes de reproduzir vídeos de Malafaia e chamar o dirigente religioso de perseguido.
Contexto das acusações contra Bolsonaro pai e filho
Jair e Eduardo Bolsonaro são investigados por suposta articulação, inclusive nos Estados Unidos, para pressionar ministros do STF em troca de um indulto que encerraria processos derivados de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente encontra-se em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica desde o mês passado, após ter participado por telefone de manifestações em várias capitais — atitude interpretada pelo ministro Alexandre de Moraes como descumprimento de medidas cautelares.
Em paralelo, Eduardo Bolsonaro tem viajado aos Estados Unidos para buscar apoio político e denunciar, segundo ele, excessos do Judiciário brasileiro. O parlamentar argumenta que a inclusão de mensagens privadas no inquérito configura violação de correspondência e reforça a narrativa de perseguição contra a direita.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Imagem: Internet
Repercussão na base conservadora
A divulgação do material reforçou debates internos sobre estratégia e lealdade dentro do campo conservador. Parte dos militantes vê Nikolas como potencial “renovador” que busca autonomia diante da liderança de Bolsonaro; outra parcela o acusa de “incoerência” por não assumir defesa incondicional do ex-presidente quando este enfrenta investigações.
Até o momento, Nikolas não respondeu às críticas diretas de Eduardo Bolsonaro. Ele segue divulgando agendas próprias, incluindo participação em eventos religiosos e convocações para atos em 7 de setembro, mas evita associar essas atividades ao processo judicial que mira Jair Bolsonaro.
Analistas apontam que a tensão exposta nas mensagens pode influenciar disputas por protagonismo na Câmara e nas redes sociais, principalmente entre perfis que dependem do engajamento digital de bases fiéis. Apesar disso, não há indicativos de que a troca de farpas se traduza, por ora, em rupturas partidárias formais.
O inquérito continua em tramitação no Supremo, com prazo para manifestação das defesas e possibilidade de novas diligências. O conteúdo obtido pela Polícia Federal seguirá sob sigilo parcial, mas trechos relevantes poderão ser liberados à medida que avançarem os procedimentos.
Para acompanhar outras atualizações sobre o cenário político nacional, acesse nossa seção dedicada em Política e mantenha-se informado.
Resumo: documentos da PF mostram que Eduardo Bolsonaro cobrou Nikolas Ferreira por não promover atos pró-Bolsonaro, revelando divergências dentro da direita. Continue acompanhando nosso portal para atualizações diárias e compartilhe esta matéria com quem também busca informação clara e objetiva.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!