O Brasil encerrou julho de 2025 com 674.849 contratos de aprendizagem ativos, o maior patamar desde a criação do programa em 2000. O avanço combina o aquecimento do setor privado e a intensificação da fiscalização promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que repassou os números nesta quinta-feira (11).
Contratações disparam e superam marca histórica
Somente em julho foram firmados 6.099 novos vínculos, volume que representa crescimento de mais de 1.000% em relação ao mesmo mês de 2024, quando ocorreram 221 registros. No acumulado de janeiro a julho, 75.950 jovens ingressaram formalmente no mercado por meio da Lei 10.097/00, que estabelece a aprendizagem profissional para brasileiros de 14 a 24 anos.
O secretário de Qualificação, Emprego e Renda do MTE, Magno Lavigne, classificou o resultado como “quebra de padrão histórico” e ressaltou que todos os meses de 2025 apresentaram saldo positivo. De acordo com o balanço, 360.933 aprendizes têm até 17 anos e 310.580 estão na faixa de 18 a 24 anos; além disso, 3.338 pessoas com deficiência acima de 25 anos participam do programa, permitido quando a condição impede o início em idade inferior.
Serviços lideram, Comércio recua
O setor de Serviços puxou a criação de oportunidades, respondendo por 4.239 dos contratos líquidos em julho. Na sequência aparecem Indústria (2.322), Agropecuária (309) e Construção Civil (157). O Comércio, por outro lado, encerrou 929 postos, sinalizando ajuste em meio à reorganização do varejo físico.
Para o empresariado, a contratação de aprendizes oferece mão de obra jovem, com remuneração proporcional ao salário mínimo, jornada de até seis horas e encargos reduzidos, enquanto contribui para a qualificação profissional exigida pelas cadeias produtivas. Esses fatores, somados ao avanço econômico, explicam parte da expansão registrada neste ano.
Fiscalização mais presente amplia adesão
Entre janeiro e julho, auditores-fiscais vistoriaram mais de 43 mil estabelecimentos. As inspeções resultaram em 20 mil autos de infração e impulsionaram a admissão de 103.247 aprendizes, segundo a coordenadora nacional de Aprendizagem Profissional, Taís Arruti. Hoje, 73% dos contratos vigentes estão em empresas que passaram por fiscalização nos últimos cinco anos, evidenciando a pressão regulatória sobre empregadores que descumpriam a cota legal.


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Pelo texto da lei, organizações de médio e grande porte devem destinar de 5% a 15% de suas vagas ao regime de aprendizagem. A cobrança mais firme, aliada ao ganho de escala de plataformas eletrônicas para cruzamento de dados, tornou o acompanhamento mais eficaz — fator decisivo para o aumento contínuo do número de contratos.
Perfil dos participantes
Os dados indicam equilíbrio de gênero, com 357.589 mulheres (53%) e 317.260 homens (47%). Quanto à autodeclaração racial, 312.717 são pardos, 279.795 brancos e 67.781 pretos. A diversidade reflete o propósito original do programa: facilitar a entrada no mercado formal para grupos que tradicionalmente enfrentam barreiras de acesso.

Imagem: Internet
Benefícios e obrigações
O aprendiz recebe todos os direitos trabalhistas: FGTS, 13º salário, férias e vale-transporte. A jornada máxima de seis horas garante a manutenção da matrícula escolar, exigência básica para adesão. Para a empresa, os gastos previdenciários ficam limitados a 2% sobre a folha de pagamento do jovem, vantagem competitiva frente ao regime comum.
A ampliação dessas contratações ocorre num cenário de recuperação econômica e taxa de desemprego em trajetória de queda, aspectos que indicam maior confiança do setor produtivo. Mesmo assim, especialistas apontam que a continuidade do avanço depende de manutenção de regras claras, segurança jurídica e liberdade para que o empreendedor invista em formação profissional.
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Em resumo, o recorde de 674 mil aprendizes ativos demonstra vigor do mercado e aponta para maior integração de jovens ao setor produtivo, fundamental para sustentar o crescimento do país. Continue seguindo nossas atualizações e compartilhe esta reportagem com quem busca informações confiáveis sobre emprego e qualificação.
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