Em sua primeira entrevista após a sentença que impôs 27 anos de prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou ao jornal britânico The Telegraph que o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) foi “uma farsa judicial”. Michelle sustentou que as acusações serviram para “barrar o avanço da direita” no Brasil e abriu a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo em 2026.
Acusações de perseguição política e críticas ao STF
O ex-chefe do Executivo foi condenado por tentativa de golpe de Estado e por quatro crimes ligados a atos antidemocráticos. Na avaliação de Michelle, o julgamento “expos violações graves” e buscou impedir a continuidade do projeto conservador iniciado em 2018. A ex-primeira-dama direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, acusando-o de acumular funções incompatíveis dentro do processo.
“O julgamento de Jair e de outras pessoas inocentes foi uma farsa judicial”, declarou. Para Michelle, as investigações apresentaram “acusações fabricadas” e ignoraram garantias fundamentais. Ela afirmou ainda que se levantará “como uma leoa” para defender “valores conservadores, a verdade e a justiça”.
Cenário eleitoral: Senado ou Palácio do Planalto
A entrevista ganhou repercussão em meio a debate sobre a liderança da direita após a prisão de Bolsonaro. No Partido Liberal (PL), parte da direção vê Michelle como opção ao Senado pelo Distrito Federal. Outra ala defende o nome dela para a sucessão presidencial, caso o ex-presidente permaneça inelegível ou impedido de disputar.
Questionada sobre a hipótese de concorrer em 2026, ela afirmou que estará “pronta” se essa for a “vontade de Deus”. Disse ainda que “não hesitará” em assumir candidatura para representar o eleitorado conservador, mas reforçou que, no momento, sua prioridade é a família. “Minha total atenção está voltada a cuidar das minhas filhas e do meu marido neste momento delicado, para que essa perseguição e humilhação não destrua minha família nem a de tantos outros injustamente perseguidos”, declarou.
Disputa interna na direita
Além de Michelle, outros nomes se movimentam para ocupar espaço no campo conservador. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta com apoio do Centrão. A ex-primeira-dama, porém, mantém vantagem junto a segmentos evangélicos e a grupos que apoiaram Bolsonaro nas últimas eleições.


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Dirigentes do PL avaliam que o carisma e a popularidade de Michelle podem assegurar continuidade do capital político de Bolsonaro. Contudo, lideranças do Republicanos e de legendas do centrão consideram Tarcísio uma figura mais experiente na gestão pública e buscam articular alianças regionais para 2026.
Próximos passos de Michelle e repercussão internacional
A entrevista ao The Telegraph sinaliza estratégia de Michelle para internacionalizar a denúncia de perseguição política. Relatos de aliados indicam que novas conversas com veículos estrangeiros podem ocorrer. O objetivo é questionar a legalidade do processo no STF e reforçar que lideranças conservadoras estariam sob pressão judicial.

Imagem: Internet
Especialistas ouvidos pela imprensa britânica apontam que a condenação de Bolsonaro é acompanhada de perto por parlamentares europeus e americanos. A repercussão externa, avalia-se, pode influenciar negociações comerciais e debates sobre democracia na América Latina.
Saúde de Bolsonaro e foco familiar
O ex-presidente passou recentemente por cirurgia para retirar lesões de pele, procedimento que exigirá acompanhamento. Segundo Michelle, ele se recupera em Brasília. O cuidado com a saúde do marido é apresentado como razão principal para adiar qualquer decisão eleitoral imediata.
A ex-primeira-dama classificou o momento atual como “delicado” e pediu respeito aos “direitos humanos de todos os presos e investigados” relacionados aos atos de 8 de janeiro. Ela também reforçou o compromisso de continuar “trabalhos sociais” iniciados no período em que ocupou o Palácio da Alvorada.
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Em síntese, Michelle Bolsonaro contestou a legitimidade da condenação imposta ao marido, falou em perseguição judicial e admitiu colocar o próprio nome à disposição do eleitorado em 2026. A declaração reacendeu a disputa pela liderança conservadora e adicionou uma nova variável ao tabuleiro político nacional. Siga nossas atualizações e fique informado sobre os próximos desdobramentos.
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