A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta quinta-feira, 14 de agosto, para refutar a existência de um churrasco na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. O desmentido veio após a divulgação de um vídeo do deputado Luciano Zucco (PL-RS) carregando picanha e carvão, publicação que rapidamente ganhou repercussão na internet.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, medida imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, o ex-chefe do Executivo só pode receber familiares próximos, médicos e advogados. Qualquer outro visitante, inclusive parlamentares, depende de autorização expressa da Corte.
Visita humanitária sob regras rígidas
De acordo com Michelle, a presença de Zucco foi classificada como “estritamente humanitária”. Ela disse que nem ela nem os demais familiares tinham conhecimento prévio do vídeo gravado pelo deputado. “Tal evento não ocorreu”, escreveu, ressaltando que a filmagem não corresponde à realidade do encontro.
As regras estabelecidas pelo STF para o cumprimento da medida restritiva determinam a proibição de celulares, fotos e gravações dentro do imóvel localizado no Distrito Federal. O objetivo, segundo a determinação judicial, é preservar o ambiente e evitar exposição pública do ex-presidente enquanto durar a medida cautelar.
Michelle alertou que qualquer conduta que deturpe o caráter humanitário das visitas pode “prejudicar Jair Bolsonaro”, ameaçando a continuidade das permissões concedidas pelo Supremo. No texto, a ex-primeira-dama pediu que os próximos visitantes “entendam e respeitem a sensibilidade do momento”.
Repercussão e retratação
Após a circulação do vídeo, Luciano Zucco apagou a publicação e, em entrevistas subsequentes, declarou que o churrasco não passou de uma intenção não concretizada. O parlamentar pediu desculpas a Michelle e ao ex-presidente por eventuais transtornos, enfatizando que não tinha a intenção de causar prejuízo à família.
A divulgação das imagens provocou preocupação no entorno de Bolsonaro. Aliados avaliam que situações semelhantes podem fornecer argumentos para um endurecimento ainda maior das restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Nos bastidores, o receio é que o STF avance para a suspensão total das visitas, preservando apenas o acesso de advogados e profissionais de saúde.
Contexto da medida cautelar
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, decisão que incluiu a instalação de uma tornozeleira eletrônica e a obrigação de permanecer em sua residência no Lago Sul, em Brasília. A medida faz parte de inquérito que tramita no Supremo e apura supostos atos praticados durante o mandato presidencial.


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Além das restrições de deslocamento, o conjunto de regras proíbe que o ex-presidente mantenha contato com determinados investigados e limite sua comunicação virtual. A lista de visitantes autorizados é atualizada periodicamente, mediante solicitação formal e análise do relator do processo.
Solicitação de cautela a futuros visitantes
No comunicado, Michelle destacou que “a boa-fé dos parlamentares e demais apoiadores” é fundamental para evitar novos questionamentos judiciais. Ela reforçou que o momento exige descrição e responsabilidade, lembrando que qualquer imagem indevida pode ser interpretada como descumprimento de ordem judicial.
O episódio envolvendo Zucco também reacendeu o debate sobre a exposição midiática de visitas políticas. A presença de parlamentares em situações de destaque tem sido vista como uma forma de demonstrar apoio público ao ex-presidente, mas as limitações impostas pela Justiça tornam cada passo potencialmente arriscado.
Possíveis desdobramentos
Aliados de Bolsonaro avaliam que, se houver nova controvérsia, o Supremo Tribunal Federal poderá restringir ainda mais a circulação de pessoas no endereço. A expectativa do entorno é de que a defesa do ex-presidente apresente relatórios periódicos demonstrando cumprimento de todas as condições impostas, evitando alegações de descumprimento.
No momento, qualquer alteração nas regras depende de despacho do ministro Alexandre de Moraes, que mantém acompanhamento intenso do caso. Parlamentares que pretendem visitar o ex-presidente agora discutem protocolos mais rígidos, com a entrega prévia de aparelhos eletrônicos e a assinatura de termos de responsabilidade para garantir total alinhamento às condições judiciais.
Com o desmentido de Michelle Bolsonaro e a retratação de Luciano Zucco, a expectativa é de que a situação seja contida sem novos reflexos imediatos na medida cautelar. Contudo, o episódio serviu como alerta para que aliados e visitantes redobrem a atenção, evitando iniciativas que possam ser interpretadas como desobediência à decisão do STF.

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