Brasília, 14 de outubro de 2025 – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que o governo federal não retomará o horário de verão neste ano. A decisão foi tomada após análises técnicas que apontam segurança energética suficiente para atender a demanda nacional até o fim de 2025.
Comitê indica cenário favorável e descarta adiantamento dos relógios
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) avaliou, em reunião mensal, os níveis dos reservatórios, o regime de chuvas e a capacidade instalada de geração. De acordo com Silveira, o resultado foi categórico: “Estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano”.
Em julho, quando a bandeira tarifária vermelha patamar 1 estava em vigor devido ao acionamento de usinas termelétricas, chegou-se a cogitar o retorno do horário de verão. Naquele momento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontava precipitações abaixo da média e maior custo operacional. Entretanto, a situação se normalizou com a recuperação dos reservatórios, eliminando a necessidade de medidas adicionais.
Dependência hídrica, térmicas de reserva e novos leilões
O Brasil continua dependente das hidrelétricas, mas mantém usinas térmicas como retaguarda para eventuais emergências. Silveira informou que as térmicas – consideradas fontes mais caras – participarão de um leilão na próxima semana para garantir disponibilidade quando acionadas.
Além disso, o ministério planeja promover ainda este ano um certame voltado ao armazenamento de energia renovável em baterias. O objetivo é reduzir a intermitência de fontes eólicas e solares. “Vamos literalmente armazenar vento”, afirmou o ministro, destacando que a tecnologia deve proporcionar maior estabilidade à rede.
Silveira citou exemplos internacionais de instabilidade causadas por energias intermitentes, como ocorrências recentes em Portugal e Espanha, reforçando a importância de uma matriz diversificada e bem planejada. Segundo ele, o sistema brasileiro está estruturado para suportar picos de consumo e possíveis variações climáticas sem recorrer ao adiantamento dos relógios.


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Horário de verão foi suspenso em 2019
O horário de verão foi interrompido em 2019, no primeiro ano de mandato do então presidente Jair Bolsonaro. Na época, estudos indicaram que a mudança de hábitos de consumo reduziu o benefício da medida. Desde então, o governo monitora periodicamente a possibilidade de retorno, mas apenas em cenários de real necessidade.
Embora a solução permaneça descartada para 2025, Silveira deixou claro que a opção não está fora da mesa caso o quadro energético se deteriore. “Se houver risco de faltar energia para o povo brasileiro, teremos coragem completa e absoluta de implementar”, reiterou.
Níveis de reservatórios garantem tranquilidade tarifária
Com os principais reservatórios operando acima da média histórica, o governo projeta estabilidade nas tarifas. O Ministério de Minas e Energia considera improvável a reativação da bandeira vermelha em curto prazo, o que reduz pressão inflacionária e mantém previsibilidade para famílias e setor produtivo.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom
O CMSE seguirá realizando reuniões mensais para acompanhar dados hidrológicos, despachos de usinas e previsões de consumo. Caso haja alteração significativa, a pasta avalia que o prazo para adoção de medidas emergenciais – inclusive horário de verão – seria suficiente para evitar colapso ou racionamento.
Leilão de baterias deve ampliar competitividade das renováveis
Com a expansão da energia eólica e solar, o armazenamento em baterias é visto como ferramenta estratégica. O edital que está em fase final de preparação prevê contratos de longo prazo e exigirá fornecedores com tecnologia comprovada. O ministério espera aumentar a participação de renováveis sem comprometer a qualidade do fornecimento.
Fontes da pasta indicam que o certame pode atrair investimentos estrangeiros e fortalecer a indústria nacional de equipamentos. A expectativa é que o modelo reduza custos operacionais nos próximos anos, tornando o Brasil menos dependente das térmicas.
Para o consumidor, a combinação de reservatórios cheios, diversificação de fontes e uso de armazenamento sinaliza menor risco de variações abruptas na conta de luz. Ainda assim, o governo orienta que a população mantenha práticas de consumo consciente.
O cenário energético brasileiro seguirá sob escrutínio técnico. Para acompanhar discussões sobre políticas públicas e decisões que impactam o setor, acesse a sessão de Política do nosso portal.
No balanço geral, o Ministério de Minas e Energia descarta o horário de verão para 2025 após confirmar segurança no fornecimento e reservar leilões que ampliam a capacidade de geração e armazenamento. Siga as atualizações em nosso site e mantenha-se informado sobre as medidas que afetam diretamente sua conta de luz.
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