O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), declarou nesta sexta-feira (5) que é contrário ao projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O posicionamento entra em choque com a orientação do próprio partido, que integra o bloco de siglas favoráveis à proposta.
Divergência interna no Republicanos
O Republicanos foi citado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como um dos partidos que garantiriam os votos necessários para avançar com o texto da anistia na Câmara. Além da legenda, o cálculo inclui União Brasil, PP e a expectativa de adesão do PSD.
Apesar da articulação partidária, Costa Filho fixou posição. “Tem essa pauta da anistia, que eu sou contra. Defendo que os culpados sejam responsabilizados”, disse em entrevista à GloboNews. A declaração ocorre enquanto líderes da oposição pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado.
O ministro ressaltou que sua orientação ideológica e o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são conhecidos dentro do Republicanos desde sua filiação. Em 2023, foi indicado à Esplanada das pastas como escolha pessoal de Lula, numa tentativa de ampliar a base de sustentação no Congresso.
Pressão pelo PL da Anistia
A expectativa é de que os ministros da Primeira Turma do STF concluam os votos sobre o caso de Bolsonaro até 12 de setembro. Parte da oposição vê o resultado como momento oportuno para levar o projeto de anistia ao plenário da Câmara. A proposta abrange manifestantes já condenados e investigados pelos atos que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes.
Dentro do Republicanos, o tema divide quadros. Enquanto Motta e parlamentares alinhados ao ex-chefe do Executivo defendem a medida, Costa Filho argumenta que a responsabilização é necessária. “Tenho convicção de que o presidente Hugo Motta, com sua habilidade, vai construir convergências a favor das pautas de interesse do Brasil”, afirmou, sinalizando confiança na condução da Casa, mas mantendo a discordância quanto à anistia.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Apoio aberto a Lula em 2026
Em meio às discussões sobre sucessão presidencial, Costa Filho declarou que permanecerá ao lado de Lula na campanha de reeleição. “Não tenha dúvida de que estarei ao lado do presidente Lula, porque entendo que, neste momento, é a melhor opção para o povo brasileiro”, disse.
O ministro também minimizou especulações de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), possa concorrer ao Planalto em 2026 como herdeiro do bolsonarismo. Para ele, Tarcísio ainda tem “muito o que fazer” no estado e, oficialmente, o governador reafirma intenção de disputar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

Imagem: Vinícius Loures
Críticas a setores da oposição
Costa Filho acusou segmentos oposicionistas de torcer contra a agenda econômica do governo, citando o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. “Tem muita gente apostando na insegurança do país, trabalhando para que a gente não chegue fortalecidos em 2026”, declarou.
Enquanto o ministro reforça lealdade ao Planalto, parlamentares do Republicanos favoráveis à anistia articulam junto a PL, PP e União Brasil para acelerar a votação. O embate interno torna-se mais um teste para a coesão da legenda, que reúne tanto quadros alinhados a Lula quanto nomes próximos a Bolsonaro.
O posicionamento de Silvio Costa Filho expõe a divisão sobre o tratamento aos condenados de 8 de janeiro. A polêmica deve ganhar força nas próximas semanas, quando a Câmara decidir se coloca ou não a proposta em pauta.
Para acompanhar mais movimentações partidárias no Congresso, visite também a seção de política em Geral de Notícias.
Em resumo, o ministro mantém apoio a Lula e rejeita a anistia, contrariando a estratégia do próprio Republicanos. A disputa interna, somada à pressão externa por votação rápida, indica que o tema continuará a influenciar o tabuleiro político. Se deseja se manter informado e participar do debate, compartilhe este texto e acompanhe nossas atualizações diárias.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

