Brasília, 13 de junho — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma série de visitas de autoridades políticas e religiosas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no Núcleo 1 da investigação sobre suposta trama para ruptura institucional. O despacho, divulgado nesta quinta-feira (13), libera a entrada de governadores, deputados e outros aliados entre 24 de novembro e 11 de dezembro, sempre das 9h às 18h.
Decisão contempla governadores de peso
Entre os visitantes autorizados destacam-se três governadores que mantêm alinhamento político ao ex-chefe do Executivo:
26/11 — Cláudio Castro (PL-RJ)
09/12 — Ronaldo Caiado (União Brasil-GO)
10/12 — Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)
A defesa de Bolsonaro havia solicitado que esses encontros ocorressem “na data mais breve possível”, alegando necessidade de diálogo direto. Moraes concordou e determinou que as visitas sejam pessoais, sem restrições adicionais além do horário definido.
Deputados e ex-ministros também ganharam acesso
Além dos chefes de Executivo estaduais, o ministro incluiu outras figuras próximas a Bolsonaro:
- 01/12 — Guilherme Derrite (PP-SP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública paulista
- 24/11 — Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia
- 25/11 — Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia
- 27/11 — Padre Cleidimar da Silva Moreira
- 28/11 — Evair de Melo (PP-ES), deputado federal
- 02/12 — José Medeiros (PL-MT), deputado federal
- 03/12 — Odelmo Leão, ex-deputado
- 04/12 — Padre Pablo Henrique de Faria
- 05/12 — Paulo M. Silva, empresário
- 11/12 — Sanderson (PL-RS), deputado federal
Todos os nomes listados pelo STF têm histórico de apoio a Bolsonaro e postura crítica ao governo Lula. No caso de Derrite, o interesse no encontro também decorre da relatoria do Projeto Antifacção, tema que gerou controvérsia no Congresso após a apresentação de ajustes pelo parlamentar nesta semana.


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Contexto jurídico do ex-presidente
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento do Núcleo 1, fase inicial de um processo mais amplo que apura suposta conspiração para manter-se no poder após as eleições de 2022. Embora ainda existam recursos pendentes, a defesa do ex-mandatário tem adotado a estratégia de reforçar contato com aliados, sobretudo governadores, para discutir cenários políticos e jurídicos.
O despacho de Moraes delimita que cada visita ocorra em data específica, vedando aglomeração de pessoas e mantendo o controle de entrada no local onde Bolsonaro se encontra custodiado. A decisão não altera outras restrições impostas ao ex-presidente, como proibição de comunicação pública sobre o processo.

Imagem: Internet
Por que as visitas interessam aos envolvidos
Para Tarcísio, Caiado e Castro, o encontro presencial com Bolsonaro sinaliza unidade entre lideranças estaduais que compartilham agenda liberal na economia e pautas conservadoras nos costumes. Já para Bolsonaro, o apoio visível de governadores fortalece a narrativa de perseguição judicial e estimula a base eleitoral — aspecto relevante para qualquer projeto político futuro, mesmo diante da atual condenação.
No Congresso, a movimentação de Derrite e de outros parlamentares tende a ganhar fôlego após a visita, especialmente em debates ligados à segurança pública e ao endurecimento da legislação penal, pontos que costumam reunir a ala conservadora.
Próximos passos
Com o calendário definido, caberá à administração penitenciária organizar a logística das entradas. Se novos pedidos forem apresentados, eles dependerão de anuência do ministro responsável pelo inquérito. Até o momento, não há sinalização de flexibilização mais ampla para visitas fora da lista divulgada.
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Em resumo, a autorização de Alexandre de Moraes coloca governadores e deputados novamente ao lado de Bolsonaro, reforçando laços políticos que podem influenciar debates no Congresso e articulações de 2024. Continue acompanhando nossa cobertura e receba as novidades em primeira mão.
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