Com apenas seis parlamentares no Congresso, o Partido Novo conquistou espaço de destaque na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Três integrantes da legenda ocupam cadeiras de titulares e um atua como suplente, o que representa 67% da bancada diretamente envolvida nos trabalhos de investigação sobre fraudes previdenciárias.
Presença ampliada na comissão
A formação atual do Novo é composta pelos deputados Marcel van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Luiz Lima (RJ) e Ricardo Salles (SP), além do senador Eduardo Girão (CE). Na CPMI, van Hattem, Adriana Ventura e Girão figuram como titulares, enquanto Luiz Lima atua como suplente.
Instalada com 31 nomes – 15 senadores e 16 deputados –, a CPMI é presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e tem relatoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ambos da oposição. A distribuição de cadeiras favoreceu siglas de centro-direita e direita, abrindo espaço para o Novo assumir papel relevante mesmo com bancada reduzida.
O presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, atribuiu a nomeação dos quatro parlamentares a um “reconhecimento da capacidade de fiscalização” da legenda. Segundo ele, a sigla pretende adotar postura de fiscalização “implacável”, sem concessões a interesses políticos ou partidários.
Foco em responsabilizar fraudadores
Os integrantes do Novo defendem que a comissão avance rapidamente em quebras de sigilo bancário, telefônico e fiscal de pessoas e entidades apontadas pela Polícia Federal. A corporação estima que aproximadamente R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, com cerca de 60% do montante movimentado por sindicatos e associações durante a atual gestão federal.
Para o senador Eduardo Girão, a forte presença do partido garante “investigação livre de blindagens”. Ele avalia que, por ter histórico de combate à corrupção, o Novo atuará com independência na coleta de documentos e depoimentos. A expectativa é responsabilizar servidores públicos, dirigentes de entidades e eventuais agentes políticos envolvidos no esquema.


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Líder da bancada na Câmara, Marcel van Hattem destacou que o trabalho será “técnico e sereno”, com análise de relatórios, dados da Polícia Federal e informações que possam surgir a partir de requerimentos de convocação. O deputado afirma que o foco recai sobre prejuízos aos beneficiários do INSS, tema considerado sensível em um cenário de restrições fiscais.
Também titular, a deputada Adriana Ventura reforçou que a investigação não se restringirá a um período específico. A parlamentar cita denúncias desde o segundo mandato de Dilma Rousseff, passando pelo governo Bolsonaro e chegando à atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A intenção é rastrear toda a cadeia de repasses irregulares, identificando responsáveis por descontos indevidos em folha de pagamento.
Perfis dos representantes do Novo
Eduardo Girão (CE) – Empresário, conquistou relevância no Senado por defender pautas de transparência e moralidade pública. Participou da CPI da Covid, onde cobrou a responsabilização de gestores acusados de má aplicação de recursos federais.
Adriana Ventura (SP) – Economista e professora, é voz ativa em defesa da liberdade econômica e do controle de gastos. Na CPI da Covid, questionou contratos e compras emergenciais.
Marcel van Hattem (RS) – Jornalista e cientista político, lidera a bancada do Novo na Câmara. Conhecido pela defesa do liberalismo econômico, propõe medidas de redução do custo da máquina pública.

Imagem: Reprodução
Luiz Lima (RJ) – Ex-nadador olímpico, atua em temas ligados a esporte e educação. Na condição de suplente, participará das discussões e poderá substituir titulares quando necessário.
Próximos passos da CPMI
A oposição pretende votar, nas primeiras reuniões, requerimentos de convocação e quebra de sigilo de entidades sindicais, servidores do INSS e empresas de tecnologia que operaram descontos em folha. O objetivo é mapear a rota dos recursos desviados e verificar responsabilidade de gestores públicos.
Para Eduardo Ribeiro, os resultados da CPMI podem impactar o cenário eleitoral de 2026. Caso a comissão comprove envolvimento de figuras ligadas ao governo, a oposição ganhará novo argumento contra a atual administração federal.
A base governista, por sua vez, tenta reorganizar membros para equilibrar forças, mas enfrenta dificuldade diante da articulação conjunta de partidos de centro e direita. Com maioria oposicionista, a CPMI tende a avançar em investigações sensíveis e ampliar o desgaste político do Executivo.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os membros do Novo afirmam que buscarão encaminhar relatórios ao Ministério Público e à Controladoria-Geral da União, recomendando punições civis e criminais aos envolvidos.
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Em resumo, a presença ampliada do Novo na CPMI do INSS sinaliza uma fiscalização rigorosa sobre fraudes que lesaram milhões de beneficiários. Acompanhe nossas atualizações e fique por dentro dos próximos desdobramentos dessa investigação.
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