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Oposição reage e culpa Lula por tarifas dos EUA após reunião com Trump

Política

Brasília, 26 de outubro de 2025 – Parlamentares de oposição intensificaram as críticas ao governo federal e à cobertura jornalística depois do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido neste domingo (26) em Kuala Lumpur, capital da Malásia. A pauta principal da conversa foram as tarifas econômicas aplicadas por Washington sobre produtos brasileiros, tema que, segundo deputados do PL, expõe a responsabilidade direta do Planalto na escalada do custo para exportadores nacionais.

Encontro em Kuala Lumpur expõe diferenças

No compromisso bilateral, Lula buscou discutir as sanções comerciais e apresentou a situação venezuelana como argumento adicional para flexibilização das tarifas. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o presidente brasileiro defendeu o papel de “mediador” na crise da Venezuela, hipótese bem recebida por Trump, que conduz operação militar de bloqueio ao narcotráfico no Caribe desde agosto. A presença de navios e submarinos norte-americanos mira embarques de drogas que, segundo Washington, partem de portos controlados pelo regime de Nicolás Maduro.

Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a decisão de Lula de focar na Venezuela e não na urgência tarifária demonstra desconexão com a realidade doméstica. “Em poucos minutos com o principal nome da economia mundial, Lula preferiu enquadrar-se como mediador de Maduro em vez de defender o produtor brasileiro”, afirmou o parlamentar nas redes sociais.

Parlamentares acusam demora e arrogância do Planalto

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) destacou que o episódio confirma o que a oposição vem apontando desde o início das negociações: “Para quem dizia que o ‘tarifaço’ era culpa de Eduardo Bolsonaro, fica provado que nunca foi. O governo Lula demorou meses para agir e agora o Brasil paga o preço pela falta de humildade de um presidente descondenado e arrogante”. Segundo Cavalcante, se o Planalto tivesse iniciado diálogo assim que as sobretaxas foram anunciadas, parte do prejuízo ao agronegócio e à indústria poderia ter sido evitada.

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou. Ele ironizou a cobertura favorável ao encontro e criticou o que chamou de “organização” entre setores da imprensa para sustentar uma narrativa que ameniza o impacto das tarifas. “Já são pelo menos três reuniões, e quem ataca Trump diariamente agora finge ignorar a sequência de fracassos diplomáticos de Lula”, escreveu na plataforma X (antigo Twitter).

O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) compartilhou um vídeo em que Donald Trump lamenta as dificuldades judiciais enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, o material evidencia que Bolsonaro continua sendo pauta prioritária para o líder norte-americano, contrariando manchetes que apontavam o suposto “alinhamento automático” entre Trump e Lula. “A imprensa militante correu para dizer que Bolsonaro era página virada. Eis a resposta”, declarou.

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Pressão sobre a imprensa e narrativa de “tarifaço”

Diante do episódio, oposicionistas intensificam a crítica à chamada “imprensa militante”. Na avaliação do grupo, veículos de comunicação teriam minimizado o peso das tarifas na economia brasileira para preservar a imagem do governo. As sobretaxas incidem sobre aço, alumínio e produtos agroindustriais desde o primeiro semestre, medida que, segundo especialistas de mercado, encareceu contratos e desviou cargas para concorrentes de países asiáticos.

Os parlamentares afirmam que o governo demorou a reconhecer o prejuízo e reagiu apenas quando a pressão de exportadores e do Congresso se tornou insustentável. Para Eduardo Bolsonaro, a “insistência ideológica” em não dialogar cedo com Washington permitiu que tarifas fossem consolidadas em patamares que agora exigem longa negociação para revisão.

Fontes ligadas ao Itamaraty indicam que, mesmo após a reunião, não houve sinalização concreta de alívio imediato das tarifas. O calendário de revisão ficará condicionado a novos encontros técnicos nas próximas semanas. Embora Lula tenha citado disposição para ampliar a cooperação em energia limpa, assessores de Trump reiteraram que qualquer redução de tarifas dependerá de garantias quanto à origem dos produtos e de um plano brasileiro contra subsídios considerados irregulares pelos EUA.

Próximos passos e ambiente no Congresso

Com o desenrolar das tratativas, a expectativa na Câmara é de pressão extra sobre o Palácio do Planalto. Deputados do PL e de outras siglas de oposição articulam convocar chanceler e ministros da área econômica para explicar a estratégia adotada. Entre os argumentos está o risco de perda de competitividade do agronegócio, setor responsável por parcela relevante das exportações e da geração de empregos no interior.

Aliados do governo, por outro lado, defendem que a diplomacia deve seguir seu curso e ressaltam a importância de manter a interlocução direta com a Casa Branca. Entretanto, mesmo entre integrantes da base há críticas quanto ao timing da ofensiva diplomática, considerada tardia pelo setor produtivo.

Para acompanhar outras análises sobre negociações internacionais e impactos políticos, acesse nossa cobertura completa de Política.

Em resumo, o encontro em Kuala Lumpur expôs divergências internas e reforçou a tese da oposição de que o Planalto atrasou a resposta ao “tarifaço” norte-americano. A pressão tende a crescer no Congresso e no setor privado enquanto não houver sinal claro de redução das sobretaxas. Continue acompanhando nossos boletins e receba atualizações em tempo real sobre as próximas etapas dessas negociações.

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