O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) utilizou um evento oficial do governo federal em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (4), para atacar setores da direita brasileira, criticar o ex-presidente norte-americano Donald Trump e, ao mesmo tempo, exaltar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro ocorreu na comunidade Aglomerado da Serra e marcou o lançamento do programa Gás do Povo, que prevê a distribuição gratuita de botijões a 15,5 milhões de famílias com custo estimado de R$ 5 bilhões no próximo ano.
Pacheco alinha discurso ao Planalto e defende reeleição de Lula
Desde que deixou a presidência do Senado, no início de 2025, Pacheco tem se aproximado do Palácio do Planalto. Durante o evento, o parlamentar mineiro qualificou Lula como “o político mais importante de Minas Gerais” e indicou que a população teria rejeitado “tentativas antidemocráticas” ao elegê-lo para um terceiro mandato. A plateia, composta majoritariamente por apoiadores do governo, respondeu com coro de “sem anistia”.
Embora ainda não confirme oficialmente, Pacheco é apontado por Lula como possível candidato ao governo mineiro em 2026. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, costuma ser decisivo nas disputas nacionais, e a repetida presença do presidente no estado — esta foi a sétima visita desde o início do mandato — faz parte da estratégia petista de pavimentar terreno para a próxima campanha.
Em sua fala, o senador prestou homenagem póstuma ao ex-prefeito reeleito de Belo Horizonte, Fuad Noman, e responsabilizou a “extrema direita” por ataques pessoais ao político durante o tratamento oncológico que antecedeu sua vitória nas urnas municipais.
Críticas a Trump e alerta sobre interferência estrangeira
No mesmo discurso, Pacheco ampliou o alvo ao mencionar Donald Trump. Segundo ele, “forças estrangeiras” tentariam influenciar a economia brasileira, mas o governo Lula não permitiria. O senador citou ainda a suspensão de vistos para autoridades brasileiras pelos Estados Unidos, minimizando o impacto da medida. “O Brasil é dos brasileiros”, declarou.
A fala ocorre na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado pela Procuradoria-Geral da República de liderar uma suposta articulação golpista após as eleições de 2022. A defesa de Bolsonaro nega qualquer participação e sustenta que não há provas diretas que o vinculem ao alegado plano.


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Programa bilionário depende do Congresso
O governo federal apresentou o Gás do Povo por meio de Medida Provisória. Conforme a legislação, o texto precisa ser analisado por deputados e senadores em até 120 dias para não perder validade. A iniciativa prevê que cada família de baixa renda receba um botijão gratuito a cada dois meses, totalizando 15,5 milhões de domicílios beneficiados. O impacto projetado de R$ 5 bilhões será incluído no Orçamento de 2026.
Ao associar o programa à “defesa da democracia”, Pacheco reforçou a narrativa do Planalto de que políticas de transferência direta fortalecem o governo perante o eleitorado. No entanto, a proposta exigirá aval do Congresso, onde parlamentares da oposição questionam o montante e cobram fontes de financiamento permanentes.

Imagem: reprodução
Contexto eleitoral e reação da direita
A manifestação de Pacheco, em tom de campanha antecipada, foi recebida com críticas de líderes conservadores. Para integrantes do bloco oposicionista, o senador busca se credenciar junto ao eleitorado petista em Minas ao depreciar adversários ideológicos e ao endossar gasto bilionário em subsídio. Apesar da repercussão, Pacheco manteve o foco na defesa do presidente e reiterou que “o povo brasileiro disse não a quem atenta contra a democracia”.
O posicionamento do senador confirma o realinhamento político após anos como fiador de pautas legislativas sensíveis, inclusive a autonomia do Banco Central e o teto de gastos. Agora, ao lado de Lula, Pacheco adota discurso que contrasta com bandeiras fiscais defendidas no passado e mira o Executivo estadual em 2026.
Em meio às movimentações, o Palácio do Planalto intensifica viagens a Minas e aposta no carisma de Lula para sustentar aliados regionais. A passos largos, a campanha que se esboça sinaliza nova disputa entre correntes ideológicas opostas, com o eleitorado mineiro novamente no centro do tabuleiro político nacional.
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Em resumo, o evento em Belo Horizonte escancarou o alinhamento de Rodrigo Pacheco ao governo Lula, revelou críticas diretas à direita e a Trump e apresentou um subsídio bilionário que ainda depende do Congresso. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe o conteúdo para manter mais pessoas informadas sobre os próximos desdobramentos.
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