O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou apoio público à ação conjunta das forças de segurança estaduais que, desde a manhã de terça-feira (28), realizam a operação Contenção nos Complexos da Penha e do Alemão. Até o momento, o balanço oficial registra 64 mortos e 821 presos, além da apreensão de armamentos usados por integrantes do Comando Vermelho.
Operação Contenção avança contra o Comando Vermelho
Lançada nas primeiras horas de terça, a ofensiva tem como objetivo cumprir mandados de prisão contra suspeitos de liderar células do Comando Vermelho, incluindo 30 foragidos que vieram de outros estados e estariam escondidos nos dois conjuntos de favelas. A Polícia Militar mantém efetivo reforçado em pontos estratégicos, enquanto a Polícia Civil se concentra no cumprimento das ordens judiciais.
Segundo a Secretaria de Estado da Polícia Militar, as equipes agem para restringir a circulação de criminosos armados e impedir bloqueios de vias na capital. Durante a madrugada, agentes localizaram depósitos de drogas, coletes balísticos e munição de uso restrito. Até a tarde de quarta-feira (29), foram contabilizadas 821 pessoas detidas, suspeitas de envolvimento direto em tráfico, roubo ou apoio logístico às quadrilhas.
A operação provocou reações dos criminosos, que tentaram fechar avenidas na zona norte e incendiar veículos. Em bairros como Tijuca, lojas baixaram as portas e moradores buscaram rotas alternativas para voltar para casa.
Prefeito defende ação e garante funcionamento dos serviços
Em vídeo publicado na plataforma X, Eduardo Paes afirmou que “o Rio de Janeiro não pode ficar refém de grupos criminosos” e que o poder público deve ser “implacável” contra organizações que ameaçam a população. O prefeito disse acompanhar a operação desde o início da tarde e determinou que todas as repartições municipais, inclusive transporte e saúde, funcionem normalmente.
“Determinei a todos os órgãos municipais que prestassem apoio à população em caso de necessidade. O BRT está operando”, informou. A decisão, porém, gerou críticas de usuários que relataram dificuldades para pegar ônibus e insegurança no deslocamento.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Postagens nas redes sociais citaram linhas da Viação Redentor paradas na Gávea e fechamento de unidades de saúde, como o posto Zilda Arns, no Complexo do Alemão, que encerrou atividades às 14 h. Moradores também reclamaram de filas, ônibus retidos e falta de transporte por aplicativo em regiões afetadas pelo confronto.
Repercussão nas redes expõe clima de tensão
Enquanto apoiadores da medida elogiaram a postura firme do prefeito, perfis críticos afirmaram que manter o expediente coloca trabalhadores em risco. Comentários apontaram “visão de performance do trabalho irritante” e solicitaram que apenas serviços essenciais permanecessem abertos.
Vídeos publicados na Praça Saenz Peña, na Tijuca, mostraram comerciantes fechando as portas às pressas. Moradores relataram ônibus atravessados nas ruas, policiais em patrulha ostensiva e motoristas trafegando na contramão para escapar de bloqueios.
Na zona oeste, o debatedor Jota Marques descreveu dificuldade para retornar à Cidade de Deus: “Linhas suspensas, professores e crianças presos nas escolas, nenhum carro de aplicativo aceita corridas”, escreveu.
Estado mantém estratégia e promete continuidade
O governo fluminense anunciou que as incursões continuarão “pelo tempo necessário” para desmantelar a estrutura criminosa e cumprir todos os mandados em aberto. Em nota, a Secretaria de Segurança informou que o planejamento foi baseado em relatórios de inteligência e que o apoio logístico do município facilita atendimento a moradores durante a ação.

Imagem: Internet
Apesar da pressão nas redes, Paes reiterou que não pretende decretar feriado nem suspender serviços: “A cidade precisa funcionar. O trabalhador não pode ser impedido de circular por ameaças do crime”.
Até o fim da tarde desta quarta, equipes da Prefeitura monitoravam a operação para garantir abertura de abrigos de emergência e reforço no atendimento de saúde em áreas próximas aos complexos.
Ao defender a continuidade dos serviços, o prefeito destacou que qualquer alteração no esquema municipal dependerá de avaliações conjuntas com as forças de segurança.
Em seguida, reforçou: “A população carioca precisa sentir que o Estado está presente e não cede ao medo”.
Para entender o contexto político mais amplo das ações de segurança pública, vale conferir também a cobertura em nosso caderno de Política, que traz atualizações sobre decisões do governo estadual e debates no Legislativo.
Em síntese, a operação Contenção segue em andamento, com apoio declarado do prefeito e críticas de parte da população sobre o funcionamento dos serviços. A evolução dos números de presos e apreensões deve indicar a eficácia da ofensiva nos próximos dias.
Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão as principais notícias de segurança e política. Fique informado e compartilhe este conteúdo com quem precisa saber o que acontece na cidade.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:


