Governadores de Goiás, Paraná e São Paulo receberam avaliação superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na forma como responderam ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta sexta-feira (22).
Números mostram liderança regional sobre o Planalto
O estudo ouviu 12.150 eleitores entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais em Goiás e Paraná, e de dois pontos percentuais em São Paulo, com nível de confiança de 95%.
Em Goiás, 59% dos entrevistados consideram que o governador Ronaldo Caiado (União-GO) agiu “bem” ou “muito bem” ao enfrentar a decisão do então presidente norte-americano Donald Trump de elevar a tarifa sobre produtos brasileiros. Lula recebeu 32% de aprovação no mesmo quesito, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) somou 33%. Apenas 18% desaprovam a conduta de Caiado, e 23% não souberam ou não responderam.
No Paraná, 52% aprovam a atuação de Ratinho Jr. (PSD-PR) diante das tarifas, contrastando com 31% que endossam a postura de Lula e 29% que elogiam Bolsonaro. A desaprovação a Ratinho Jr. chega a 23%, e outros 25% não opinaram.
Em São Paulo, 42% dos entrevistados avaliam positivamente as ações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Lula obtém 34% e Bolsonaro, 26%. A desaprovação a Tarcísio fica em 39%, enquanto 19% preferiram não responder.
Políticas internas reforçam imagem dos governadores
Felipe Nunes, CEO da Quaest, destaca que os administradores estaduais também apresentam índices elevados em áreas-chave. Em Goiás, segurança e educação ultrapassam 70% de avaliação positiva. Já no Paraná e em São Paulo, os percentuais mais altos concentram-se em emprego, renda e infraestrutura, fatores que, segundo Nunes, influenciam diretamente a percepção de eficiência diante de temas externos como as tarifas norte-americanas.


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A popularidade regional, somada à resposta imediata às barreiras comerciais, contribuiu para colocar os três governadores à frente de Lula na comparação direta. Embora o presidente concentre atribuições de política externa, os dados indicam que a população reconhece iniciativas estaduais — como missões comerciais, diálogo direto com setores produtivos e defesa de cadeias exportadoras — como relevantes frente ao aumento de custos provocados pelo tarifaço.
Comparação com o governo federal
Em todos os estados pesquisados, a diferença entre os governadores e o Palácio do Planalto ultrapassa dez pontos percentuais. O resultado reforça a tendência de descentralização da condução de temas econômicos, com foco na proteção de setores locais que dependem do mercado norte-americano.

Imagem: Internet
Especialmente em Goiás, exportador de produtos agrícolas sujeitos às novas taxas, Caiado alcança a aprovação mais expressiva: 88% de avaliação geral de governo e 59% de reconhecimento específico sobre as tarifas. No Paraná, a gestão Ratinho Jr. mantém 84% de aprovação geral e lidera o enfrentamento ao tarifaço com 52%. Já em São Paulo, Tarcísio de Freitas soma 60% de aprovação geral e 42% quando o assunto são as medidas contra a taxação de Washington.
Metodologia e contexto
A pesquisa foi conduzida por entrevistas presenciais domiciliares, distribuídas proporcionalmente entre zonas urbanas e rurais, respeitando cotas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda. O tema principal apresentado aos entrevistados foi a reação de cada agente público à decisão dos Estados Unidos de aplicar 50% de tarifa sobre determinados produtos brasileiros.
Embora não exista competência constitucional para que governadores alterem políticas aduaneiras, a pesquisa mediu a percepção popular sobre pronunciamentos, articulações e programas de apoio a empresários, cooperativas e produtores impactados pela medida norte-americana.
Nos três estados, a liderança dos governadores evidencia confiança regional na capacidade de defesa econômica, contrastando com índices mais baixos atribuídos ao governo federal.
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Em síntese, os dados do Genial/Quaest mostram que, diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a opinião pública deposita maior confiança em ações estaduais do que na resposta conduzida pelo presidente Lula. Continue acompanhando nossos conteúdos e receba atualizações diárias sobre política e economia.


