O mais recente levantamento da Quaest, realizado entre 6 e 9 de novembro, sinaliza perda de terreno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pela reeleição em 2026, ao mesmo tempo em que diversos nomes de oposição ampliam presença nas intenções de voto. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Perda de fôlego no cenário espontâneo
No recorte espontâneo — quando o entrevistado responde sem lista prévia de candidatos — Lula caiu de 19% para 14% em um mês, interrompendo a sequência de alta observada desde maio. Jair Bolsonaro (PL) manteve 6%, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) subiu de 1% para 2%. Entre os demais, Michelle Bolsonaro (PL) segue em 1%, e Ratinho Jr. (PSD) marcou 1% após não pontuar no levantamento anterior. Indecisos somam 72% e brancos ou nulos permanecem em 3%.
A retração aponta correlação direta com a queda de popularidade registrada em pesquisa divulgada na véspera, na qual 50% desaprovam a atual gestão. O resultado reforça sinais de desgaste do governo a pouco mais de um ano do início oficial da campanha.
Oposição avança nos cenários estimulados
Em dez simulações de primeiro turno com lista de candidatos, Lula continua na dianteira, mas com vantagem menos folgada. Contra Jair Bolsonaro, o petista marca 32% e o ex-presidente 27%. Ratinho Jr. (PSD) aparece com 7% e Ciro Gomes (PSDB) com 8%. Indecisos são 6%, enquanto brancos ou nulos atingem 12%.
Quando o confronto é com Michelle Bolsonaro, Lula obtém 31% e a ex-primeira-dama 18%. Ratinho Jr. chega a 10% e Ciro Gomes, 9%. Já diante de Tarcísio de Freitas, cotado como o nome preferencial da direita, o presidente soma 35% contra 16% do governador paulista. Em simulações com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no lugar de Tarcísio, Lula oscila entre 38% e 39%, e o deputado vai de 18% a 24%.
Disputas de segundo turno mostram equilíbrio
No confronto direto, Lula e Jair Bolsonaro empatam tecnicamente: 42% a 39%. O petista perdeu quatro pontos e o adversário ganhou três. A diferença também diminuiu frente a outros nomes da oposição. Veja alguns exemplos:


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




- Lula x Michelle Bolsonaro: 44% a 35%.
- Lula x Tarcísio de Freitas: 41% a 36%.
- Lula x Ratinho Jr.: 40% a 35%.
- Lula x Romeu Zema (Novo): 43% a 36%.
- Lula x Eduardo Bolsonaro: 43% a 33%.
- Lula x Ciro Gomes: 38% a 33%.
- Lula x Ronaldo Caiado (União): 42% a 35%.
Em todos esses cenários, o presidente perdeu pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto os adversários registraram avanço dentro da margem de erro, refletindo maior competitividade.
Rejeição e desejo por alternativas
A Quaest mediu também a rejeição aos possíveis postulantes. Eduardo Bolsonaro lidera com 67%, seguido por Michelle Bolsonaro (61%) e Jair Bolsonaro (60%). Lula aparece com 53%. Entre os nomes testados, Ratinho Jr. (37%) e Romeu Zema (35%) exibem os menores índices, o que pode favorecer eventual crescimento.

Imagem: Antônio Lacerda
O levantamento indica ainda que 24% do eleitorado prefere um candidato nem ligado a Lula nem ao ex-presidente Bolsonaro, enquanto 23% defendem a reeleição do petista. Outros 15% desejam a volta de Bolsonaro, e 17% manifestam interesse por alguém de fora da política tradicional.
Impacto na estratégia para 2026
Os números evidenciam que a base governista perdeu tração e que a oposição, mesmo fragmentada, ganhou fôlego. Jair Bolsonaro permanece como principal rival, mas outros governadores — Tarcísio, Ratinho Jr. e Zema — consolidam-se como alternativas competitivas. A pesquisa também sugere espaço para nomes de centro-direita com menor rejeição, cenário que pode influenciar alianças partidárias nos próximos meses.
Para acompanhar a evolução desses e de outros cenários eleitorais, visite a seção dedicada a Brasília em geraldenoticias.com.br/category/politica, onde análises e levantamentos são atualizados constantemente.
Em síntese, o retrato da Quaest coloca o governo em alerta: a popularidade em queda já se reflete na disputa presidencial e abre caminho para adversários diversos. Acompanhe de perto os próximos movimentos e compartilhe este artigo com quem quer ficar bem informado sobre o rumo da sucessão de 2026.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

