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Petro acusa “nazistas de Bolsonaro” por 121 mortes em ação policial no Rio

Política

Rio de Janeiro, 30 out. 2025 – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, atribuiu às “forças nazistas de Bolsonaro” a responsabilidade pelas 121 mortes registradas durante operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro realizada na última terça-feira (28). A declaração foi publicada em série de mensagens no X (antigo Twitter) e provocou reação de autoridades brasileiras e de observadores internacionais.

Operação mirou chefes do Comando Vermelho

A ação policial ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, o objetivo era cumprir cerca de 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho, facção que domina pontos de tráfico de drogas na região. Entre os 121 mortos confirmados, quatro eram policiais. A corporação informou que apreendeu fuzis, pistolas, munições e rádios comunicadores.

A estratégia seguiu protocolos de incursão em áreas de risco, com apoio de helicópteros e blindados. O governo estadual ainda não apresentou relatório final com a identificação das vítimas nem a proporção de mortes de suspeitos ou civis. Organizações de direitos humanos solicitaram apuração independente.

Acusações de Petro nas redes sociais

Horas após o término da operação, Petro publicou imagens de moradores chorando e escreveu: “A dor dos pobres. A barbárie é o denominador comum da extrema direita, cada vez mais criminosa e nazista. Eles acreditam que podem impor ordem à sociedade pela força, massacrando”. No mesmo fio, indicou que a “maior quantidade de mortes na América Latina é trazida pelos nazistas de Bolsonaro no Rio de Janeiro”.

Na sequência, o presidente colombiano vinculou o episódio à guerra em Gaza e a ofensivas norte-americanas contra o narcotráfico no Caribe. “Um genocídio imenso continua no Sudão, o genocídio em Gaza. A morte se espalha pelo Caribe, mais por mísseis do que pelo furacão; o maior número de mortes na América Latina é trazido pelos nazistas de Bolsonaro no Rio de Janeiro. A política anticrime centrada na morte é um completo fracasso”, escreveu.

Petro não apresentou provas de ligação direta entre agentes fluminenses e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também não indicou elementos que sustentem a acusação de “nazismo” contra as forças de segurança estaduais. Até o fechamento desta matéria, a assessoria de Bolsonaro não respondeu aos questionamentos da imprensa.

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Silêncio oficial e pedidos de esclarecimento

A reportagem solicitou posicionamento à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que informou preparar nota técnica sobre os resultados da operação. O governo estadual adiantou apenas que a ação foi planejada a partir de investigação do Ministério Público e do setor de inteligência da Polícia Civil.

No âmbito federal, o Ministério da Justiça evitou comentários sobre as declarações de Petro e limitou-se a afirmar que “cooperações internacionais se mantêm no âmbito institucional”. Parlamentares da oposição no Congresso pedem que o Itamaraty convoque o embaixador colombiano para explicar “ataques infundados” ao Brasil.

Sanções dos EUA contra Petro ampliam tensão

As críticas do líder colombiano ocorrem na mesma semana em que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu Petro, seu filho e o ministro do Interior, Armando Benedetti, em lista de sanções econômicas. Washington acusa o governo colombiano de permitir a expansão de cartéis de droga no país. Pela medida, ativos de envolvidos em território americano ficam bloqueados e transações financeiras são restringidas.

Analistas apontam que, sob pressão externa, Petro tem intensificado retórica contra governos e lideranças de direita na região. No entanto, até o momento, nenhum órgão independente corroborou a versão de que a ação no Rio de Janeiro foi motivada por ideologia política.

Próximos passos da investigação

O Ministério Público do Estado do Rio abriu procedimento para apurar eventuais abusos e avaliar se houve cumprimento de protocolos de integridade durante a operação. A Defensoria Pública já colhe depoimentos de moradores e familiares das vítimas. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de 30 dias, prorrogável.

Enquanto isso, organizações civis pressionam por transparência no levantamento de óbitos e exigem publicação da lista nominal de mortos. A Secretaria de Segurança argumenta que a divulgação depende da identificação completa, ainda em andamento no Instituto Médico-Legal.

Em paralelo, entidades ligadas a policiais reforçam que a operação respeitou plano de ação legal e foi necessária para conter crescimento do Comando Vermelho na região metropolitana. O sindicato da categoria destacou que quatro agentes “perderam a vida em cumprimento do dever” e pediu “respeito aos profissionais que atuam na linha de frente contra o crime organizado”.

Para acompanhar novas atualizações sobre o andamento da investigação e demais temas políticos, visite a seção dedicada em nosso site clicando aqui.

Em resumo, o governo colombiano responsabiliza grupos alinhados a Jair Bolsonaro pelas 121 mortes na operação policial do Rio, enquanto as autoridades locais defendem a legalidade da ação e investigam eventuais excessos. Acompanhe nossas próximas publicações e mantenha-se informado sobre os desdobramentos.

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