Bogotá, 28 de agosto de 2025 — O presidente colombiano Gustavo Petro transformou um ato público em Medellín num palco para criminosos de alta periculosidade, reforçando o avanço da violência e a erosão das instituições no país. Ao ordenar a saída temporária de nove chefes de organizações traficantes de uma penitenciária de segurança máxima, o ex-guerrilheiro deu voz e legitimidade a quem desafia o Estado. O episódio expõe uma estratégia de governo baseada em símbolos literários e negociações opacas com facções, em detrimento da lei e da ordem.
Pirotecnia literária vira diretriz política
Nos últimos meses, Petro tem recorrido a referências de “Cem Anos de Solidão”, obra de Gabriel García Márquez, para embalar suas decisões. O presidente ergueu o celular como se fosse uma espada e declarou-se “o último dos Aurelianos”, personagem que, no romance, simboliza ciclos intermináveis de conflitos. A comparação, longe de um simples gesto teatral, revela como o mandatário vê a Colômbia: um Macondo imaginário onde o tempo é circular e a realidade pode ser moldada por discursos.
Esse recurso retórico serve de escudo para justificar o programa de “paz total”, que promete negociar permanentemente com guerrilhas, cartéis e bandos armados. Em vez de processos de justiça transicional regrados — instrumentos que no passado, embora imperfeitos, exigiam desmobilização real —, Petro aposta em atos políticos carregados de selfies, slogans e monólogos. Ao descrever-se como personagem literário, desloca a atenção do que deveria importar: a aplicação imparcial da lei, a proteção dos cidadãos e o fortalecimento do aparelho estatal.
A narrativa de Macondo também orienta a diplomacia presidencial. Petro dirige bravatas a líderes estrangeiros, tenta rebatizar cartéis e nega a existência de grupos bem documentados, como o chamado Cartel dos Sóis. O objetivo é criar cortinas de fumaça e evitar o escrutínio sobre seu alinhamento com interlocutores do submundo.
Violência crescente e desgaste institucional
Os resultados dessa política já são mensuráveis. Índices de homicídios e extorsões voltam a subir em regiões antes estabilizadas. Comunidades que experimentavam relativa normalidade veem o poder paralelo ocupar espaço, cobrando “impostos” e impondo toque de recolher. Prefeitos, promotores e juízes relatam ausência de respaldo federal enquanto enfrentam facções fortalecidas pela recente exposição pública.
Especialistas calculam que quatro anos de governo Petro podem equivaler a pelo menos uma década de retrocesso nos indicadores de segurança. O controle territorial exercido pelos cartéis não se dissolve com aplausos, e a produção de cocaína não desaparece sob novas narrativas. Para o cidadão comum, a hashtag oficial de paz não altera a rotina de medo.


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Ao mesmo tempo, a institucionalidade sofre desgaste. Quando o presidente coloca criminosos no centro do palco, envia a mensagem de que a força encontra-se fora da lei. Policiais sentem-se desmoralizados, promotores questionam a utilidade de investigações e a população passa a duvidar da capacidade do Estado de proteger vidas e propriedades.
Críticos lembram que a Colômbia enfrentou processos difíceis para reconstruir tribunais e forças de segurança após décadas de conflito. A legitimação de chefes do crime, contudo, arrisca desfazer conquistas recentes. A conivência com facções incentiva competições violentas por novas concessões e potencializa extorsões, sequestros e recrutamento de jovens.

Imagem: Elvis Gzález
Em resposta às críticas, Petro tenta redirecionar o debate, negando fatos concretos ou inventando estruturas de tráfico supostamente globais. A tática distrai, mas não resolve. Na prática, a Colômbia deixa de ser protagonista de um processo de pacificação para tornar-se refém de uma economia política que premia a dissimulação.
Perspectiva para 2026
Com eleição presidencial marcada para o próximo ano, cresce a expectativa de que o eleitorado interrompa a experiência de improvisos que coloca o Estado em condição de refém. Lideranças regionais de perfil conservador defendem a retomada de políticas de segurança baseadas em força legítima, fortalecimento institucional e aplicação rigorosa da lei. Argumentam que sem restauração da autoridade não há ambiente para desenvolvimento econômico nem para programas sociais sustentáveis.
Enquanto isso, Petro mantém a cena como prioridade: agendas com narcotraficantes, discursos literários e campanhas digitais. O custo dessa abordagem recai sobre a população trabalhadora, que paga impostos, precisa circular em estradas dominadas por cartéis e assiste às instituições perderem eficácia.
A permanência dessa linha política ampliará o vácuo de poder e, consequentemente, os riscos de expansão do crime organizado para países vizinhos. Governos da região observam atentos, pois rotas de tráfico e fluxos migratórios podem pressionar fronteiras e provocar efeitos colaterais de larga escala.
Para acompanhar a repercussão dessas escolhas e seus desdobramentos, o leitor pode consultar outras reportagens na seção de Política do Geral de Notícias, onde atualizações constantes analisam o impacto de decisões governamentais na segurança do continente.
Em síntese, Gustavo Petro converteu simbolismos literários em política de Estado, abriu espaço a criminosos e colocou a Colômbia em rota de retrocesso. Continue acompanhando o Geral de Notícias para receber alertas sobre segurança pública e políticas latino-americanas que afetem o Brasil e a região.

