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PF detém estudante que ameaçou Nikolas Ferreira e abre inquérito no Espírito Santo

Política

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, um estudante suspeito de ameaçar de morte o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A detenção ocorreu no interior do Espírito Santo, após o parlamentar formalizar uma representação sobre as mensagens recebidas em suas redes sociais.

Flagrante, depoimento e liberação condicionada

De acordo com nota divulgada pela corporação, agentes localizaram o investigado e efetuaram a prisão no momento em que ele ainda mantinha o conteúdo ofensivo disponível on-line. O estudante foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em São Mateus (ES), onde prestou depoimento. Em seguida, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência e foi liberado com a obrigação de comparecer à Justiça sempre que convocado.

O procedimento se baseia no Artigo 147 do Código Penal, que prevê detenção de um a seis meses ou multa para quem ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, de causar-lhe mal injusto e grave. Embora o delito seja de menor potencial ofensivo, a PF instaurou inquérito para aprofundar a apuração, verificar outras postagens do suspeito e identificar possível participação de terceiros.

Mensagens antecederam viagem do deputado ao Estado

As ameaças teriam sido publicadas na véspera da chegada de Nikolas Ferreira ao Espírito Santo. O parlamentar viajou para compromissos em Linhares e contou com apoio logístico do gabinete do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). Em pronunciamento nas redes, Nikolas agradeceu o suporte da corporação e do colega de partido:

“Cheguei ao Espírito Santo hoje cedo; sei que a pessoa que me ameaçou é daqui. Agradeço à Polícia Federal e ao gabinete do deputado Polese, que me deram todo o suporte”, declarou.

O congressista confirmou que seguirá acompanhando o andamento do inquérito e reforçou a disposição de prosseguir com a persecução penal. Segundo ele, o investigado demonstrou arrependimento apenas após ser identificado: “As pessoas falam coisas e não querem arcar com as consequências. Dizem-se arrependidas, pedem desculpas, mas desejavam a minha morte desde 2023”, afirmou.

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Segundo caso envolve demissão em empresa privada

Na mesma data, outro estudante enfrentou repercussões por comentário semelhante. Após a notícia do assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk no campus da Utah Valley University, Nikolas publicou nota de pesar e compartilhou citação do filósofo Olavo de Carvalho. Um usuário respondeu à publicação afirmando que “torcia pela morte” do deputado. A empresa onde ele trabalhava tomou conhecimento da mensagem e decidiu demitir o funcionário.

Em nova postagem, Nikolas defendeu que companhias reavaliem vínculos com indivíduos que incentivem violência política. “O movimento começou: demita os verdadeiros extremistas de sua empresa. Denuncie”, escreveu.

Investigação ampliada pela Polícia Federal

O inquérito instaurado busca mapear toda a cadeia de divulgações e verificar a atuação de perfis falsos ou coordenados. A PF poderá requisitar dados a plataformas digitais para identificar endereços IP e comparar horários de conexão. Caso surjam indícios de associação criminosa ou instigação coletiva, outras tipificações poderão ser aplicadas.

A corporação destacou que ameaças a agentes políticos configuram crime contra o Estado democrático, pois pretendem coagir o exercício de mandato parlamentar. A legislação prevê agravantes quando a intimidação visa constranger autoridade pública no desempenho da função.

Reação de lideranças políticas

Parlamentares de diferentes siglas condenaram as ameaças. Aliados lembraram que atos do tipo se tornaram frequentes contra representantes conservadores. Já membros de oposição ressaltaram a necessidade de combater discursos de ódio em todas as esferas. Até o momento, não há informação de audiência de custódia marcada para o investigado, mas o Ministério Público Federal deve receber o relatório da PF nos próximos dias.

Próximos passos no Judiciário

Concluído o inquérito, a Polícia Federal encaminhará os autos ao MPF, que decidirá se oferece denúncia. Caso a ação penal seja aberta, o estudante responderá em liberdade, sujeito a medidas cautelares. A Justiça poderá impor restrições de contato com Nikolas Ferreira e monitoramento eletrônico, se entender necessário.

O parlamentar mineiro declarou que permanecerá com agenda pública normal e que não pretende recuar de viagens programadas. Ele reforçou a confiança na segurança institucional e afirmou que manterá canais de diálogo com a PF sempre que houver indício de ameaça.

Para acompanhar outras movimentações no cenário político, acesse a seção dedicada do site Política e fique por dentro das atualizações.

Em síntese, a prisão em flagrante demonstra resposta rápida das autoridades diante de intimidações contra representantes eleitos. O caso segue sob investigação, e o desfecho dependerá do andamento no Ministério Público e na Justiça Federal. Acompanhe as próximas etapas e compartilhe este conteúdo para reforçar a importância do debate democrático.

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