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PF estuda vigiar residência de Bolsonaro após interrogatório no STF

Política

A Polícia Federal avalia reforçar a vigilância sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro depois de um novo interrogatório realizado em 9 de junho de 2025 no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, divulgada por fontes ligadas à investigação, indica a possibilidade de agentes permanecerem no interior da casa do ex-chefe do Executivo para monitorar deslocamentos e eventuais contatos considerados relevantes para o inquérito que apura suspeita de articulação golpista.

Interrogatório no Supremo

Bolsonaro compareceu ao STF na data citada para prestar esclarecimentos sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ex-presidente figura como réu em processo que investiga a suposta preparação de um golpe de Estado. Durante a audiência, conduzida por ministros da Corte e acompanhada por procuradores da República, foram apresentadas perguntas sobre reuniões do governo, pronunciamentos públicos e trocas de mensagens com aliados nas semanas que antecederam os atos.

Ao término do depoimento, Bolsonaro deixou o prédio do Tribunal acompanhado dos advogados e não falou com a imprensa. Imagens da chegada e da saída foram registradas por agências de fotojornalismo, mas não houve coletiva. Assessores do ex-presidente afirmam que ele cumpriu todas as determinações judiciais relativas ao caso, incluindo a entrega de passaporte e a comunicação prévia de viagens.

Monitoramento policial em análise

Segundo policiais federais ouvidos sob condição de anonimato, o plano de instalar agentes dentro da residência do ex-mandatário ainda passa por estudo jurídico. A medida teria como objetivo impedir supostas obstruções às investigações, além de garantir cumprimento de regras impostas pelo STF, como limitação de contatos com outros investigados. A proposta prevê escala de policiais em caráter semi-permanente, com registros de horários, visitas e aparelhos eletrônicos utilizados no local.

Advogados de defesa contestam a iniciativa, alegando que a presença de servidores armados no interior do domicílio fere a inviolabilidade prevista no artigo 5.º da Constituição. Eles prometem recorrer caso a ordem seja oficializada. Já interlocutores do Ministério da Justiça argumentam que situações de exceção podem justificar medidas mais severas, citando decisões anteriores da Suprema Corte que autorizaram monitoramento presencial para proteger a eficácia de inquéritos.

Precedentes citados no Congresso

O debate chegou à Câmara dos Deputados. Parlamentares governistas lembraram, em sessão plenária, que há precedentes no Direito Comparado para prisões preventivas e vigilância domiciliar de autoridades acusadas de crimes contra a ordem constitucional. Um deputado do Partido dos Trabalhadores (PT) mencionou exemplos da antiga Alemanha Oriental e de países do Leste Europeu. A oposição reagiu, classificando a comparação como inadequada ao sistema democrático brasileiro.

Reflexos sobre familiares e apoiadores

A eventual colocação de agentes federais na residência do ex-presidente impactaria não apenas Bolsonaro, mas também os familiares que vivem na mesma casa. A defesa sublinha que a filha menor de idade seria submetida à constante fiscalização de estranhos, tema que pode gerar questionamentos em órgãos internacionais de direitos humanos. Do ponto de vista processual, investigadores sustentam que qualquer pessoa que resida com o alvo principal pode sofrer restrições quando se verifica risco concreto de interferência nas provas.

Outro caso recente também chamou atenção: o apoiador Lucas Brasileiro, preso pelo envolvimento nos protestos de 8 de janeiro, precisou de autorização judicial para comparecer ao velório da avó. O deslocamento foi permitido, porém sob escolta de 35 agentes fortemente armados. Devidamente algemado, o réu permaneceu o tempo todo vigiado e, segundo relatos, foi repreendido ao tentar abraçar a mãe na cerimônia.

Próximos passos no processo

O ministro relator do STF deverá analisar, nas próximas semanas, pareceres da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal sobre a necessidade de vigilância interna. A Corte pode optar por determinar outras medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno ou proibição de uso de redes sociais. Caso a instalação de agentes seja aprovada, caberá à PF definir o efetivo, a logística e os critérios de atuação no imóvel.

Enquanto isso, aliados do ex-presidente planejam novas manifestações em defesa de garantias constitucionais, enfatizando o princípio de presunção de inocência. Entidades civis, por sua vez, acompanham o desdobramento para avaliar se haverá judicialização em cortes internacionais.

Para acompanhar mais detalhes sobre os processos que tramitam no STF e outros temas relacionados, acesse a seção de política do nosso site em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em resumo, a Polícia Federal considera reforçar o monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro de sua própria residência, medida que ainda depende de aval do STF. A decisão poderá estabelecer um novo parâmetro de fiscalização sobre investigados em casos de alta relevância institucional. Continue acompanhando nossas atualizações e fique informado sobre cada passo desse processo.

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