A Procuradoria-Geral da República (PGR) estuda apresentar uma nova denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O possível enquadramento refere-se à estratégia, descrita em relatório da Polícia Federal (PF), de acionar o então mandatário norte-americano Donald Trump na tentativa de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de sanções econômicas ao Brasil.
PF detalha articulação com base em mensagens e reuniões
De acordo com o documento da PF, Bolsonaro teria discutido com aliados a hipótese de vincular a suspensão de tarifas impostas pelos Estados Unidos a uma anistia “ampla e total” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. As conversas abarcam orientações recebidas do pastor Silas Malafaia, que teria sugerido o uso das medidas norte-americanas como forma de coagir ministros do STF. As mensagens também mencionam eventual retaliação a familiares de magistrados.
O material indica participação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do comentarista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, onde ambos teriam reforçado a campanha junto a figuras ligadas a Trump. A PF vê na iniciativa tentativa de instrumentalizar política externa para interferir em decisões da Justiça brasileira, o que pode configurar novos delitos.
Em decisão proferida na quarta-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações, classificou as condutas de Malafaia como “claros atos executórios” de coação no curso do processo e de obstrução de investigação de organização criminosa, supostamente em consonância com Bolsonaro.
PGR analisa elementos para eventual acusação formal
Com o avanço das apurações, caberá à PGR definir se os fatos descritos justificam inclusão de novos crimes ao rol já imputado ao ex-presidente, que é réu por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Investigadores apontam que o uso de sanções externas como instrumento de pressão pode ampliar a responsabilidade penal dos envolvidos.
Até o momento, a Procuradoria não formalizou manifestação. Internamente, integrantes do órgão avaliam os elementos colhidos pela PF, o contexto político e a necessidade de robustez probatória antes de acionar o Supremo com nova peça acusatória.


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Defesa contesta e fala em perseguição política
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro negou a intenção de interferir em processos no Brasil. Segundo ele, a atuação no exterior buscava “restabelecer as liberdades individuais”, e o indiciamento seria “absolutamente delirante”. O parlamentar, que reside atualmente nos Estados Unidos, argumentou estar protegido pela legislação do país e qualificou o vazamento de conversas privadas como tentativa de desgaste político.

Imagem: Internet
O ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, ainda não se manifestou sobre a possibilidade de nova denúncia. Assessores próximos sustentam que não houve pedido formal ao governo Trump para tarifar produtos brasileiros e classificam as imputações como mais um episódio de criminalização do debate político.
Enquanto a discussão se desenrola, o tema reacende o debate sobre os limites da atuação dos poderes e o papel de autoridades estrangeiras em questões internas. A suspeita de possível “tarifaço” coordenado com Washington amplia a frente de investigação que já resultou em indiciamentos por obstrução de Justiça e tentativa de interferência na condução das apurações sobre a chamada “trama golpista”.
Para acompanhar outras movimentações envolvendo STF, PGR e Congresso, o leitor pode acessar a seção dedicada a Brasília em https://geraldenoticias.com.br/category/Politica.
Em síntese, a PGR avalia se transforma o conteúdo do relatório da PF em nova acusação formal contra Jair Bolsonaro, abrindo mais um capítulo na disputa jurídica que cerca o ex-presidente. Fique atento às atualizações e compartilhe este conteúdo para manter o debate informado.

