geraldenoticias 1758028017

PGR solicita condenação de militares por suposto plano de golpe e alivia acusação de um réu

Política

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais contra dez investigados do chamado núcleo 3 da suposta trama golpista, formado por militares de forças especiais, conhecidos como “kids pretos”. O órgão pede a condenação de nove deles e a reclassificação da conduta de um tenente-coronel para o crime de incitação, sinalizando falta de provas que o vinculem à alegada organização criminosa.

Quem são os acusados e o que a PGR sustenta

Integram o grupo o general da reserva Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército; os coronéis Bernardo Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Júnior; os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; além do agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares. Todos são apontados como responsáveis pelo planejamento operacional do chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que contemplaria ataques a autoridades para pressionar o Alto Comando do Exército a aderir a um golpe de Estado.

Na petição assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a PGR afirma que o grupo “convergiu, dentro do seu espaço de atuação, para colocar em marcha uma operação antidemocrática” e que teria documentado “quase todas as fases da empreitada” por meio de gravações, manuscritos, planilhas e trocas de mensagens eletrônicas. O texto ainda sustenta que “autoridades públicas estiveram na mira de ações violentas” e que “forças terrestres foram disponibilizadas aos intentos criminosos”.

Segundo a PGR, o núcleo de militares representaria o braço tático e coercitivo da suposta organização criminosa. O documento relata pressão sobre o Alto Comando do Exército e monitoramento de autoridades, atividades que teriam sido interrompidas, de acordo com a acusação, pela “forte resistência” dos comandos do Exército e da Aeronáutica em aderir ao plano.

Reclassificação de um dos réus por falta de provas

Enquanto pede condenação severa para nove acusados, a PGR admitiu fragilidade de provas contra o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Junior. Gonet solicitou ao STF que a conduta do militar seja desclassificada para o delito de incitação ao crime. Conforme o documento, não há evidências de que Ronald tenha participado da reunião realizada em 28 de novembro de 2022 nem de que tenha acompanhado “os passos subsequentes do grupo”.

O procurador-geral argumenta que o militar, embora tenha assinado e compartilhado carta de teor golpista, não pode ser enquadrado na mesma acusação dos demais, limitando-se sua eventual responsabilidade a “conduta incitatória”, conforme o Código Penal Militar. A mudança de tipificação afasta Ronald do núcleo estrutural da suposta organização e pode implicar pena consideravelmente menor caso o STF aceite o pedido.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Etapas processuais e cenário no Supremo

Com a entrega das alegações finais, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, poderá encaminhar o caso para julgamento no plenário virtual ou convocar sessão presencial. Caberá aos ministros decidir se acolhem integral ou parcialmente os pedidos da PGR, absolvem algum dos réus ou determinam nova instrução em pontos específicos.

O julgamento ocorre num contexto de intensa polarização política. O pedido de condenação atinge oficiais de alta patente, alguns já na reserva, o que traz reflexos para a imagem das Forças Armadas. A decisão do STF também servirá de parâmetro para outros inquéritos sobre atos de 8 de janeiro e supostos movimentos para contestar o resultado das eleições de 2022.

Para Gonet, a condenação dos nove réus é necessária “dada a gravidade dos atos, a articulação para inflamar as Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais e o risco de ruptura institucional”. Na visão da defesa, porém, não há comprovação de que o plano tenha saído do papel nem de que os acusados tenham mantido vínculo estável com qualquer organização criminosa, argumento que deverá ser levado ao plenário.

O STF ainda não definiu data para concluir o caso, mas documentos e depoimentos colhidos durante a operação Tempus Veritatis da Polícia Federal continuarão sob análise dos magistrados até o voto de cada ministro ser registrado.

Caso o tribunal acate integralmente o pedido da PGR, os réus enquadrados por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito poderão enfrentar penas que somadas ultrapassam 20 anos de prisão, além da perda de patente ou função pública.

Em contrapartida, se for mantida apenas a acusação de incitação no caso de Ronald Ferreira, a punição máxima possível cai para até seis meses de detenção, conforme o artigo 286 do Código Penal.

Para acompanhar atualizações sobre este e outros processos que envolvem autoridades e militares, acesse a seção de política em Geral de Notícias.

Em resumo, a PGR endurece o tom contra nove investigados, mas reconhece ausência de provas robustas contra um deles. A palavra final, agora, é do Supremo. Continue acompanhando nosso site e receba alertas em tempo real sobre os próximos desdobramentos.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!