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PL afasta vereador de Recife por insulto contra Michelle Bolsonaro

Política

Recife, 17 de setembro de 2025 – A direção nacional e a executiva estadual do Partido Liberal (PL) decidiram expulsar o vereador Paulo Muniz, que presidia o diretório municipal de Recife havia pouco mais de um mês. A medida foi adotada após o vazamento de mensagens em que o parlamentar utilizou termos pejorativos contra Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher e ex-primeira-dama.

De acordo com nota oficial divulgada na terça-feira (16), o PL classificou as declarações como “inaceitáveis” e incompatíveis com os princípios da legenda. A partir da decisão, Muniz perde o comando do diretório municipal e a condição de representante da sigla na Câmara de Vereadores da capital pernambucana.

Mensagens vazadas e repercussão interna

O episódio teve início em um grupo de WhatsApp que reúne vereadores de Recife. Durante uma discussão política acerca da recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Muniz fez referência a Michelle Bolsonaro e à atual primeira-dama, Janja da Silva, utilizando o termo “quenga”. Em resposta a integrantes da oposição que comemoravam a decisão do STF, o vereador escreveu: “Honesto é Lula e sua quenga”. Em outro momento, ao ser questionado sobre a qual esposa se referia, respondeu: “É. Duas quengas, estão dominando o mundo”.

A divulgação das mensagens provocou reação imediata. Dirigentes estaduais comunicaram o fato à Executiva Nacional, que convocou reunião extraordinária. Em poucas horas, ficou definida a expulsão e o início do procedimento para retirada do mandato parlamentar, com base na infidelidade partidária prevista na legislação eleitoral.

O texto do PL frisa que “ofender uma liderança que representa milhões de brasileiras” viola o respeito que o partido busca cultivar, sobretudo diante do segmento feminino mobilizado pelo PL Mulher. Ao mesmo tempo, a sigla reiterou apoio irrestrito a Michelle Bolsonaro, destacada como voz ativa na defesa de valores conservadores.

Consequências políticas para Paulo Muniz

Com a expulsão, Paulo Muniz perde o cargo de presidente municipal e fica sem a legenda para eventuais disputas futuras. O próximo passo será a recomposição do diretório, cujo comando interino ficará a cargo da Executiva Estadual até nova eleição interna. Caso o vereador não entregue o mandato, o PL pretende ingressar com ação na Justiça Eleitoral para reaver a cadeira.

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Até o momento, Muniz não emitiu nota pública nem concedeu entrevistas. A expectativa é de que ele apresente defesa formal nos canais internos, embora a decisão de expulsão já esteja sacramentada. Sem partido, o parlamentar corre risco de ficar inelegível caso não consiga nova sigla dentro do prazo legal para filiação.

No cenário local, aliados de Jair Bolsonaro avaliavam o vereador como quadro promissor por ter assumido o diretório em agosto. A conduta, contudo, foi considerada prejudicial à imagem do partido e, sobretudo, ao trabalho de Michelle Bolsonaro, que percorre o país para ampliar a militância feminina.

Reação de lideranças e próximos passos do PL

Dentro da legenda, a reação foi unânime. Parlamentares federais e estaduais reforçaram que o respeito às lideranças do partido é requisito mínimo para ocupação de qualquer posto. Figuras próximas a Michelle Bolsonaro ressaltaram que a ex-primeira-dama mantém agenda voltada a políticas públicas de proteção à família e que ataques pessoais não serão tolerados.

Com a saída de Muniz, o PL inicia processo de reestruturação em Recife, considerado estratégico para as eleições municipais de 2026. A prioridade é instalar comissão provisória alinhada às diretrizes nacionais e que defenda agendas conservadoras, como liberdade econômica, combate ao crime e valorização da família.

A decisão do PL sinaliza que desvios de conduta não terão espaço na sigla, especialmente quando afetam dirigentes ligados diretamente ao núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, líderes acreditam que a postura firme fortalece o discurso de ordem e disciplina interna.

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Em resumo, a expulsão de Paulo Muniz mostra que o PL adotou resposta rápida para proteger sua principal liderança feminina e manter coesão partidária. Continue acompanhando nossas publicações e receba as principais notícias de Brasília e dos estados em primeira mão.

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