Brasília – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ratificou que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece como primeiro nome do partido para a disputa do Planalto em 2026. Caso a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo seja mantida, a sigla aceitará apenas um substituto indicado por ele, reforçando a centralidade de Bolsonaro nas decisões estratégicas.
Direção do partido fecha questão sobre a sucessão
Em publicação na rede X, Valdemar foi categórico: “Nosso candidato a presidente da República é Jair Bolsonaro ou quem ele, e só ele, escolher”. A mensagem busca estancar especulações internas em meio às duas condenações impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral, que tornaram Bolsonaro inelegível até 2030, e ao julgamento marcado para 2 de abril no Supremo Tribunal Federal sobre suposta tentativa de golpe de Estado.
O pronunciamento ocorre enquanto setores da direita tratam de construir alternativas para manter coeso o eleitorado alinhado ao ex-presidente. Ao restringir a indicação a Bolsonaro, o PL mantém a base mobilizada e dificulta articulações externas sem o aval do principal líder conservador.
Tarcísio de Freitas desponta como possível herdeiro
A movimentação no campo à direita ganhou novo capítulo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar, nesta terça-feira (26), que espera enfrentar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2026. O próprio Tarcísio, que até então evitava falar sobre o tema, passou a admitir internamente a hipótese de entrar na corrida presidencial.
Na segunda-feira (25), o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, citou publicamente Tarcísio como opção de seu partido para a sucessão de Lula. No mesmo dia, Valdemar Costa Neto afirmou que, caso o governador decida concorrer, será convidado a migrar para o PL. A fala expõe a disputa por um nome capaz de agregar o eleitor conservador caso Bolsonaro permaneça fora do pleito.
Carlos Bolsonaro mira o Senado e amplia vitrine política
Além da pauta presidencial, Valdemar confirmou apoio à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado. Vereador no Rio de Janeiro, Carlos pode concorrer por Santa Catarina ou por outra unidade federativa. Segundo o dirigente, “seguimos firmes” na estratégia de viabilizar a vaga para o filho do ex-presidente.
Dentro do partido, contudo, há resistência entre dirigentes catarinenses. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), negou em julho a existência de acordo para que Carlos represente o Estado em 2026. Por isso, o partido avalia alternativas como São Paulo – diante da provável permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos – e Roraima, onde o bolsonarismo mantém forte presença.


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Imagem: Internet
Carlos reagiu às notícias de impasse em mensagem publicada na mesma rede social, afirmando que “não se deixará intimidar”. Já o deputado Eduardo Bolsonaro criticou a ideia de substituir o pai sem o aval dele e ressaltou que qualquer mudança deve ocorrer “sem força ou chantagem”.
Cenário jurídico e calendário eleitoral
Bolsonaro segue inelegível em decorrência de duas decisões do TSE relacionadas às eleições de 2022. A defesa aposta em recursos e entende que o julgamento no STF sobre os eventos pós-eleitorais não altera, por ora, o quadro eleitoral. Ainda assim, a cúpula do PL trabalha com os dois cenários: o retorno de Bolsonaro às urnas ou a escolha de um nome de consenso indicado pessoalmente por ele.
Com a definição preliminar, Valdemar busca blindar o partido de pressões externas e garantir que qualquer articulação ocorra sob a liderança de Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o movimento sinaliza ao eleitorado conservador que a legenda se manterá fiel à pauta de 2018 e 2022, centrada em segurança jurídica, liberdade econômica e valores tradicionais.
Para acompanhar outras movimentações na arena política e entender os bastidores das futuras alianças, consulte a editoria dedicada em Política.
Em resumo, o PL consolida a estratégia: Bolsonaro segue como prioridade absoluta e, caso permaneça impedido, será o único a escolher seu substituto. O partido também prepara terreno para alavancar Carlos Bolsonaro ao Senado, enquanto observa o avanço de Tarcísio de Freitas como potencial representante da direita em 2026. Fique atento às próximas definições e continue acompanhando nossos conteúdos para não perder nenhum detalhe das disputas que moldarão o cenário eleitoral.

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