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Polícia Federal prende oito e impede novo desvio bilionário via Pix

Política

São Paulo, 12 set. 2025 — A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta sexta-feira, oito suspeitos de integrar uma organização criminosa que tentava invadir o sistema financeiro nacional e desviar recursos do Pix. As capturas ocorreram na capital paulista e foram imediatamente convertidas em prisões preventivas pela Justiça.

Investida mirava contas de liquidação interbancária

De acordo com a investigação, o grupo acessava de forma ilícita as contas de liquidação interbancária, utilizadas pelos bancos para compensar operações junto ao Banco Central. Esse mecanismo permitiria movimentar grandes valores sem acionar alertas iniciais do sistema convencional de monitoramento. Os detidos poderão responder por organização criminosa e tentativa de furto qualificado por meio eletrônico, crimes que, somados, podem superar dez anos de reclusão.

A operação da PF foi desencadeada após alerta de um gerente da Caixa Econômica Federal. Ele identificou tentativas de obtenção de credenciais de acesso em uma agência no bairro do Brás, região central de São Paulo, e comunicou a autoridade policial. A suspeita é de que a quadrilha pretendia atingir verbas de programas federais administrados pelo banco público.

Durante as diligências, agentes federais apreenderam computadores, celulares e anotações. O material passará por perícia para mapear a cadeia de comando, rastrear fluxos financeiros e localizar eventuais contas de fachada usadas para ocultar os valores desviados.

Série de ataques soma quase R$ 2 bilhões em prejuízo

O caso de hoje não é isolado. Entre junho e agosto, três ofensivas bem-sucedidas contra empresas que prestam serviços de integração ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) resultaram em perdas estimadas em aproximadamente R$ 1,9 bilhão.

No fim de junho, hackers invadiram o ambiente da C&M Software, o que possibilitou desviar valores próximos de R$ 1 bilhão. Somente o Banco BMP teria arcado com R$ 479 milhões desse total. Em agosto, a ação criminosa voltou a ocorrer, dessa vez contra a Sinqia, gerando um prejuízo que pode chegar a R$ 710 milhões, dos quais R$ 400 milhões teriam sido desviados do HSBC.

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Já em setembro, a fintech Monetarie, especializada em antecipação de recebíveis, foi alvo de uma tentativa de invasão que retirou cerca de R$ 5 milhões antes que o ataque fosse contido. Os investigadores acreditam que a mesma quadrilha esteja por trás dos quatro episódios, articulando-se em núcleos distintos para fraudar diferentes instituições.

Banco Central adota reforço de segurança

Diante da escalada de crimes cibernéticos, o Banco Central anunciou um pacote de reforços na infraestrutura de proteção do sistema financeiro. Entre as medidas estão a revisão de protocolos de autenticação, a ampliação da janela de liquidação para permitir análise manual de transações atípicas e a integração de dados de inteligência da Polícia Federal diretamente na rede de pagamentos.

A autoridade monetária também passa a exigir testes regulares de intrusão e certificação de empresas terceirizadas que fornecem software de compensação. O objetivo é minimizar brechas causadas por desenvolvedores externos, apontadas como fator comum nos recentes incidentes.

Coordenação com forças estaduais e punição rigorosa

A Polícia Federal informou que trabalha em conjunto com delegacias de crimes cibernéticos das polícias civis, bem como com o Ministério Público, para acelerar cruzamento de provas e realizar novas prisões. Há indícios de que facções criminosas já conhecidas no sistema penitenciário estejam financiando esses ataques, usando o dinheiro obtido para ampliar atividades ilícitas fora das prisões.

Segundo o delegado responsável, a desarticulação de hoje demonstra a necessidade de integração constante entre bancos, empresas de tecnologia e órgãos de segurança. Ele salientou que a legislação brasileira prevê penas elevadas para crimes eletrônicos envolvendo valores expressivos, além da possibilidade de enquadramento por lavagem de dinheiro.

Os investigados permanecem à disposição da Justiça Federal em São Paulo. As autoridades não divulgaram, por enquanto, os nomes dos detidos para não comprometer a identificação de demais envolvidos que ainda estão sendo monitorados.

Para mais detalhes sobre medidas governamentais e investigações em curso, confira outras matérias em nossa seção de Política.

Em síntese, a ação da Polícia Federal neutralizou um ataque que poderia comprometer bilhões de reais e reforça a importância de vigilância permanente no ambiente digital. Continue acompanhando nosso noticiário e compartilhe este conteúdo para manter mais pessoas informadas sobre a segurança do sistema financeiro nacional.

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