A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou nesta terça-feira (9) que a Polícia Penal do Distrito Federal realizou uma vistoria completa em seu Fusca, em cumprimento às medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em tom de ironia, Michelle afirmou que, se depender das autoridades, “daqui a pouco vão pedir para conferir o porta-luvas”.
Medida autorizada pelo STF alcança todos os veículos da família
A verificação no carro de Michelle decorre de decisão do ministro Alexandre de Moraes, tomada em 30 de agosto. O despacho autorizou a Polícia Penal a fiscalizar habitáculos, porta-malas e demais compartimentos de qualquer automóvel que deixe a residência do ex-chefe do Executivo, em Brasília. O procedimento precisa ser filmado ou fotografado, com registro de placas, motoristas e passageiros, e as informações devem ser enviadas diariamente ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo a ex-primeira-dama, o Fusca foi levado à oficina para manutenção de rotina quando os agentes exigiram a abertura da parte frontal – local que abriga o estepe no modelo clássico do veículo. “Vocês acham que na frente de um Fusca, onde fica o estepe, caberia um homem de 1,85 m?”, escreveu Michelle em publicação no Instagram, referindo-se à estatura de Bolsonaro. “Do jeito que as coisas estão, daqui a pouco pedem para conferir o porta-luvas.”
A abordagem integra um pacote de restrições já aplicadas ao ex-presidente, como a retenção do passaporte, a proibição de manter contato com investigados e a obrigação de comunicar deslocamentos além do Distrito Federal.
Julgamento do núcleo político avança na Primeira Turma
Enquanto a vistoria gerava repercussão nas redes sociais, a Primeira Turma do STF prosseguia com o julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 1” da suposta tentativa de golpe de Estado. Moraes, relator do processo, abriu a votação pela condenação de todos os acusados. O ministro Flávio Dino acompanhou o entendimento e sugeriu penas mais severas para o ex-mandatário e para o ex-ministro Walter Braga Netto. O placar parcial está em 2 a 0 pela condenação.
Composta por cinco ministros – Moraes, Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin – a Turma precisa de três votos para formar maioria. O julgamento será retomado nesta quarta-feira (10) com o voto de Fux, que sinalizou discordância quanto a trechos do relatório. Caso a divergência se confirme, o debate sobre dosimetria de pena e extensão de responsabilidade pode se prolongar.


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Defesa critica excesso; autoridades sustentam necessidade de controle
Advogados do ex-presidente insistem que as medidas de inspeção são desproporcionais e violam garantias de privacidade. A Procuradoria-Geral da República, por outro lado, alega que a vigilância serve para assegurar o cumprimento das restrições já determinadas, diante da gravidade das acusações enquadradas nos artigos de abolição violenta do Estado democrático de direito.

Imagem: Camila Abrão
O episódio do Fusca intensificou o debate sobre o alcance das ordens judiciais. Nos bastidores, aliados de Bolsonaro avaliam que a exposição pública das revistas fortalece o discurso de perseguição, enquanto setores alinhados ao governo federal veem a diligência como etapa regular de investigação.
Próximos passos
Se a Primeira Turma consolidar maioria pela condenação, o processo avançará para definição de penas. Ainda caberá análise de eventuais embargos e recursos internos. Paralelamente, a Polícia Penal continuará com vistorias diárias até nova decisão do STF.
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Em resumo, a revista no Fusca de Michelle Bolsonaro expõe o grau de fiscalização imposto à família do ex-presidente enquanto o Supremo delibera sobre o futuro político de Jair Bolsonaro. Continue acompanhando nossas atualizações e receba as principais manchetes diretamente no seu dispositivo.
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