A operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, resultou em 72 mortes, segundo o governo estadual. A ação mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e buscou desarticular o Comando Vermelho (CV), facção apontada como dominante na região.
Corpos retirados da mata sem presença da Polícia Civil
Moradores relataram que parte dos corpos foi encontrada em área de mata, já na madrugada de quarta-feira (29). Segundo esses relatos, muitos apresentavam ferimentos característicos de disparos à queima-roupa, como tiros na nuca e nas costas, além de marcas de facadas. Os cadáveres foram retirados por moradores e pelo Corpo de Bombeiros, sem equipe da Polícia Civil acompanhando o procedimento no local.
Mais de 60 corpos foram enfileirados na praça São Lucas, dentro do Complexo da Penha. Outros seis feridos foram transportados em uma Kombi por moradores até o Hospital Estadual Getúlio Vargas, também situado na Penha. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quantas das vítimas atendidas no hospital resistiram aos ferimentos.
Instituto Médico-Legal dedicado exclusivamente às vítimas
Para atender à demanda, o Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro foi fechado temporariamente a outros casos. A Polícia Civil do Rio (PCERJ) transferiu necropsias não relacionadas à operação para a unidade de Niterói. Rabecões da Defesa Civil começaram a recolher os corpos por volta das 9h, com cada veículo comportando até seis vítimas.
O governo do estado confirmou quatro policiais entre os mortos. As circunstâncias das demais 68 mortes ainda serão detalhadas em inquérito. Questionada sobre denúncias de execução sumária, a secretaria de Segurança Pública informou que todas as ocorrências serão investigadas pela Corregedoria.
Objetivo declarado: enfraquecer o Comando Vermelho
A ofensiva começou na terça-feira (28) como resposta a investigações que apontam ligação do CV com tecnologia militar e uso de drones para lançamentos de explosivos contra forças de segurança. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo central foi capturar lideranças responsáveis pelo planejamento desses ataques.


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Ao todo, 2.500 agentes participaram da investida, incluindo unidades especializadas como Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A movimentação policial gerou confrontos que se estenderam por várias comunidades da zona norte durante toda a terça e madrugada de quarta.
Moradores denunciam, autoridades prometem apuração
Em depoimentos colhidos no Complexo da Penha, moradores afirmam ter presenciado feridos recebendo disparos adicionais após já estarem imobilizados. Essas alegações, se confirmadas, configurariam execução sumária. A Defensoria Pública do Rio solicitou acesso aos laudos cadavéricos e imagens das câmeras corporais dos agentes para verificar a veracidade dos relatos.

Imagem: Internet
A secretaria de Segurança Pública reiterou que a operação seguiu protocolos de confronto previstos em lei e destacou a apreensão de armamentos de grosso calibre. Segundo nota oficial, o elevado número de óbitos reflete a “extrema resistência” dos criminosos.
IML contabiliza maior número de mortos em ação policial no estado
Com 72 mortes, a Contenção supera registros anteriores e torna-se a operação mais letal da história fluminense. O recorde anterior pertencia a uma ação em maio de 2021, no Jacarezinho, que terminou com 28 mortos. Especialistas em segurança pública apontam que, mesmo diante de estatísticas históricas, o volume de vítimas diretas em 24 horas é incomum.
Entidades de direitos humanos questionam o método empregado, enquanto grupos favoráveis à linha dura consideram os resultados um golpe significativo contra o crime organizado. O governo estadual, por sua vez, reforça a necessidade de manter a pressão sobre facções para reduzir a escalada de violência e garantir trânsito seguro a moradores e policiais.
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Em síntese, a operação Contenção evidencia a estratégia das forças de segurança de atuar de forma maciça em áreas dominadas pelo tráfico, mesmo diante de críticas. As investigações sobre possíveis execuções deverão indicar se houve ou não abuso no uso da força, ao passo que o governo destaca a neutralização de suspeitos ligados ao Comando Vermelho. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique informado sobre os próximos desdobramentos.
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