O advogado e professor Ahmed Al Khalidi, reconhecido líder político palestino nascido em Jerusalém, publicou um artigo em que chama a atenção para o silêncio de ativistas ocidentais, entre eles a sueca Greta Thunberg, depois que o Hamas voltou a executar palestinos em praças públicas. Segundo Al Khalidi, a mesma militância que ecoava slogans de “Palestina livre” quando o conflito estava em evidência deixou de se manifestar assim que surgiu a oportunidade de paz, revelando, nas palavras do autor, uma incoerência moral.
Críticas ao “modelo mental” dos ativistas
No texto, Al Khalidi afirma que muitos militantes climáticos e defensores de direitos humanos enxergam o Oriente Médio como uma narrativa simplificada de “oprimidos contra opressores”. Para eles — argumenta — a população palestina seria vítima por definição, enquanto o Hamas surgiria como “resistência legítima”. Essa visão, em sua avaliação, ignora realidades complexas e serve apenas para alimentar posicionamentos ideológicos interessados em absolver o Ocidente de culpas históricas.
O político aponta que parte da juventude ocidental procura causas de impacto emocional para preencher o que descreve como um “vazio de propósito” característico de sociedades prósperas. Ao apoiar bandeiras distantes, esses grupos buscam sentimentos de aventura e relevância, mas acabam, na prática, legitimando regimes autoritários. O resultado seria um ativismo de aparência, movido por marketing pessoal e reforçado por redes sociais.
Al Khalidi recorda que, quando o Hamas anunciou um cessar-fogo, não houve comemorações entre os mesmos influenciadores que protestaram intensamente meses antes. Para ele, o desinteresse frente à possibilidade de paz mostrou que o engajamento não se sustentava no desejo de proteger civis, e sim na necessidade de sustentar narrativas políticas.
Execuções públicas reacendem debate
O Hamas, que controla Gaza, celebrou um acordo preliminar de pacificação ao longo do último semestre. No entanto, poucos dias após a assinatura, voltaram a ocorrer execuções de opositores palestinos em território sob seu domínio. As práticas incluiriam enforcamentos e fuzilamentos em espaços abertos, segundo relatos locais. Esse retorno da violência desmontou a expectativa de trégua e expôs a fragilidade do entendimento alcançado.
Em meio aos novos episódios de repressão, Greta Thunberg — voz global em temas climáticos e participante de protestos pró-Palestina — não se pronunciou. A ausência de manifestações por parte da ativista sueca e de grupos ambientalistas foi citada por Al Khalidi como exemplo de seletividade. O professor sustenta que, ao omitirem críticas, tais movimentos ignoram o sofrimento de palestinos sob o próprio governo do Hamas, o que enfraqueceria qualquer argumento de defesa de direitos humanos.


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Instrumentalização do conflito
O artigo de Al Khalidi ressalta ainda a motivação estética por trás do engajamento virtual. Ele descreve jovens que postam fotos com keffieh, gravam coreografias para redes sociais ou repetem slogans como forma de afirmar identidade política, sem apurar fatos ou consequências. De acordo com o autor, essas expressões performáticas não ajudam a população palestina e tampouco pressionam o Hamas a abandonar práticas autoritárias.
Para ilustrar o contraste, Al Khalidi lembra que soldados aliados desembarcaram na Normandia, em 1944, para enfrentar metralhadoras e libertar a Europa do nazismo. Entre a coragem daquela geração e a “militância de selfies” atual, ele enxerga uma distância medida pela disposição de assumir riscos reais.
Responsabilidade moral ignorada
Ao analisar o comportamento de ativistas ocidentais, o político palestino argumenta que eles transformam causas anti-imperialistas em “rituais de absolvição”. Em vez de contribuir para soluções concretas, preferem gestos simbólicos que aliviam culpas coloniais. Al Khalidi conclui que a omissão diante das execuções do Hamas revela uma preferência pelo conforto de narrativas prontas, em detrimento da responsabilidade de denunciar abusos.

Imagem: Internet
Para ele, a esquerda internacional falha ao não reconhecer que o principal algoz dos palestinos, no momento, é a própria organização que domina Gaza. Sem pressão externa consistente, acrescenta, civis continuam reféns de um governo que se vale da causa nacional para justificar violações internas.
Repercussão e próximos passos
O posicionamento de Ahmed Al Khalidi vem ganhando espaço em publicações especializadas e fóruns de diáspora palestina. Até o momento, não houve resposta de Greta Thunberg nem de grupos ambientais convocados pelo ativista palestino. Organizações de direitos humanos independentes, por sua vez, pedem acesso irrestrito à Faixa de Gaza para verificar denúncias de execução sumária e outras violações cometidas pelo Hamas.
Com a continuidade das tensões, diplomatas na região avaliam que qualquer novo acordo dependerá de mecanismos de verificação externa que inibam punições coletivas. Enquanto isso, crescem as cobranças para que vozes influentes no Ocidente se posicionem de forma coerente, condenando não apenas ações de Israel, mas também crimes cometidos por autoridades palestinas.
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Em resumo, a crítica de Ahmed Al Khalidi expõe a seletividade de parte do ativismo ocidental, que silencia diante de abusos do Hamas mesmo defendendo a causa palestina. A coerência, argumenta o político, passa por reconhecer violações de qualquer lado. Continue acompanhando nossos conteúdos e compartilhe esta matéria para ampliar o debate.
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