A semana que encerrou em 14 de novembro de 2025 foi marcada por uma sucessão de declarações fortes de personagens do cenário político, religioso e cultural. Os pronunciamentos evidenciam o clima de disputa ideológica que domina o debate público brasileiro, especialmente às vésperas das definições partidárias para 2026.
Bolsonarismo cobra lealdade e mira 2026
Em evento realizado no exterior, o deputado federal Eduardo Bolsonaro reforçou a hierarquia interna do grupo ao afirmar: “Bolsonaro vai falar e você vai seguir; não gostou? Pode sair do partido”. A declaração sinaliza a tentativa de manter coesão entre aliados, mesmo com o parlamentar vivendo fora do país.
Seu irmão, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, também mirou o futuro. Ao mencionar um antigo relacionamento em Santa Catarina, antecipou intenção de disputar o Senado pelo estado. “Ela teve a sorte de não casar comigo”, comentou, em referência à ex-namorada e à mudança de endereço eleitoral.
No Congresso, o deputado federal Tiririca confirmou a migração do PL para o PSD e resumiu o próximo passo: “Vamos fazer um mandato sério, sem palhaçada”. Apesar da trajetória no humor, o parlamentar se comprometeu a atuar de forma mais austera na nova legenda.
Críticas à esquerda e tensão no STF
Do púlpito religioso, o pastor Silas Malafaia afirmou que “a esquerda tem o DNA da criminalidade” ao comentar a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Já o jornalista Xico Sá avaliou que “a extrema direita brasileira só existe com sucesso por um motivo: a mídia hereditária tem ódio de classe ao Lula”, culpando veículos tradicionais pela ascensão conservadora.
No Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia ligou o debate do voto impresso ao crime organizado: “O voto impresso pode ser instrumento do crime organizado”. Em outra frente, ela disse que as ofensas recebidas se devem ao fato de ser mulher, não à conduta profissional.


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Durante sessão da Corte, o ministro Flávio Dino declarou: “Até o presente momento afirmo, nesta tribuna, ninguém descumpriu o código de ética da advocacia”, em meio ao julgamento sobre suposto golpe. O senador catarinense Jorge Seif recordou ter apoiado o procurador Paulo Gonet por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
COP30 amplia debate climático e financeiro
Na Conferência do Clima, em Belém, o presidente Lula comparou a Amazônia a “uma bíblia” — espaço que todos conhecem, mas interpretam de forma distinta. Ele defendeu aporte de US$ 1,3 trilhão para mitigar mudanças climáticas, argumentando que o valor é inferior ao custo de conflitos armados.
Primeira-dama Janja ironizou jornalistas que criticaram preços de alimentos no evento, perguntando “já compraram coxinha?”. O cacique Raoni respondeu à discussão sobre exploração de petróleo na foz do Amazonas com a promessa: “Vou puxar a orelha do Lula”.

Imagem: Ari Fusevick
Fora do Brasil, o analista Marcelo Lins considerou “preocupante” a ausência norte-americana na COP30, enquanto o ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso classificou o fato como “postura de negacionismo”.
Repercussão internacional eleva tom de alerta
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro advertiu Marco Rubio e Donald Trump a “tomarem cuidado” caso intervenham na América Latina, lembrando vitórias históricas de exércitos camponeses sobre potências europeias. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump questionou o número de esposas do novo líder sírio Ahmed Al-Sharaa, durante encontro bilateral.
A vice-presidente derrotada Kamala Harris declarou ter “jogado xadrez 3D” na campanha contra Trump, enquanto o cientista político Noam Chomsky foi citado em mensagem atribuída a Jeffrey Epstein sobre suposto contato com Lula durante período de prisão do brasileiro.
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Esta coletânea de falas evidencia o ambiente polarizado que antecede as definições eleitorais, com lideranças reforçando posições e preparando terreno para a próxima disputa. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe o conteúdo nas suas redes.
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