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Políticos mudam discurso e expõem oportunismo em anistia, comércio e justiça

Política

Brasília, 27 de setembro de 2025 – Uma série de acontecimentos recentes, no Brasil e no exterior, evidencia que figuras públicas e partidos mudam de posição conforme as circunstâncias e os interesses do grupo que representam. Dos debates sobre anistia à defesa de tarifas de importação, passando por denúncias de corrupção e questionamentos ao Judiciário, o padrão se repete: quando o lado beneficiado alterna, o discurso também se transforma.

Anistia: 1979 versus proposta atual

Em 1979, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso foram anistiados sob ampla defesa da esquerda. Em 2025, a mesma corrente política se opõe a uma nova proposta de anistia, desta vez destinada a investigados por manifestações rotuladas como antidemocráticas. O contraste se ampliou porque os três artistas, anistiados no passado, participam de atos contra a iniciativa de hoje. Parlamentares de oposição, por sua vez, lembram que a lei de 1979 foi celebrada justamente para encerrar punições políticas.

Do lado governista, a justificativa atual é evitar impunidade em supostos ataques às instituições. Já os deputados e senadores que defendem a nova anistia afirmam que o mesmo princípio de reconciliação aplicado há mais de quatro décadas deveria prevalecer agora. A troca de argumentos evidencia oportunismo: a postura diante da anistia varia conforme o grupo atingido.

Tarifas, Lava Jato e denúncias seletivas

No plano internacional, o Partido Republicano dos Estados Unidos passou de defensor da abertura comercial, símbolo consolidado na gestão Ronald Reagan, a entusiasta de tarifas elevadas na administração Donald Trump. A guinada colocou até a Embaixada da China – país com histórico protecionista – divulgando vídeo em que Reagan criticava barreiras às importações. O exemplo norte-americano reforça a tendência: posições sobre comércio exterior se adaptam ao cenário político doméstico.

O economista Fernando Haddad e o presidente Lula sinalizaram compromisso com um ajuste fiscal em março de 2023. Analistas de imprensa elogiavam a medida; poucos meses depois, com declarações contrárias do próprio presidente a cortes de gasto, a narrativa mudou completamente, e a crítica ao ajuste voltou a dominar o noticiário.

No campo das investigações judiciais, o padrão se repete. Durante a Operação Lava Jato, setores da esquerda denunciavam supostas irregularidades processuais, ao passo que a direita celebrava a força-tarefa. Hoje, a direita aponta abusos no “inquérito do fim do mundo” e no processo do chamado “golpe de 8 de janeiro”, enquanto a esquerda minimiza as mesmas alegações.

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A prática das rachadinhas também ilustra a mudança de postura. O deputado André Janones, que criticava o senador Flávio Bolsonaro pelo mesmo motivo, passou a ser alvo de suspeitas semelhantes, revelando adoção seletiva do discurso moralista.

Denúncias no exterior e soberania seletiva

A pauta da soberania nacional, tradicionalmente empunhada por grupos de direita, tornou-se bandeira de partidos socialistas e comunistas brasileiros quando o objetivo é contestar influência dos Estados Unidos. Entretanto, essas mesmas siglas enviaram representantes ao exterior para denunciar pretensas violações de direitos humanos no Brasil. Nomes como Jandira Feghali (PCdoB), Eliziane Gama (PSD) e Guilherme Boulos (Psol) recorreram a organismos internacionais contra decisões judiciais internas. Ao mesmo tempo, aliados do governo pedem sanções a parlamentares oposicionistas que seguem idêntica estratégia fora do país.

Recuando alguns anos, parlamentares do PT e do PDT apresentaram petições à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pedindo anulação de sentenças da Lava Jato. Em 2020, um manifesto internacional assinado por personalidades de 40 países foi entregue ao Supremo Tribunal Federal em defesa do ex-presidente Lula. Hoje, lideranças governistas criticam a ida de parlamentares bolsonaristas ao exterior sob acusação de “envergonhar” o Brasil, ainda que atos similares tenham ocorrido no passado recente.

O que os episódios revelam

A sucessão de viradas de discurso expõe um ponto comum: o posicionamento sobre temas como anistia, ajuste fiscal, tarifas de importação ou atuação do STF não se fixa em critérios técnicos. O fator decisivo é quem ganha ou perde poder em cada circunstância.

Para o eleitor, o resultado é confusão sobre princípios e valores invocados por lideranças políticas que, no fim, demonstram aderir à conveniência. Analistas observam que o fenômeno não se limita a um espectro ideológico; porém, episódios nacionais recentes colocam a esquerda brasileira em destaque em alianças pontuais com setores que antes criticava, sobretudo quando o objetivo é preservar interlocutores próximos ao governo.

A repetição do padrão reforça a dificuldade de manter coerência programática em um ambiente onde a disputa principal é pelo controle de instituições, verbas e narrativas. Ao mesmo tempo, mostra a importância de acompanhamento crítico e contínuo do histórico de cada proposta, independentemente do partido que a defenda.

Se você quer acompanhar outros desdobramentos da cena política, confira a seção dedicada em nosso site clicando aqui.

Em síntese, as mudanças de discurso registradas em temas sensíveis confirmam que a lógica de poder prevalece sobre a coerência ideológica. Continue acompanhando nossas atualizações e mantenha-se informado sobre quem realmente ganha ou perde com cada virada retórica.

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