São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba foram palco, neste domingo (24), de manifestações organizadas pela comunidade ucraniana para marcar o Dia da Independência da Ucrânia e reforçar a oposição à ofensiva militar comandada por Moscou desde 2022.
Atos simultâneos nas três cidades
Na capital paulista, centenas de pessoas caminharam pela Avenida Paulista empunhando uma bandeira gigante azul e amarela. Ramos de girassóis, símbolo agrícola do país, foram distribuídos enquanto o fluxo de pedestres do “Domingo na Paulista” acompanhava o cortejo.
Membros da embaixada e do consulado da Ucrânia discursaram em frente ao Masp. Eles agradeceram o apoio recebido no Brasil, pediram o fim imediato da guerra e elogiaram a firme posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressiona Moscou por negociações.
O cônsul honorário em São Paulo, Jorge Rybka, criticou empresas brasileiras que compram diesel e outros derivados de petróleo provenientes da Rússia. Segundo ele, a receita obtida com essas vendas “financia mais destruição em território ucraniano”.
No Rio de Janeiro, manifestantes se concentraram na Avenida Atlântica, em Copacabana. Vestidos nas cores da bandeira ucraniana, eles formaram um cordão humano à beira-mar. Já em Curitiba, o ponto de encontro foi o memorial ucraniano no Parque Tingui, onde houve oração ecumênica e execução do hino nacional do país do Leste Europeu.
Críticas ao alinhamento do governo brasileiro
Cartazes espalhados nos três protestos traziam a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertando a mão do líder russo Vladimir Putin, retratado com manchas vermelhas. Os organizadores acusam o atual governo de adotar linha diplomática complacente com o Kremlin e de “servir de porta-voz” a interesses contrários à hegemonia ocidental.
A mobilização reforçou o recado de que uma parte significativa da sociedade brasileira, especialmente descendentes de ucranianos, rejeita a política externa que relativiza a agressão russa. Estima-se que o Brasil abrigue cerca de 500 mil pessoas de origem ucraniana, resultado de um fluxo migratório iniciado há 134 anos.
Além dos protestos de rua, igrejas de rito bizantino em cidades paranaenses realizaram missas especiais. Os fiéis rezaram pelos soldados que defendem Kiev e pelas vítimas civis dos bombardeios.
Agenda em Brasília e contexto histórico
Nesta segunda-feira (25), a Câmara dos Deputados abrirá sessão solene às 9h para celebrar os 34 anos da Independência ucraniana, proclamada em 24 de agosto de 1991, quando o Parlamento local aprovou a separação da antiga União Soviética. Parlamentares da base e da oposição confirmaram presença, sinalizando que o tema atrai apoio suprapartidário.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Imagem: Luis Kawaguti
Os protestos ocorreram pouco mais de dois anos após o início da invasão russa de grande escala, em fevereiro de 2022. Apesar de sucessivas rodadas de sanções econômicas impostas pelo Ocidente, o Kremlin mantém tropas em território ucraniano e intensifica bombardeios contra infraestrutura crítica.
Entidades que representam a comunidade eslava no Brasil afirmam que a continuidade da guerra reforça a necessidade de visibilidade internacional. “Cada manifestação conta. Precisamos lembrar o mundo de que a Rússia segue atacando civis e recusa qualquer acordo sério”, declarou a advogada Olena Melnyk, nascida em Lviv e radicada em Curitiba há sete anos.
Empresas no centro do debate
A pauta econômica ganhou destaque nos discursos, principalmente em São Paulo. Organizações ucranianas divulgam lista com companhias que importam óleo diesel, fertilizantes e carvão da Rússia. A intenção é pressionar consumidores brasileiros a reconsiderar compras de produtos ligados a um país sob acusações de crimes de guerra.
Em resposta, representantes do setor de combustíveis alegam que o mercado brasileiro depende da importação para complementar a oferta interna e que eventuais restrições exigiriam planejamento prévio para evitar desabastecimento. O cônsul Rybka rebate, afirmando que há fornecedores em outras regiões capazes de suprir a demanda “sem financiar um regime agressor”.
Próximos passos
Grupos ucranianos prometem intensificar a agenda de eventos até o fim do ano, com foco em audiências públicas, exibições de filmes documentais e campanhas de arrecadação de fundos para ajuda humanitária. As iniciativas buscam engajar a opinião pública e reforçar a pressão sobre governos e empresas.
Para acompanhar mais atualizações sobre o cenário político nacional e internacional, o leitor pode acessar a seção de política do Geral de Notícias, onde novas reportagens são publicadas diariamente.
Em resumo, as manifestações deste domingo deram visibilidade às demandas da comunidade ucraniana no Brasil, reacenderam o debate sobre a postura do governo diante da guerra e colocaram o consumo de produtos russos no centro das discussões. Se você quer se manter informado e apoiar iniciativas em defesa da liberdade, continue acompanhando nossas publicações.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!