O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma ofensiva nacional para transformar o 7 de Setembro em palco de protestos contra o governo dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, reforçar a agenda interna do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A orientação partiu do novo presidente da sigla, Edinho Silva, que publicou resolução convocando diretórios, movimentos sociais e bancadas parlamentares a ocuparem ruas e redes sociais durante e após o feriado da Independência.
Foco nos EUA e na reeleição de Lula
Segundo o texto aprovado pela Executiva petista, a suposta “ofensiva norte-americana” inclui a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e eventuais sanções a autoridades nacionais, como a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O documento sustenta que o ex-presidente norte-americano Donald Trump pretenderia interferir nas eleições de 2026 por meio de “guerra híbrida, redes sociais e inteligência artificial” para impedir a reeleição de Lula.
Edinho Silva declarou que as tarifas adotadas por Washington seriam “autoritarismo político”, sem fundamento econômico. O dirigente colocou a questão como ameaça direta à soberania, justificando a convocação de atos em todos os estados: “Que o 7 de Setembro seja expressão de resistência e processo de conscientização”, disse, após evento partidário em 23 de agosto.
Mobilização permanente e pautas econômicas
O plano intitulado “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro” propõe manter manifestações regulares até 2026. Entre as bandeiras listadas estão:
• Fim da escala 6×1
• Taxação dos chamados super ricos
• Isenção de Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil
• Rejeição à anistia de réus por atos de 8 de Janeiro
Além de militantes, a resolução determina que deputados, senadores, prefeitos, vereadores e secretários ligados ao PT integrem a linha de frente dos protestos. O partido também acionou as frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e centrais sindicais.


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Disputa retórica com a direita
A nota interna afirma que “o Brasil não pode voltar a ser governado por bolsonaristas e defensores de um projeto conservador”. Para os petistas, derrotar a direita seria condição para “justiça social e desenvolvimento sustentável”. O texto adiciona que Trump contaria com “aliados da direita brasileira” em esforço conjunto para derrubar o projeto de poder do PT.
Nesse contexto, a sigla planeja utilizar o Dia da Independência — data histórica de valorização cívica — como vitrine para denunciar o que chama de intervenção estrangeira. A expectativa é que atos ocorram em capitais e cidades estratégicas, com cartazes, pronunciamentos e campanha digital coordenada.
Organização interna sob nova liderança
Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, foi eleito presidente do PT em julho com apoio direto de Lula. Nas primeiras semanas à frente da legenda, anunciou postura de diálogo com partidos de centro, mas priorizou a defesa da agenda econômica do Planalto após a imposição das tarifas dos EUA. A convocação de 7 de Setembro é a primeira grande iniciativa da sua gestão, indicando linha de enfrentamento externo e mobilização popular contínua.

Imagem: Leo Oliveira
Reações esperadas no cenário político
Embora o partido trate as taxas norte-americanas como punição “injusta”, analistas de mercado apontam critérios comerciais no reajuste. Já setores conservadores veem a mobilização do feriado como tentativa de reviver palanque e conter queda de popularidade do governo diante de inflação persistente e desaceleração do emprego formal.
Parlamentares da oposição preveem contraprotestos simbólicos em defesa da abertura econômica e contestam a narrativa de interferência estrangeira. Até o momento, não há confirmação de participação de representantes dos Estados Unidos em diálogo com o Planalto sobre as tarifas.
Próximos passos
a) Definição dos locais dos atos: diretórios estaduais têm até o final de agosto para apresentar roteiros.
b) Mobilização digital: hashtags e vídeos deverão ser lançados cinco dias antes do feriado.
c) Interlocução no Congresso: liderança do governo trabalha para pautar projetos de taxação de grandes fortunas ainda no segundo semestre.
O partido repete que os atos terão caráter “permanente” após 7 de Setembro, com ciclos mensais de mobilização até o pleito de 2026. Segundo Edinho Silva, a estratégia busca “pressão popular contínua” para que o Legislativo avance na agenda tributária defendida pelo Planalto.
Mais detalhes sobre o cenário político nacional podem ser acompanhados na seção de Política do portal.
Em resumo, o PT pretende utilizar o Dia da Independência como vitrine contra a política comercial dos EUA e trampolim para consolidar apoio à agenda de Lula até 2026. Fique informado sobre os desdobramentos e acompanhe nossas atualizações diárias.

