Brasília, 31 mar. O Partido dos Trabalhadores divulgou nota em que condena a movimentação militar dos Estados Unidos próxima à Venezuela. O texto, assinado pelo secretário nacional de Relações Internacionais da sigla, senador Humberto Costa (PT-PE), rejeita quaisquer “ameaças” do governo Donald Trump e reafirma a defesa da soberania dos países sul-americanos.
PT rechaça intervenção externa
De acordo com a nota, o PT “não aceita ameaças, nem atos violentos contra a Venezuela”. O partido sustenta que a América do Sul deve permanecer como “exemplo de convivência pacífica e cooperação”, pautada no diálogo e nos preceitos da Carta das Nações Unidas. Humberto Costa acrescenta que “não precisamos de intervenções autoritárias, alheias ao continente, para superar nossos desafios”.
O senador também argumenta que as soluções para crises regionais devem ocorrer por vias diplomáticas. “Neste momento, é imperativo que prevaleça a serenidade”, escreveu. Para ele, ações unilaterais violam a tradição de entendimento entre os países sul-americanos.
Deslocamento naval dos EUA
Enquanto o PT critica a postura de Washington, o governo Trump sustenta que a operação naval pretende enfraquecer cartéis de drogas atuantes no hemisfério. No sábado, um navio de defesa aérea, apto a lançar mísseis de longo alcance, atravessou o Canal do Panamá vindo do Pacífico e juntou-se a outras sete embarcações já destacadas para a região. No total, cerca de 4.500 marinheiros e fuzileiros navais compõem a força destacada.
O envio inclui também um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear. Segundo o assessor presidencial Stephen Miller, o objetivo é “desmantelar cartéis e facções terroristas estrangeiras”. Desde o início do mandato, Trump coloca o combate ao narcotráfico entre as prioridades nacionais.
Maduro na mira de Washington
A Casa Branca classifica o regime de Nicolás Maduro como um “cartel narcoterrorista”. O Departamento de Estado oferece recompensa de US$ 50 milhões pela captura do líder venezuelano. Em resposta, Caracas intensificou o patrulhamento na fronteira com a Colômbia, alegando também combater o tráfico de drogas.


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Internamente, Maduro tenta capitalizar o episódio. O líder chavista visitou bases militares, mobilizou as Forças Armadas e convocou civis para integrar milícias leais ao governo. A estratégia busca reforçar a narrativa de resistência a uma pretensa intervenção estrangeira.
Divergência regional
Enquanto governos de linha conservadora na América do Sul veem o cerco norte-americano como forma de pressão legítima contra um regime acusado de violações de direitos humanos, o PT sustenta que a escalada militar ameaça a estabilidade do continente. Para a sigla brasileira, cabe aos próprios países encontrar soluções pacíficas por meio dos mecanismos multilaterais existentes.

Imagem: Internet
Até o momento, não há sinal de recuo por parte de Washington. A operação marítima prossegue nos mares do Caribe, reforçando a política de pressão máxima sobre Caracas. Paralelamente, organizações internacionais acompanham a situação, alertando para possíveis impactos humanitários caso a tensão se intensifique.
Para mais análises sobre a posição do Brasil diante de crises regionais, confira também nossa cobertura em Política.
Resumo: O PT, por meio do senador Humberto Costa, rejeita a mobilização militar dos EUA perto da Venezuela e defende a via diplomática. Já a administração Trump mantém navios e tropas alegando combate a cartéis, enquanto considera Nicolás Maduro um líder narcoterrorista. A divergência expõe visões contrastantes sobre segurança e soberania na América do Sul.
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