Brasília, 18 mai. 2024 — Recém-eleito presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva anunciou que a sigla organizará manifestações em todo o país no próximo 7 de Setembro. O objetivo, segundo ele, é defender a “soberania nacional” diante do aumento de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e, ao mesmo tempo, criar um ambiente favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
Mobilização em todas as capitais
De acordo com Edinho, cada diretório estadual terá liberdade para articular o próprio ato, mas a orientação da executiva nacional é unificar o discurso. A pauta principal será a crítica ao “tarifaço” implementado pelo governo de Donald Trump, ainda refletido em barreiras comerciais mantidas por Washington. Para o dirigente, a conscientização popular sobre essas restrições serve de ferramenta eleitoral e ajuda o PT a apresentar Lula como defensor da indústria nacional.
O novo presidente petista divulgou uma resolução interna que respalda as iniciativas do governo federal na disputa comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, a legenda quer criar uma “frente ampla” de apoios até o pleito de 2026, reforçando a base congressual e ampliando a atual federação formada por PT, PCdoB e PV.
União Brasil e PP na mira do Planalto
Edinho deixou claro que a prioridade estratégica passa por manter União Brasil e Progressistas — partidos da recente federação União-PP — alinhados ao Palácio do Planalto. Juntas, as duas siglas comandam quatro ministérios, mas enfrentam pressões internas de parlamentares que se declaram oposição a Lula.
“Vamos seguir dialogando com essas lideranças, disputar o apoio até o fim e trazê-las para os nossos palanques”, declarou o dirigente. Ele afirmou que a contradição parte dos próprios aliados, pois indicaram quadros para o governo federal enquanto mantêm críticas públicas à gestão. Na avaliação do petista, a escolha definitiva caberá às cúpulas de União e PP: permanecer na base e compartilhar o capital político do Executivo ou migrar para a oposição.
O esforço para segurar o bloco de centro-direita responde a uma conta eleitoral simples. Juntas, as duas legendas somam mais de 100 deputados federais, além de governadores e prefeitos em regiões estratégicas. A manutenção desse apoio facilitaria a votação de projetos no Congresso e, sobretudo, garantiria tempo de rádio e televisão para Lula no período de campanha.


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Haddad cotado em São Paulo
Além da ofensiva sobre União e PP, Edinho defendeu a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista em 2026. O dirigente argumenta que o PT precisa de um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país para reforçar a tentativa de reeleição de Lula. Segundo ele, “as principais lideranças terão que cumprir papel eleitoral” daqui a dois anos.
Haddad carrega vitórias e derrotas em São Paulo: governou a capital entre 2013 e 2016, foi terceiro colocado para o governo estadual em 2022 e hoje chefia a equipe econômica. Dentro do partido, há quem veja risco de abandonar a pasta da Fazenda antes da consolidação do arcabouço fiscal e da reforma tributária, mas Edinho sustenta que “o desafio político terá prioridade”.

Imagem: Internet
Impacto do 7 de Setembro na agenda econômica
A aposta petista na mobilização de rua ocorre num contexto de desaceleração do crescimento e de pressão inflacionária. Ao concentrar a narrativa no “tarifaço” de Trump, dirigentes tentam transferir para fatores externos parte da insatisfação popular com a economia doméstica. A estratégia também faz contraponto às manifestações da direita que, nos últimos anos, ocuparam a mesma data patriótica para criticar Brasília.
No campo legislativo, o PT pretende usar a presença de União Brasil e PP no governo para avançar projetos caros ao Planalto, como a taxação de fundos offshore e a reforma do Imposto de Renda. Caso o diálogo não prospere, a sigla admite negociar cargos e liberar emendas para sustentar votações cruciais.
Próximos passos
A executiva nacional do PT deve encaminhar, até o fim de junho, um calendário detalhado dos atos de 7 de Setembro, com orientação sobre material gráfico, discursos unificados e metas de mobilização. A expectativa interna é atingir público expressivo nas capitais do Nordeste, região onde Lula concentra seu maior índice de aprovação, e reforçar presença no Sudeste, área considerada vulnerável.
Enquanto isso, negociações avançam nos bastidores para que parlamentares de União e PP renovem apoio formal ao Planalto em troca da manutenção das pastas de Comunicações, Turismo, Esporte e Integração. A cúpula petista avalia que o espaço ministerial continuará a ser moeda decisiva até as convenções partidárias de 2026.
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Com a agenda de 7 de Setembro definida e as conversas com União Brasil e PP em andamento, o PT busca garantir palanques aliados e ampliar sua influência na reta rumo a 2026. Continue acompanhando nossas publicações e fique informado sobre os próximos movimentos do xadrez eleitoral.


