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PT reage e usa Che Guevara para tentar desqualificar Bolsonaro

Política

O Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a mirar no ex-presidente Jair Bolsonaro após uma declaração do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Em entrevista à GloboNews na terça-feira (26), Valdemar mencionou o “carisma” de Che Guevara para ilustrar, segundo ele, a fidelidade do eleitorado bolsonarista. A fala motivou uma reação imediata do PT, que publicou nas redes sociais um diálogo fictício entre um simpatizante do guerrilheiro argentino e um apoiador de Bolsonaro.

Publicação petista contrasta ditadura cubana e governo brasileiro

No post divulgado na quarta-feira (27) no Instagram oficial do partido, dois personagens resumem o embate: “O meu lutou contra ditaduras”, diz o primeiro, referindo-se a Che Guevara. “O meu sente saudades dela”, retruca o segundo, representando o eleitor de Bolsonaro. A montagem traz ainda camisetas com o rosto do ex-presidente, em alusão à comparação feita por Valdemar.

Na legenda, o PT reforça o contraponto. “De um lado, a luta pela liberdade, pela igualdade, pelo povo. Do outro, a nostalgia pelo autoritarismo, pela tortura”, escreveu a sigla, vinculando o ex-chefe do Executivo a práticas ditatoriais. A publicação termina com o veredito: “Não tem como comparar”.

Declaração de Valdemar busca ilustrar fidelidade do eleitor e gera polêmica

Durante participação no evento Esfera Brasil 2025, Costa Neto foi questionado sobre o peso de processos judiciais enfrentados por Bolsonaro. Ele respondeu que, mesmo com ações na Justiça, o ex-presidente mantém forte influência eleitoral. “É inacreditável a força de transferência de voto do Bolsonaro. O eleitor dele é fiel. Essas coisas estão fazendo com que ele vire um Che Guevara”, afirmou.

Para fundamentar o raciocínio, Valdemar destacou o impacto simbólico de Che Guevara na cultura pop. “O Che Guevara tinha um carisma como o do Bolsonaro. E ele é lembrado até hoje. Daqui a 30, 40 anos, do jeito que estão fazendo com Bolsonaro, você vai ter gente com a camiseta do Bolsonaro”, argumentou.

A fala repercutiu rapidamente, provocando reações tanto de apoiadores quanto de críticos do ex-presidente. Entre militantes de esquerda, a comparação foi vista como tentativa de equiparar um ícone da revolução comunista a um líder conservador. Já entre bolsonaristas, predominou a leitura de que a perseguição judicial pode fortalecer a imagem de Bolsonaro, transformando-o em mártir.

Retratação nas redes e confusão sobre nacionalidade

Horas depois, Valdemar publicou nota no X (antigo Twitter) para ajustar o discurso. “Que fique claro: nunca comparei Bolsonaro com Che Guevara, até porque o cubano era de esquerda e deixei isso claro. O que eu comparei foi o processo de mitificação”, escreveu. O dirigente, contudo, incorreu em erro ao atribuir nacionalidade cubana a Guevara, que nasceu na Argentina e se integrou à Revolução liderada por Fidel Castro em 1959.

Valdemar reforçou que, para a direita, Bolsonaro continua sendo “líder legítimo” e que qualquer tentativa de afastá-lo da arena política tende a ampliar seu capital simbólico. Apesar da correção, o tema permaneceu entre os mais comentados nas redes, alimentando novo capítulo da polarização política no país.

Bolsonaro e a construção de um símbolo para a direita

Desde que deixou o Planalto, Bolsonaro enfrenta múltiplos inquéritos, mas conserva um núcleo duro de apoiadores. Em 2022, obteve 58,2 milhões de votos e, segundo pesquisas recentes, ainda domina a base do eleitorado conservador. Analistas apontam que a narrativa de perseguição, reforçada por decisões do Judiciário, contribui para solidificar sua imagem enquanto referência para a oposição ao governo petista.

O episódio atual confirma essa dinâmica. Ao investir contra Bolsonaro, o PT colabora involuntariamente para mantê-lo no centro do debate nacional. O próprio Valdemar, que controla a maior bancada da Câmara, avalia que qualquer tentativa de silenciar o ex-presidente gera efeito oposto: “Estão transformando Bolsonaro em um mito ainda maior do que já é”, disse.

Che Guevara: legado controverso recorrentemente invocado

Figura central da Revolução Cubana, Ernesto “Che” Guevara foi executado na Bolívia em 1967, tornando-se um ícone global da esquerda. Entretanto, seu legado divide opiniões, sobretudo entre conservadores, que o responsabilizam por fuzilamentos e pelo apoio a regimes autoritários. A utilização da imagem do guerrilheiro pelo PT ressalta a identificação da sigla com símbolos socialistas, contrastando com a agenda liberal-conservadora defendida por Bolsonaro.

Mesmo sem relação ideológica, a comparação sugerida por Valdemar destaca um ponto comum: a construção de mitos políticos que resistem ao tempo. Enquanto Che Guevara estampa camisetas há décadas, Bolsonaro já aparece em produtos similares, sobretudo em manifestações populares e eventos de motociclistas organizados desde 2021.

A troca de farpas entre PT e PL demonstra que o embate eleitoral de 2026 já se desenha. O PT usa símbolos históricos da esquerda para atacar Bolsonaro, e o PL trabalha para projetar o ex-presidente como mártir de uma suposta perseguição institucional. Em ambos os casos, consolidar narrativas é estratégico para manter militância mobilizada nos próximos anos.

Para acompanhar outras movimentações no cenário político, acesse a seção dedicada do nosso site em Política.

Em resumo, a reação do PT ao comentário de Valdemar Costa Neto expõe novamente a disputa pela construção de símbolos nacionais. Enquanto a esquerda resgata a figura de Che Guevara, a direita reforça Bolsonaro como líder popular. Continue informado e compartilhe este conteúdo com quem acompanha os bastidores de Brasília.

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