Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2025 — A megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar realizada na última terça-feira (28) contra o Comando Vermelho continua repercutindo no cenário político nacional. Ao todo, a ação resultou em 113 prisões e 121 óbitos de suspeitos, além da apreensão de armamento pesado e drones equipados com granadas. O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, manifestou apoio público à incursão, contrariando parte da bancada de esquerda que questiona o uso da força letal pelas forças de segurança.
Ponto de tensão: segurança pública divide petistas
A operação teve início às 4h da manhã em comunidades da zona norte e da Baixada Fluminense. Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, os agentes foram recebidos com disparos de fuzil em vários pontos, o que desencadeou intensos confrontos. Ainda conforme o órgão, entre os mortos havia integrantes fortemente armados do tráfico, alguns portando fuzis 7,62, submetralhadoras e granadas.
Diante do saldo letal, parlamentares de esquerda, como a deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB-RJ), defenderam métodos de enfrentamento “sem tiros” e questionaram por que operações semelhantes não ocorrem em regiões de alto padrão, como Leblon ou Faria Lima. Em sentido oposto, Quaquá gravou vídeo nas redes sociais afirmando que “não se enfrenta fuzil com beijinhos” e classificou a reação policial como legítima diante do ataque criminoso.
“Alguns inocentes morreram, lamento profundamente, mas a grande maioria portava fuzil e oprimia famílias”, declarou o dirigente petista. Ele acrescentou que as mortes ocorreram “numa guerra” iniciada pelos traficantes. A postura do vice-presidente expôs divergências internas no PT sobre políticas de segurança, tema que historicamente opõe alas garantistas a correntes favoráveis a ações mais firmes contra o crime organizado.
Números da operação e respaldo popular
Dados oficiais indicam 350 policiais mobilizados, apoio de helicópteros e veículos blindados. Além das 113 prisões, foram apreendidos 45 fuzis, 12 pistolas, seis metralhadoras, 30 granadas e cerca de 200 quilos de drogas. A Polícia Civil informou que parte dos mandados de prisão visava foragidos ligados a ataques recentes contra torres de transmissão elétrica no estado.
Pela primeira vez, a corporação registrou a utilização de drones que lançavam artefatos explosivos contra as equipes terrestres. O secretário de Segurança, delegado Anderson Lima, classificou o recurso como “evolução bélica do tráfico” e defendeu a resposta “proporcional e imediata” das forças públicas.


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Pesquisas telefônicas realizadas após a operação apontam alto índice de aprovação popular. Levantamento do Instituto Opinião, com 1.200 entrevistas entre 29 e 30 de outubro, mostra que 68% dos moradores da capital consideram a ação “necessária”, enquanto 24% a julgam “excessiva”. A adesão é maior entre os que residem em bairros atingidos pela violência, onde 73% apoiam a estratégia policial.
Reações no Congresso e próximos passos
No Congresso Nacional, parlamentares conservadores elogiaram o resultado e cobraram reforço do governo federal no combate a facções. Já líderes de partidos de esquerda protocolaram pedidos de informação sobre regras de engajamento e responsabilização por eventuais mortes de civis.

Imagem: Antônio Lacerda
O ministro da Justiça, em nota, informou que a pasta acompanha as apurações da Corregedoria da Polícia Civil e que não há indícios, até o momento, de execução sumária. O governador do Rio, por sua vez, prometeu novas operações “com base em inteligência” e reiterou que o estado não recuará diante do armamento pesado dos criminosos.
A discussão deve avançar nas próximas semanas, quando a Câmara dos Deputados retomará o debate sobre o chamado “excludente de ilicitude” para agentes de segurança em operações de alto risco. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança divulgou que dos 113 presos, 87 já tiveram a prisão preventiva convertida pela Justiça.
O contraste entre a aprovação popular e a crítica de setores da esquerda evidencia a dificuldade de se estabelecer consenso sobre a forma de enfrentar o crime organizado. Para observadores, o apoio explícito de Quaquá sinaliza possível reaproximação de partes do PT com a demanda majoritária por ações duras contra facções armadas.
Para mais análises sobre o cenário político e de segurança pública, confira também outras matérias na seção de Política do nosso portal.
Em resumo, a megaoperação no Rio reforçou a pressão por medidas firmes de combate ao tráfico e expôs fissuras em partidos tradicionalmente alinhados. A continuidade das investigações, a resposta do Judiciário e o debate legislativo definirão os próximos rumos na luta contra o crime organizado. Acompanhe nossas atualizações e fique informado.
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