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Relatório expõe rede do TSE que monitorou 100 mil grupos durante eleição

Política

Brasília, 11 de outubro de 2025. Um novo relatório do jornalista investigativo David Ágape, coautor da série Vaza Toga 2, revela que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coordenou uma estrutura de vigilância digital que se infiltrou em mais de 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram nas eleições de 2022. De acordo com o documento, a operação ocorreu por meio da empresa Palver, contratada pelo tribunal sob a justificativa de combater a desinformação.

Como funcionava o monitoramento

Segundo Ágape, a Palver coletava mensagens, dados de usuários e padrões de comportamento político sem mandado judicial. Essas informações eram repassadas a um núcleo interno de inteligência instalado no TSE, descrito no relatório como “gabinete de perseguição política”. O jornalista afirma que o tribunal, presidido à época pelo ministro Alexandre de Moraes, ultrapassou suas competências constitucionais ao investigar cidadãos diretamente, tarefa que cabe à polícia e ao Ministério Público.

Documentos obtidos pela equipe de Ágape indicam que relatórios diários alimentavam decisões e inquéritos. Qualquer discussão política considerada fora da narrativa oficial podia ser catalogada como possível foco de desinformação. O levantamento sustenta que não houve transparência nem autorização judicial para esse acesso em massa a conversas privadas.

Conexões com ONGs e entidades estrangeiras

O trabalho de Vaza Toga 2 aponta que, além da Palver, participaram da engrenagem organizações não governamentais, agências de checagem e fundações estrangeiras. Empresas vinculadas a projetos de vigilância digital em outros países teriam oferecido tecnologias de rastreamento e análise de comportamento originalmente desenvolvidas para fins militares. Ágape classifica o Brasil como “laboratório de monitoramento social”, onde ferramentas de inteligência estariam sendo adaptadas a fins políticos.

A investigação menciona ainda a circulação de dados sensíveis entre o TSE e entidades externas, o que colocaria em risco a privacidade de milhares de eleitores. O relatório sugere que a fusão entre Estado e setor privado criou uma engrenagem de controle político capaz de censurar preventivamente conteúdos considerados inconvenientes.

Método da investigação

Ágape explica que o relatório foi produzido a partir de uma meta-análise científica que cruzou documentos públicos, relatórios empresariais, decisões judiciais e registros oficiais. O material reunido reconstrói, passo a passo, como a rede de vigilância foi concebida e quem se beneficiou politicamente de seu funcionamento.

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Para o jornalista, a extensão do monitoramento demonstra um projeto de poder que coloca em xeque as garantias do Estado de Direito. Ele observa que, quando um tribunal adota práticas de espionagem contra cidadãos, a própria democracia passa a ser tutelada por quem deveria protegê-la.

Próximas etapas da Vaza Toga 2

A equipe de investigação seguirá examinando contratos e vínculos internacionais da Palver e de outras empresas envolvidas. O objetivo é mapear todo o fluxo de informações entre o TSE e organizações externas. Ágape afirma que o que veio a público representa apenas a “superfície” do esquema e que novos dados devem ser divulgados em breve.

Parlamentares da oposição comentam, nos bastidores, a possibilidade de abrir comissão de inquérito para apurar eventuais ilegalidades. Até o momento, porém, não houve manifestação oficial do Tribunal Superior Eleitoral sobre o conteúdo do relatório.

Para quem deseja acompanhar desdobramentos sobre este e outros temas na esfera institucional, vale conferir a página de Política do Geral de Notícias, que traz cobertura contínua das discussões em Brasília.

Em resumo, o documento divulgado por David Ágape aponta para a existência de uma ampla rede de vigilância digital que operou sem base legal clara, envolvendo agentes públicos e privados. O caso reforça o debate sobre limites da atuação dos tribunais e a necessidade de preservar a liberdade de expressão no ambiente online. Acompanhe nossas próximas publicações e compartilhe esta matéria para que mais pessoas fiquem informadas.

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