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Rui Costa condena bandeira dos EUA em ato de 7 de Setembro e mira aliados de Bolsonaro

Política

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que as manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no feriado de 7 de Setembro evidenciam “quem está de fato ao lado do Brasil”. A crítica refere-se ao uso de uma bandeira gigante dos Estados Unidos na avenida Paulista, em São Paulo, durante o ato organizado por grupos bolsonaristas.

Ministro questiona exibição da bandeira norte-americana

Em entrevista à rádio Jacobina FM, da Bahia, Rui Costa disse nunca ter visto, “na história da humanidade”, políticos hastearem a bandeira de outro país no dia em que se comemora a independência nacional. Para o ministro, o gesto contraria o simbolismo da data e, segundo suas palavras, associa-se a “interesses que não correspondem à maioria do povo brasileiro”.

O integrante do governo Lula (PT) reforçou que a celebração oficial deste ano teve como eixos os temas “Brasil dos Brasileiros”, “Brasil do Futuro” e a COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro de 2025 em Belém. Durante o desfile militar, distribuíram-se bonés com a inscrição “Brasil Soberano”, acompanhados de música gravada pela ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Enquanto o Palácio do Planalto conduzia a cerimônia na Esplanada dos Ministérios, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os manifestantes ligados a Bolsonaro ocupavam trechos centrais de São Paulo. A exibição da bandeira norte-americana chamou atenção nas redes sociais e foi citada por Rui Costa como exemplo de “confusão simbólica” em pleno Dia da Independência.

Contexto político e ausência do STF

O evento oficial em Brasília transcorreu sob forte aparato de segurança e sem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no palanque principal. A ausência reforçou o clima de distanciamento entre Executivo e Judiciário após sucessivos atritos envolvendo investigações sobre os atos de 8 de Janeiro.

Na avaliação de Rui Costa, a data serviu para “reafirmar a soberania nacional, a independência e a autodeterminação dos povos”. O ministro declarou que ficou “claro o lado de quem cada um de nós está: quem sempre esteve ao lado do povo brasileiro e quem utiliza símbolos nacionais para defender interesses particulares”.

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Além das críticas ao ato na Paulista, o ministro mencionou a política comercial dos Estados Unidos. Em julho, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e condicionou eventuais tratativas ao desfecho do julgamento que apura suspeita de golpe de Estado contra Jair Bolsonaro. O governo brasileiro e o STF rejeitaram qualquer vínculo entre tarifas e processos judiciais.

“Grito dos Excluídos” e mobilização paralela

Tradicionalmente realizado pela esquerda, o “Grito dos Excluídos” ocorreu em várias capitais no mesmo dia. Os organizadores defenderam pautas sociais e ambientais, posicionando-se como contraponto aos atos de direita e, em especial, às manifestações bolsonaristas.

Em Salvador, Recife e Porto Alegre, o movimento reuniu sindicatos, centrais populares e coletivos estudantis. Embora menor que a mobilização bolsonarista na Paulista, o ato manteve a disputa simbólica pelo espaço público no feriado cívico.

Rui Costa condena bandeira dos EUA em ato de 7 de Setembro e mira aliados de Bolsonaro - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Flávio Bolsonaro critica STF e defende anistia

A tensão institucional ganhou novo capítulo com declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Questionado sobre o andamento de processos no STF, o parlamentar afirmou que a Corte “entregará a cabeça de Moraes na bandeja”, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por inquéritos relacionados ao 8 de Janeiro. Ele também defendeu um projeto de anistia penal, civil, administrativa e eleitoral para todos os investigados pelo suposto golpe.

Segundo o senador, a oposição pretende mobilizar o Congresso para aprovar o texto ainda neste semestre. A proposta, porém, enfrenta resistência de parlamentares governistas e de setores do Judiciário, que consideram a anistia um retrocesso no combate a atos antidemocráticos.

Cenário pós-7 de Setembro

Com a polarização evidenciada pelo contraste entre o desfile oficial, os atos bolsonaristas e o “Grito dos Excluídos”, o feriado de 7 de Setembro reforçou a disputa pelos símbolos nacionais. De um lado, o governo Lula aposta em mensagens de soberania e desenvolvimento sustentável. Do outro, apoiadores de Jair Bolsonaro mantêm críticas à gestão petista e demonstram afinidade com bandeiras estrangeiras, contrariando a prática usual em datas cívicas.

Para Rui Costa, os fatos do dia deixam clara “a diferença entre quem defende o Brasil e quem se alinha a interesses externos”. Já os oposicionistas veem nas manifestações um gesto legítimo de liberdade de expressão e acusam o governo de instrumentalizar o 7 de Setembro para fins político-partidários.

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Em resumo, o governo federal utilizou o 7 de Setembro para reforçar a ideia de soberania nacional, enquanto a oposição bolsonarista respondeu com um ato marcado pela presença da bandeira dos EUA e críticas à condução do país. Siga acompanhando nossos conteúdos e esteja sempre informado sobre os desdobramentos da política brasileira.

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