Quatro senadores próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram nesta terça-feira (18) uma vistoria no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A visita técnica concentrou-se na estrutura de saúde e nas condições das alas destinadas a presos idosos, diante da possibilidade de Bolsonaro vir a cumprir pena no local.
Parlamentares apontam restrições e “perseguição política”
Integraram a comitiva Damares Alves (Republicanos-DF), Izalci Lucas (PL-DF), Márcio Bittar (PL-AC) e Eduardo Girão (Novo-CE). Durante a inspeção, os senadores relataram ter encontrado “cenas tristes” em setores destinados a detentos mais velhos. Segundo Girão, “há deficiências evidentes no atendimento médico, o que agrava o risco para qualquer preso com problemas de saúde”.
O grupo reclamou da negativa de acesso às celas que, em tese, receberiam o ex-presidente. Para Damares, a restrição “reforça a impressão de perseguição política”, uma vez que outras visitas técnicas costumam ter livre circulação nos pavilhões. Os parlamentares anunciaram que elaborarão um relatório detalhado para encaminhar ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
Mendonça critica ativismo judicial e cobra segurança jurídica
No mesmo dia, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça alertou para o que definiu como “estado de insegurança jurídica” no país. Em evento público, ele afirmou que “o simples fato de discutirmos segurança jurídica já demonstra o problema”. Mendonça apontou “excessos de ativismo” no Judiciário, citando o julgamento do Marco Civil da Internet, que teria imposto restrições inéditas às plataformas digitais.
O ministro também comentou investigações de corrupção em curso no tribunal. Segundo ele, “não há prazer em decretar prisões, mas há o compromisso de apurar ilícitos sem perseguição”. Mendonça relatou ainda experiência pessoal no Rio de Janeiro, onde traficantes teriam tentado condicionar ações sociais à autorização do crime organizado.
Condenação de médica venezuelana expõe repressão política
Na Venezuela, a médica Marggie Orozco, de 65 anos, recebeu sentença de 30 anos de cadeia por enviar áudio no WhatsApp criticando o regime de Nicolás Maduro e conclamando eleitores para a eleição presidencial de 28 de julho de 2024. O tribunal a acusou de traição, incitação ao ódio e conspiração. Organizações de direitos humanos denunciaram violações à liberdade de expressão e lembraram que Orozco já sofreu um infarto na prisão, além de depressão crônica.


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Entidades independentes estimam que centenas de opositores seguem detidos no país. A condenação reforça alertas sobre o avanço autoritário do chavismo, que restringe manifestações contrárias ao governo.
Tensão entre EUA e Venezuela mantém opção militar no radar
As pressões internacionais cresceram depois que o presidente norte-americano Donald Trump admitiu não descartar o envio de tropas para a Venezuela. Trump declarou estar “aberto a todas as opções” diante da crise humanitária e política. Ainda assim, sinalizou disposição de dialogar diretamente com Maduro.

Imagem: Joyce Brito
O líder venezuelano respondeu que aceita conversar, desde que haja respeito à soberania. Ao mesmo tempo, advertiu que eventual intervenção militar poderia significar “o fim político” do presidente norte-americano.
Os episódios somam-se a um cenário regional marcado por prisões motivadas por divergências ideológicas, debates sobre ativismo judicial e preocupação com garantias de direitos fundamentais.
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Em síntese, senadores aliados a Bolsonaro denunciam barreiras em vistoria na Papuda, enquanto no STF se debate segurança jurídica e, fora do país, casos como o da médica venezuelana evidenciam a escalada de repressão. Mantenha-se informado: siga o Geral de Notícias e receba alertas das principais atualizações.
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