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STF aceita denúncia e coloca Eduardo Bolsonaro no banco dos réus

Política

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (14), para abrir ação penal contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar passa a ser réu por suposta coação no curso do processo que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, três dos quatro ministros aptos a votar acompanharam o relator, Alexandre de Moraes; a sessão virtual termina em 25 de novembro.

Votação e fundamentos do relator

No plenário virtual, Moraes defendeu o recebimento da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para o magistrado, há “prova da materialidade” e “indícios razoáveis de autoria” que justificam o prosseguimento da ação. Segundo o voto, Eduardo Bolsonaro teria articulado sanções junto ao governo dos Estados Unidos, configurando ameaça destinada a interferir no andamento do processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin seguiram a tese de Moraes, consolidando placar de 3 a 0. Falta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia. Desde a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, a Primeira Turma atua com quatro integrantes, situação que reduz a necessidade de votos para formação de maioria.

Acusações contra o deputado

O inquérito atribui ao parlamentar a tentativa de convencer autoridades norte-americanas a impor:

  • tarifas de exportação contra o Brasil;
  • suspensão de vistos a agentes públicos;
  • aplicação dos dispositivos da Lei Magnitsky a membros do Judiciário brasileiro, incluindo Moraes.

De acordo com a Polícia Federal, as medidas objetivariam criar pressão externa para, eventualmente, afastar punições ao ex-chefe do Executivo e buscar “anistia ampla, geral e irrestrita” a investigados pelos atos de 2022. A corporação sustenta que a movimentação de Eduardo ganhou ritmo à medida que o inquérito sobre a suposta trama golpista avançava.

Argumentos da defesa

Designada por Moraes diante da alegada dificuldade de notificação, a Defensoria Pública da União (DPU) afirmou que as manifestações do deputado configuram “exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar”. Nas redes sociais, o próprio Eduardo rechaçou ter solicitado sanções contra o país ou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro relator. O parlamentar, licenciado do cargo, permanece nos Estados Unidos e alega perseguição que ameaçaria sua segurança ao regressar.

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Próximos passos no Supremo

Com a maioria formada, o Supremo abrirá a fase de instrução. O Ministério Público poderá apresentar novas provas; a defesa terá possibilidade de arrolar testemunhas e contestar o conteúdo do inquérito. Caso a Turma confirme a denúncia até o encerramento da sessão virtual, Eduardo Bolsonaro responderá pelo crime previsto no artigo 344 do Código Penal, que pune quem usa violência ou grave ameaça para influenciar processo judicial.

Não há prazo definido para a conclusão da ação penal. A duração dependerá de diligências, oitivas e eventuais recursos, tanto da defesa quanto da acusação. Se condenado, o deputado poderá receber pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa. Como a ação diz respeito a fatos ocorridos durante o exercício do mandato, eventual condenação definitiva pode levar à perda do cargo, mediante deliberação da Câmara dos Deputados.

Contexto político

A movimentação judicial ocorre em meio a disputas institucionais que marcam o cenário pós-governo Bolsonaro. Setores do Legislativo e do Judiciário debatem limites da atuação parlamentar em política externa, enquanto aliados do ex-presidente denunciam supostas violações de prerrogativas. Por outro lado, a PGR sustenta que a busca de sanções estrangeiras contra autoridades nacionais extrapola a imunidade garantida pela Constituição.

Para acompanhar a evolução deste e de outros processos envolvendo figuras centrais da política nacional, visite nossa editoria de Política, atualizada diariamente com novos desdobramentos.

Em síntese, o STF avança sobre a conduta do deputado Eduardo Bolsonaro, que agora enfrenta ação penal por coação processual. O caso seguirá sob análise da Primeira Turma, com o país atento às implicações para a relação entre Poderes. Continue acompanhando nossos canais e receba atualizações em tempo real.

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