O Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta terça-feira (2), a análise da Ação Penal 2668 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete investigados pela suposta tentativa de golpe. O primeiro dia de julgamento foi marcado por aparato de segurança ampliado, grande cobertura jornalística e presença de deputados alinhados à esquerda.
Esquema de segurança rigoroso
Cerca de 50 agentes da Polícia Judicial, equipados com armamento pesado, cães farejadores e drones, ocuparam a área em frente ao anexo que abriga o plenário da Primeira Turma. A Polícia Militar e a Polícia Civil do Distrito Federal apoiaram a varredura em toda a Esplanada dos Ministérios antes da abertura da sessão. Viaturas permaneceram em pontos estratégicos durante todo o dia.
Apesar do efetivo expressivo, não foram registradas manifestações nas proximidades do tribunal. Pequenos grupos favoráveis e contrários a Bolsonaro optaram por se concentrar em frente à residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Acesso restrito à imprensa
O STF credenciou 501 profissionais de comunicação, incluindo 45 correspondentes estrangeiros. Ainda assim, apenas 80 puderam acompanhar a sessão no plenário principal, metade deles de veículos internacionais como Al Jazeera e BBC. Os demais repórteres permaneceram em áreas externas ou em uma sala de apoio.
Para advogados, defensores e público em geral, o tribunal disponibilizou dois espaços internos, cada um com 126 lugares. Somados, cerca de 300 assentos ficaram ocupados na primeira etapa. Segundo a Corte, 3,3 mil pessoas se inscreveram para acompanhar os cinco dias de julgamento; a entrada será fracionada ao longo das sessões marcadas para 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
Réus ausentes e única presença no plenário
Dos oito acusados do Núcleo 1, apenas o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira compareceu. Bolsonaro não solicitou autorização judicial para deixar a prisão domiciliar e, portanto, não esteve no tribunal. Também permaneceram ausentes Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid e Walter Braga Netto — este último segue detido.


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Observadores políticos e acadêmicos
Deputados de partidos de esquerda, como Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), compareceram ao STF logo pela manhã. O julgamento também atraiu estudantes de Direito e advogados interessados na argumentação das defesas e na condução dos ministros da Primeira Turma.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Calendário do julgamento
A Corte reservou cinco datas para concluir a avaliação do Núcleo 1. Após as sustentações orais, a expectativa é de que os ministros apresentem votos individuais, seguindo a ordem de antiguidade. Qualquer pedido de vista ou destaque pode prolongar o processo, mas, até o momento, o cronograma oficial está mantido.
Ao final deste primeiro dia, o tribunal reforçou que o número elevado de inscritos exige controle de acesso rigoroso, justificando a distribuição de senhas e a limitação de jornalistas no plenário.
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O julgamento seguirá durante a semana com expectativa de novas manifestações das defesas e possível presença de mais parlamentares. Continue acompanhando nossas atualizações e receba as notícias mais recentes diretamente no seu dispositivo.
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