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STJ veta carta psicografada e freia investidas contra Filipe Martins

Política

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que cartas psicografadas não podem ser usadas como prova em processos criminais. A deliberação encerra uma polêmica que vinha ganhando terreno após a apresentação de um documento supostamente mediúnico em um caso de homicídio. O resultado reforça limites para evidências consideradas não convencionais e tem repercussão direta em outros inquéritos, inclusive nos que envolvem o ex-assessor especial da Presidência da República Filipe Martins.

Decisão unânime reforça critérios probatórios

O julgamento ocorreu no fim de outubro de 2025. Os ministros avaliaram recurso apresentado por advogados que buscavam validar uma carta atribuída a um morto, recebida por meio de psicografia, para inocentar o réu acusado de homicídio. O colegiado concluiu que tal peça carece de lastro científico, fere o devido processo legal e não atende aos critérios de cadeia de custódia exigidos pela legislação penal. Dessa forma, evidências mediúnicas permanecem juridicamente inaceitáveis.

Durante a sessão, os magistrados destacaram que a Justiça deve se nortear por provas concretas, verificáveis e produzidas sob contraditório. Relator do caso, o ministro responsável lembrou que a Constituição e o Código de Processo Penal não contemplam documentos de origem extrassensorial. Com isso, o tribunal evitou abrir precedente que poderia fragilizar o sistema de garantias individuais.

Impacto sobre processos supervisionados pelo STF

A decisão do STJ repercutiu imediatamente nos inquéritos conduzidos no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo nos que estão sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Entre eles, destaca-se o procedimento que investiga Filipe Martins por suposta falsificação de registro de entrada nos Estados Unidos. Setores críticos ao STF, porém, apontam fragilidades na linha acusatória e alegam perseguição política contra auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, cogitava-se que o Ministério Público ou mesmo o gabinete do ministro Moraes avaliassem recorrer a técnicas pouco ortodoxas para robustecer a denúncia. Com o veredito do STJ, qualquer tentativa de introduzir cartas psicografadas ou meios semelhantes perde sustentação. Advogados de defesa comemoraram o resultado, argumentando que o posicionamento unânime do tribunal superior reforça o Estado de Direito e impede avanços de caráter experimental no processo penal.

Procurada, a equipe que representa Filipe Martins reiterou confiança na absolvição de seu cliente. Segundo a defesa, não há provas materiais de fraude no registro migratório, tampouco elementos que justifiquem medidas extremas de investigação. Juristas alinhados a uma visão mais garantista consideram que a decisão do STJ afasta “criatividades” jurídicas e obriga as autoridades a trabalharem dentro dos parâmetros previstos em lei.

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Reações no meio jurídico e político

Para analistas, a manifestação do STJ delimita o raio de atuação de magistrados que, nos últimos anos, vinham admitindo expansões interpretativas do arcabouço legal. Parlamentares da oposição elogiaram o entendimento, apontando excesso de ativismo em determinadas cortes superiores. Já aliados de linhas mais progressistas lamentaram o que chamaram de “visão restritiva da prova”.

Entidades de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil, viram na unanimidade um recado claro de que a legalidade deve prevalecer sobre pressões externas ou modismos investigativos. Há consenso de que o precedente oferece maior previsibilidade aos atores do sistema de Justiça, evitando que acusações se baseiem em depoimentos espirituais ou evidências de difícil verificação empírica.

Próximos passos nos autos

No caso do homicídio que motivou o recurso, o processo retorna agora para a instância de origem, onde o juiz terá de proferir nova sentença desconsiderando a carta psicografada. Já no STF, a defesa de Filipe Martins deve solicitar o trancamento do inquérito ou, ao menos, a desconsideração de qualquer elemento obtido fora das formas tradicionais de investigação.

Especialistas lembram que a própria Corte Suprema não está vinculada automaticamente à interpretação do STJ, mas a tendência é que a posição da magistratura se alinhe para evitar conflitos institucionais. A expectativa é de que futuros atos processuais sejam conduzidos com ênfase em provas documentais, perícias técnicas e depoimentos colhidos sob contraditório, em consonância com os princípios constitucionais.

Ao fixar balizas sobre o que pode ou não ser considerado evidência, o STJ contribui para restaurar previsibilidade e segurança jurídica, valores essenciais em qualquer democracia. A determinação impede que conceitos místicos contaminem o devido processo legal e garante ao investigado o direito de se defender com base em provas efetivamente auditáveis.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre a atuação do Judiciário e temas correlatos, acesse nossa seção de política em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em síntese, a unanimidade do STJ barra o uso de cartas psicografadas, impõe limites a experimentações processuais e fortalece garantias individuais. Continue acompanhando nossos conteúdos e esteja sempre informado sobre os próximos capítulos que envolvem o STF, o ex-assessor Filipe Martins e o cenário político-jurídico do país.

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