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Tagliaferro revela rede interna que alimentou censura no TSE

Política

Brasília, 25 de setembro de 2025 – O perito forense Eduardo Tagliaferro apontou, em depoimento remoto à Subcomissão Especial sobre o Combate à Censura da Câmara dos Deputados, nomes de servidores e ex-colaboradores que teriam atuado como “dedos-duros” dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A oitiva, transmitida por videoconferência a partir da região de Milão, somou o terceiro comparecimento de Tagliaferro ao Congresso Nacional.

Servidores teriam indicado alvos para bloqueios

Segundo o especialista, a então secretária de Comunicação Social do TSE, Gisele Siqueira, a ex-secretária de Transportes Adaíres Aguiar e o ex-diretor do WhatsApp no Brasil Dario Durigan repassavam nomes e conteúdos considerados inconvenientes para que fossem bloqueados nas plataformas digitais. O perito já havia citado previamente José Levi do Amaral Júnior, ex-secretário-geral do tribunal e ex-integrante da equipe econômica do governo anterior, como articulador das medidas restritivas.

Tagliaferro relatou que as indicações partiam dos citados diretamente para o setor técnico responsável pelo cumprimento de ordens judiciais de remoção de conteúdo. O termo “dedo-duro”, resgatado do período militar, foi utilizado pelo depoente para definir quem apontava alvos de censura a autoridades judiciais.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reagiu acusando Tagliaferro de violar sigilo profissional. Para parlamentares de oposição, a queixa confirma a veracidade das informações trazidas pelo perito, uma vez que somente dados confidenciais poderiam ser objeto de tal alegação.

CPMI investiga fraude bilionária no INSS

Na mesma quarta-feira, a CPMI que apura desvio de recursos de aposentados ouviu o gestor conhecido como “careca do INSS”. Durante o interrogatório, ele negou envolvimento com a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos, entidade suspeita de intermediar o esquema. Disse sustentar o estilo de vida com “bons salários” e coleção de automóveis. Deputados exibiram documentos que o apontam como procurador da associação, mas o depoente limitou-se a refutar as acusações.

Integrantes da comissão avaliam que os indícios reunidos podem levar a um escândalo de proporções semelhantes às operações Lava Jato e Mensalão, caso confirmada a movimentação irregular de milhões de reais retirados de beneficiários idosos.

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PCC expande rede de lavagem de dinheiro em motéis

Relatórios de inteligência revelaram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) controla ao menos 60 motéis apenas no estado de São Paulo. Conforme os dados, os estabelecimentos funcionam como rota de escoamento de valores obtidos com o tráfico de drogas. A facção também opera postos e distribuidoras de combustíveis, estruturando um sistema de fachada para legitimar receitas ilícitas.

Para investigadores, o tamanho do conglomerado evidencia como a criminalidade organizada aproveita brechas regulatórias e a alta demanda por serviços de hospedagem rápida para mascarar a origem do dinheiro. Representantes da segurança pública defendem revisão nas normas de registro e fiscalização do setor.

Autoridade Palestina condena Hamas e cita diálogo com Trump

No cenário externo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, enviou pronunciamento em vídeo à Assembleia Geral da ONU criticando o Hamas pela tomada da Faixa de Gaza e atacando civis israelenses. Abbas declarou disposição para dialogar com os Estados Unidos, sob eventual mediação de Donald Trump, “sem a participação de grupos terroristas financiados pelo Irã”.

O líder palestino reiterou que a expansão territorial de Israel decorre da ação contínua do Hamas, que utiliza lançamentos de foguetes como justificativa para a presença militar israelense em zonas estratégicas.

Para acompanhar desdobramentos dessas e de outras pautas em Brasília, acesse também nossa seção de Política e mantenha-se informado.

Em resumo, o depoimento de Tagliaferro trouxe novos nomes à lista de agentes que teriam contribuído para a censura de conteúdos eleitorais, enquanto o Congresso avança em investigações sobre fraude no INSS e o crime organizado amplia seus braços financeiros. Siga nossas atualizações e receba alertas diretamente no seu dispositivo para não perder os próximos capítulos dessas apurações.

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