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Ex-assessor de Moraes diz guardar provas e teme ser morto após denúncias

Política

O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Tagliaferro, declarou temer por sua vida depois de expor supostas irregularidades cometidas dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em entrevista no dia 19 de agosto ao programa Café com a Gazeta, o servidor relatou que saiu do Brasil, mas continua se sentindo ameaçado. “Posso ser perseguido, assassinado”, afirmou.

Denúncias apontam coleta de dados contra conservadores

Segundo Tagliaferro, um grupo de WhatsApp reunia juízes auxiliares, servidores do STF e do TSE para monitorar publicações de perfis conservadores nas redes sociais. As informações compiladas originavam “certidões” classificadas como positivas ou negativas, a depender do teor das postagens analisadas. Esses documentos, sustenta o ex-assessor, subsidiam decisões judiciais de Moraes em processos sigilosos.

O servidor contou que a prática incluía orientar integrantes do grupo a apagar conversas para eliminar rastros, orientação que teria partido de superiores. Desconfiado, ele resolveu arquivar capturas de tela e relatórios. “Desde que percebi algo contra meus princípios e contra a lei, comecei a guardar provas”, declarou.

Tagliaferro comparou o ambiente de trabalho no tribunal a “um filme de terror, driblando as ações de um psicopata”. Ele afirma que jamais inseriu opinião pessoal nos relatórios enviados a Moraes, apesar de ter recebido do então juiz auxiliar Airton Vieira a sugestão de usar “criatividade” na elaboração dos documentos.

Suposta pretensão eleitoral de Alexandre de Moraes

Outro ponto levantado pelo ex-assessor envolve planos políticos atribuídos ao ministro. Tagliaferro disse ter ouvido da chefe de gabinete de Moraes que o magistrado pretende deixar o STF em 2030 para concorrer à Presidência da República. Em tom de alerta, o servidor observou que não se pode prever “quais mecanismos serão usados” numa eventual campanha.

As revelações integram a série de vazamentos batizada de Vaza Toga, que sugere a existência de um “gabinete do ódio” operado dentro das Cortes superiores para perseguir opositores ideológicos. Os conteúdos reforçam denúncias de abuso de autoridade, violação de garantias processuais e monitoramento de cidadãos sem ordem judicial individualizada.

CPI da Vaza Toga ganha fôlego no Senado

As declarações de Tagliaferro impulsionaram o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinado a investigar as práticas atribuídas ao STF e ao TSE. O requerimento, apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), já conta com assinaturas suficientes para tramitar. O escopo da CPI inclui:

– compartilhamento de servidores entre as Cortes;
– troca de informações fora das hipóteses previstas em lei;
– ordens ilegais dirigidas a funcionários;
– elaboração de relatórios contra pessoas específicas;
– cooperação indevida com órgãos de investigação;
– atuação administrativa fora dos limites legais.

Parlamentares da oposição argumentam que a comissão é essencial para esclarecer denúncias de perseguição política e restaurar a confiança nas instituições. Já aliados da esquerda tentam caracterizar a iniciativa como tentativa de intimidar o Judiciário.

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Medidas judiciais e bloqueio de bens

Apesar de não ocupar mais cargo público, Tagliaferro continua sob a mira do ministro a quem serviu. Moraes determinou o bloqueio de contas bancárias do ex-assessor e tem mantido o acesso restrito aos autos que fundamentaram a medida. A defesa alega violação do direito ao contraditório e aponta retaliação pelas denúncias.

O servidor afirma possuir relatórios originais que comprovam ter apenas reunido títulos, links e datas das publicações monitoradas. Ele nega ter manipulado qualquer dado e diz estar disposto a entregar o material às autoridades, desde que receba garantias de segurança.

Risco de vida e busca por proteção

Fora do país, Tagliaferro evita divulgar o local exato onde se encontra. Relata que permanece em contato com familiares e advogados no Brasil, mas se sente vulnerável. “Estar no exterior não significa estar seguro”, frisou. Organizações de direitos humanos foram procuradas para respaldar pedidos de asilo ou medidas protetivas, embora nenhum acordo tenha sido anunciado até o momento.

Para analistas do meio jurídico, as acusações colocam em xeque a lisura de processos eleitorais conduzidos sob a relatoria de Moraes. Advogados defendem que as provas recolhidas pelo ex-assessor sejam preservadas e encaminhadas a instâncias independentes, evitando interferências do próprio STF.

O avanço da CPI, somado aos relatos de Tagliaferro, tende a pressionar o Congresso a redefinir limites entre Poderes e reforçar mecanismos de controle externo do Judiciário. Enquanto isso, cresce o debate sobre a necessidade de transparência na atuação de cortes que acumulam funções judiciais e administrativas.

Se você deseja acompanhar outras movimentações sobre investigações envolvendo o Supremo e o ambiente político em Brasília, confira a seção dedicada a esses temas em Política.

As denúncias de Eduardo Tagliaferro reacendem questionamentos sobre imparcialidade, abuso de autoridade e segurança de denunciantes no país. A continuidade do caso dependerá da proteção ao ex-assessor, da instalação efetiva da CPI e da disposição das instituições em apurar cada fato apresentado. Para ficar por dentro dos próximos desdobramentos, siga acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta reportagem com quem precisa se informar.

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