O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alcançou 62,4 % de aprovação entre os eleitores da capital paulista, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pelo instituto Paraná Pesquisas. O levantamento reforça o desempenho do chefe do Executivo estadual no maior colégio eleitoral do país e indica vantagem numérica expressiva sobre a taxa de desaprovação, que ficou em 32,3 %. Outros 5,4 % dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar.
Retrato da avaliação do governo
O estudo apurou como o eleitorado qualifica a gestão paulista. Para 33,6 %, o governo é “bom”; outros 11,4 % o consideram “ótimo”. Juntos, os índices representam 45 % de avaliação positiva. A parcela que classifica a administração como “regular” soma 29,1 %. Já a menção “ruim” aparece em 7,8 % das respostas, enquanto 15,2 % avaliam o trabalho como “péssimo”.
De acordo com o instituto, a pesquisa foi realizada entre 2 e 6 de agosto e ouviu 1.020 eleitores do município de São Paulo. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança atinge 95 %. O registro no Tribunal Superior Eleitoral está catalogado sob o número SP-09192/2025.
Capitais políticos e cenário de 2026
São Paulo concentra o maior contingente de eleitores do Brasil e costuma influenciar tendências nacionais. A aprovação superior a 60 % em um território eleitoral dessa dimensão fortalece Tarcísio como figura relevante no campo da direita e cria margem para futuras movimentações na cena federal. Diversos analistas citam o governador como possível nome para a disputa presidencial de 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mantenha inelegível. Embora o levantamento não investigue cenários eleitorais, a consistência dos números fornece capital político que pode ser mobilizado em disputas municipais ou nacionais.
Além da projeção presidencial, a popularidade do chefe do Executivo estadual tende a impactar as eleições municipais de 2024 na capital. Prefeitos e vereadores aliados podem se beneficiar da associação ao governador, enquanto adversários enfrentarão o desafio de dialogar com um eleitorado que demonstra aprovação majoritária à atual gestão paulista.
Metodologia e universo pesquisado
O Paraná Pesquisas aplicou questionários presenciais em todas as regiões da capital, contemplando faixas etárias, níveis de escolaridade e categorias de renda. O método segue padrão estatístico consolidado, garantindo amostra representativa do eleitorado paulistano. A divulgação dos dados ocorre em momento de discussão sobre segurança pública, transporte metropolitano e equilíbrio fiscal, temas nos quais Tarcísio sustenta agenda voltada ao controle de gastos e ampliação de parcerias com a iniciativa privada.


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A aprovação expressiva em São Paulo sucede outras sondagens favoráveis registradas em regiões do interior e do litoral, consolidando um indicador de desempenho estadual homogêneo. Ao manter respaldo elevado na capital, o governador reduz espaço para dissidências internas e reforça a capacidade de articular a base parlamentar na Assembleia Legislativa.

Comparativos e contexto
Quando comparada aos primeiros meses de administração, a taxa atual mostra estabilidade, com variação dentro da margem de erro. Esse comportamento sugere resiliência da imagem do governo frente a temas sensíveis, como reajuste de tarifas, concessões de rodovias e contenção de despesas. Nos meses recentes, a gestão promoveu avanços em projetos de mobilidade, anunciou investimento em segurança e reforçou políticas de incentivo ao ensino técnico, pontos que costumam receber avaliação positiva de segmentos conservadores e do setor produtivo.
No cenário nacional, a aprovação na maior metrópole dá a Tarcísio visibilidade entre eleitores que buscam lideranças alinhadas ao liberalismo econômico e a pautas de segurança. Com o enfraquecimento de nomes tradicionais e a indefinição sobre a elegibilidade de Bolsonaro, o governador paulista se mantém como alternativa viável dentro do espectro da direita.
Próximos passos e monitoramento
O instituto Paraná Pesquisas informou que já programou novos levantamentos para aferir o andamento da percepção popular sobre o governo estadual. A previsão é de atualização trimestral dos dados, permitindo acompanhar eventuais oscilações provocadas por decisões administrativas ou mudanças na conjuntura política.
Enquanto isso, a administração segue executando reformas estruturais, entre elas projetos de desestatização e concessão de serviços, cujo desempenho prático poderá influenciar as métricas de popularidade. A manutenção ou elevação da aprovação será determinante para compor alianças, atrair investimento privado e sustentar a narrativa de eficiência que o Executivo paulista pretende consolidar.


