São Paulo, 5 de abril — O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o mercado financeiro será decisivo para diminuir as desigualdades no Brasil. A declaração foi feita durante o leilão do Lote Paranapanema, que prevê a ampliação da rodovia Raposo Tavares, realizado na sede da B3, capital paulista.
Governador aponta capital privado como motor de desenvolvimento
Diante de investidores e autoridades estaduais, Tarcísio reiterou a convicção em soluções de mercado para bancar obras de infraestrutura. “A gente acredita na iniciativa privada como força motriz. A gente acredita que é o recurso privado que vai trazer transformação. A gente acredita que é o mercado que vai proporcionar a redução das desigualdades”, declarou.
O governador argumentou que o Estado, sozinho, não conseguiria viabilizar investimentos da escala necessária. Para ele, manter as contas públicas equilibradas e abrir espaço para o capital privado é o caminho mais rápido para destravar projetos e gerar empregos. Tarcísio pontuou que sua administração adota rigor fiscal e que parte desse esforço inclui quitar dívidas herdadas de gestões anteriores.
Na mesma linha, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), reforçou que o Legislativo continuará a votar matérias de interesse do Executivo que estimulem a atividade econômica. Também participaram do evento o vice-governador Felício Ramuth (PSD), o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, e a secretária de Infraestrutura, Meio Ambiente e Logística, Natália Resende.
Projetos de infraestrutura avançam com novos cronogramas
Além do leilão do Lote Paranapanema, que amplia a Raposo Tavares, Tarcísio adiantou prazos para outras obras consideradas estratégicas. Segundo ele, o trecho norte do Rodoanel e a Linha 17–Ouro do Metrô serão concluídos em 2025. Esses empreendimentos integram o pacote de projetos que deveriam ter ficado prontos para a Copa do Mundo de 2014, mas permaneceram inacabados por anos.
O governador ressaltou que o atual calendário “não permitirá mais aniversários” para esses atrasos. A entrega dos trechos deve aliviar gargalos na mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo, reduzir custos logísticos e atrair novos investimentos ao estado.


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No caso da Raposo Tavares, a expansão deverá melhorar o fluxo no interior paulista, facilitando o escoamento da produção agrícola e industrial. O leilão na B3 oferece ao vencedor a contrapartida de explorar a rodovia por meio de concessão, modelo defendido pelo governo para transferir a gestão e a manutenção à iniciativa privada, em troca de obras de modernização e do pagamento de outorga.
Equilíbrio fiscal e atração de investidores
Tarcísio reiterou que o compromisso com equilíbrio de contas públicas tem sido primordial para sustentar a confiança de investidores nacionais e internacionais. Ele citou a reestruturação de passivos estaduais e o aumento de receitas via concessões como medidas que ampliam a capacidade de novos aportes privados.
Para o governador, pacotes de concessões, como o realizado nesta sexta-feira, geram um círculo virtuoso: pavimentam a infraestrutura, criam empregos imediatos nas obras e, em médio prazo, expandem a base de arrecadação sem elevar impostos. Essa dinâmica, acrescentou, permite direcionar recursos públicos para áreas sociais, reforçando o argumento de que a iniciativa privada é fundamental para combater desigualdades.

Imagem: Internet
Presidência no horizonte e exemplo para o país
Cotado como possível candidato ao Palácio do Planalto em 2026, Tarcísio tem usado eventos do tipo para reforçar a tese de que gestão responsável e abertura a investimentos privados formam um modelo de sucesso replicável em outras unidades federativas. Ele afirma que São Paulo está “dando exemplo ao Brasil” ao combinar responsabilidade fiscal e obras que destravam a economia.
Em paralelo, seus aliados na Assembleia Legislativa ressaltam que a convergência entre Executivo e Legislativo reduz incertezas regulatórias, favorecendo o ambiente de negócios. O reflexo, segundo o governador, é visível no interesse demonstrado pela participação recorde de empresas nos leilões recentes.
Para quem acompanha de perto a agenda de desestatizações e concessões, vale conferir outras iniciativas na página de Política do Geral de Notícias, onde os desdobramentos dessas discussões são atualizados constantemente.
Em síntese, o leilão realizado na B3 reforça a estratégia do governo paulista de transferir obras à iniciativa privada, aliviar o caixa do Estado e acelerar projetos essenciais. O êxito das próximas etapas dependerá da execução dentro dos prazos anunciados e da manutenção do ambiente favorável a investimentos.
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